Volta às aulas em Campinas terá ações inéditas contra violência de gênero, racismo e crise climática

Volta às aulas em Campinas terá ações inéditas contra violência de gênero, racismo e crise climática
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O ano letivo de 2026 chega com novidades para a volta às aulas em Campinas. Enquanto a rede estadual reinicia as atividades na segunda-feira, 2, a rede municipal retoma as classes na sexta-feira, 6, levando para a sala de aula três eixos pedagógicos definidos pela Secretaria de Educação: combate à violência contra as mulheres, educação antirracista e conscientização sobre emergências climáticas. As iniciativas, anunciadas para as 182 unidades municipais e para 84 escolas conveniadas, foram elaboradas para atravessar todo o calendário de 200 dias letivos e se alinham às Diretrizes Curriculares de Campinas, à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Índice

Volta às aulas em Campinas: cronograma da rede municipal e estadual

A programação oficial estabelece datas distintas para duas redes de ensino que coexistem na cidade. Na esfera estadual, estudantes do ensino fundamental e médio retomam os estudos imediatamente após o fim de semana, cumprindo o planejamento fixado pela Secretaria de Educação do Estado. Já a rede gerida pela Prefeitura de Campinas dá início às atividades quatro dias depois, abrangendo creches, pré-escolas, ensino fundamental 1 e 2 e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Além das 182 escolas municipais próprias, 84 instituições parceiras — mantidas por organizações sociais mediante convênio — iniciam o ano entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro. Todas estão comprometidas com a carga mínima de 200 dias letivos e um total de 800 horas de aula, parâmetros exigidos pela legislação federal. O escalonamento de retorno foi planejado para assegurar o ajuste de calendário, distribuição de materiais didáticos e preparação das equipes pedagógicas para os projetos temáticos.

Volta às aulas em Campinas e o combate à violência contra as mulheres

O primeiro eixo prevê atividades de enfrentamento à violência de gênero desde a educação infantil até as séries finais do ensino fundamental. Em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a proposta centraliza a valorização das mulheres, adequando linguagem e metodologias à faixa etária de cada turma. Crianças de zero a dez anos irão trabalhar conceitos de respeito, igualdade e cuidado por meio de jogos cooperativos, contação de histórias e artes visuais.

Para os estudantes mais velhos, a metodologia se aprofunda em debates sobre direitos, rede de proteção e formas de denúncia, sempre em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Maria da Penha. O cronograma inclui rodas de conversa, produção de cartazes, pesquisas orientadas e, ao final do semestre, uma culminância escolar — momento reservado à apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos. Nesse evento, pais ou responsáveis serão convidados a acompanhar exposições fotográficas, dramatizações e oficinas que reforçam o papel da família na prevenção à violência.

Volta às aulas em Campinas reforça educação antirracista

O segundo eixo dá continuidade às políticas de equidade racial já adotadas pela rede municipal. A Secretaria de Educação confirmou a ampliação do projeto Rotas Afro, antes restrito a turmas de ensino fundamental 2, para o fundamental 1 e a educação infantil. O programa mapeia referências culturais afro-brasileiras, promovendo vivências sobre ancestralidade, culinária, literatura e arte negra. Com a volta às aulas em Campinas, o trabalho ganha um recorte específico voltado à formação de meninos, estimulando o respeito à diversidade desde a primeira infância.

As escolas desenvolverão sequências didáticas que exploram biografias de personalidades negras, a contribuição africana na formação do Brasil e manifestações artísticas, sem perder de vista o combate explícito a todas as formas de racismo. Produções textuais, feiras culturais e encontros com pesquisadores da área foram incluídos no planejamento. A culminância desse eixo ocorrerá no segundo semestre, quando cada unidade selecionará produções dos estudantes para compor uma mostra coletiva, aberta à comunidade escolar.

Volta às aulas em Campinas traz foco em emergências climáticas

O terceiro eixo responde às preocupações globais com o meio ambiente e foi desenhado em parceria com a Secretaria de Serviços Públicos. O objetivo é estimular hábitos de sustentabilidade que partam da escola para o lar. Para tanto, a programação insere práticas de economia de água, separação de resíduos e consumo consciente na rotina diária de crianças e adolescentes. A equipe pedagógica utilizará projetos de horta escolar, medição de consumo elétrico e observação meteorológica simplificada como recursos didáticos.

Estudantes serão orientados a atuar como agentes multiplicadores, levando para casa cartilhas elaboradas em sala de aula, contendo instruções de fácil aplicação para familiares. Durante o ano letivo, cada escola deverá implementar, no mínimo, duas ações de impacto ambiental direto, como mutirões de limpeza de áreas verdes ou campanhas de coleta seletiva. A culminância desse eixo deverá ocorrer antes do período de chuvas intensas, usando feiras científicas e exposições para socializar resultados.

Volta às aulas em Campinas: integração curricular e participação da comunidade

Embora os eixos sejam temáticos, a Secretaria de Educação ressalta que eles não estarão isolados do currículo regular. Professores de todas as disciplinas foram orientados a trazer os assuntos para suas respectivas áreas de conhecimento, promovendo uma abordagem interdisciplinar. Assim, conteúdos de Língua Portuguesa podem envolver a produção de textos sobre direitos das mulheres, enquanto as aulas de Ciências abordam mudanças climáticas e as de História discutem a diáspora africana e seus desdobramentos na sociedade brasileira.

Para fortalecer a relação família-escola, cada unidade organizará reuniões periódicas com pais e responsáveis, apresentando o andamento dos projetos e abrindo espaço para sugestões. A Secretaria de Educação enfatiza que a adesão dos adultos é essencial para consolidar comportamentos de respeito, igualdade e cuidado que transbordem os muros escolares. Dessa forma, a volta às aulas em Campinas ganha uma dimensão comunitária, aproximando o trabalho pedagógico do cotidiano dos estudantes.

Com o calendário definido, o próximo ponto de atenção será a divulgação detalhada das sequências didáticas e das datas das culminâncias temáticas, que serão repassadas diretamente às comunidades escolares ao longo do primeiro bimestre.

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