Salário mínimo de R$ 1.621: entenda os impactos imediatos do novo piso nacional em 2026

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O salário mínimo de R$ 1.621 passa a constar nos contracheques a partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, marcando o primeiro desembolso do novo piso salarial a trabalhadores formais em todo o país.
- Quando o salário mínimo de R$ 1.621 começa a chegar ao bolso dos trabalhadores
- Como o salário mínimo de R$ 1.621 foi calculado
- Quem é impactado diretamente pelo salário mínimo de R$ 1.621
- Repercussão do salário mínimo de R$ 1.621 nos benefícios do INSS
- Efeitos do salário mínimo de R$ 1.621 na economia e nas contas públicas
- Outros valores vinculados ao salário mínimo de R$ 1.621
- Divisão do reajuste ao longo do calendário e próximos passos
Quando o salário mínimo de R$ 1.621 começa a chegar ao bolso dos trabalhadores
O pagamento efetivo do novo valor ocorre já na folha referente a janeiro, liberada no início de fevereiro para empregados do setor público e privado. Para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o depósito teve início em 26 de janeiro e se estenderá até 6 de fevereiro, conforme o calendário escalonado pelo número final do cartão de benefício.
Com isso, cerca de 61,9 milhões de brasileiros – entre assalariados, aposentados, pensionistas, segurados de programas sociais e beneficiários de políticas trabalhistas – percebem o reajuste de forma direta.
Como o salário mínimo de R$ 1.621 foi calculado
O novo piso resulta de reajuste de 6,79%, percentual oficializado pelo Decreto 12.797/2025. A variação nominal equivale a acréscimo de R$ 103 em relação ao mínimo anterior. Para chegar ao índice, foi aplicada a política de valorização que combina dois componentes:
Inflação: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado ficou em 4,18% no período de referência.
Crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB): como o PIB avançou 3,4%, esse mesmo percentual seria somado à inflação. Entretanto, o arcabouço fiscal limita o ganho real a 2,5%. Dessa forma, somente 2,5% foram acrescidos ao INPC, totalizando os 6,79% oficiais.
O resultado final gera, para 2026, as seguintes equivalências do salário mínimo: R$ 1.621 por mês, R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora trabalhada.
Quem é impactado diretamente pelo salário mínimo de R$ 1.621
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que o reajuste alcança 61,9 milhões de pessoas. Nesse contingente estão:
• Trabalhadores formais que recebem o piso nacional.
• Aposentados e pensionistas do INSS que ganham um salário mínimo.
• Beneficiários de programas como seguro-desemprego e salário-família, cujos valores de referência são atrelados ao piso.
• Contribuintes individuais, facultativos e Microempreendedores Individuais (MEI) cuja alíquota de recolhimento parte do valor do mínimo.
Além de afetar a renda desses grupos, o novo valor serve de parâmetro para pisos estaduais que não possuem legislação própria e para negociações coletivas em diversos setores.
Repercussão do salário mínimo de R$ 1.621 nos benefícios do INSS
Os segurados que recebem benefícios no piso terão reajuste integral de 6,79%, passando a R$ 1.621. Para quem já percebia acima desse valor, o aumento segue o INPC de 2025, de 3,90%.
Teto previdenciário: o valor máximo pago pelo INSS sobe para R$ 8.475,55.
Alíquotas de contribuição dos empregados:
• Até R$ 1.621: 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Contribuintes individuais e MEI: as mensalidades passam a ser de R$ 324,20 (20%), R$ 178,31 (11%) ou R$ 81,05 (5%), a depender da categoria. O MEI também recolhe 5%, totalizando R$ 81,05.
Efeitos do salário mínimo de R$ 1.621 na economia e nas contas públicas
O Dieese projeta que o novo piso injetará R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. O governo federal, por sua vez, estima impacto conjunto de R$ 110 bilhões, soma que considera o reajuste do mínimo e a isenção de Imposto de Renda para faixas mais baixas.
No campo fiscal, a Previdência Social absorve custo adicional de R$ 39,1 bilhões. Essa despesa decorre do aumento dos benefícios atrelados ao piso. Ao mesmo tempo, o maior poder de compra deve estimular consumo, arrecadação tributária e movimentação de cadeias produtivas nos 26 estados e no Distrito Federal.
Outros valores vinculados ao salário mínimo de R$ 1.621
Seguro-desemprego: reajustado em 3,90%, possui parcela mínima igual ao novo piso (R$ 1.621) e parcela máxima de R$ 2.518,65. O cálculo depende da média salarial dos últimos meses do trabalhador demitido.
Salário-família: passa a ser de R$ 67,54 por dependente para quem ganha até R$ 1.980,38 mensais.
Contribuições de empregadores domésticos: as guias de recolhimento seguem a nova base, reajustando FGTS, INSS e demais encargos proporcionais ao piso nacional.
Divisão do reajuste ao longo do calendário e próximos passos
• 26 de janeiro a 6 de fevereiro: pagamento escalonado a aposentados e pensionistas, de acordo com o número final do cartão de benefício.
• 2 de fevereiro: início da folha com o salário mínimo de R$ 1.621 para trabalhadores CLT.
• Próxima data de referência: fevereiro de 2027, quando a política de valorização será novamente aplicada, tomando por base o INPC de 2026 e a variação do PIB de 2025, respeitado o limite de 2,5% acima da inflação.

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