Samsung triplica lucro no quarto trimestre impulsionada por chips de IA e atinge recorde histórico

Samsung triplica lucro no quarto trimestre impulsionada por chips de IA e atinge recorde histórico
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O anúncio trimestral de resultados confirmou que a Samsung triplica lucro ao registrar o melhor desempenho operacional de sua história entre outubro e dezembro de 2025. A companhia sul-coreana atribuiu o salto à procura intensa por memórias de alta largura de banda destinadas a aplicações de inteligência artificial, cenário que elevou preços em todo o mercado de semicondutores e estreitou a oferta de componentes para outros segmentos.

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Demanda por IA faz a Samsung triplicar lucro no trimestre

O período analisado foi marcado por uma escassez global de chips adequados a servidores de IA. Esse vazio de oferta estimulou fabricantes de aceleradores, como a Nvidia, a priorizar contratos com a Samsung, que respondeu concentrando capacidade produtiva em componentes de maior valor agregado. Segundo a empresa, a opção por direcionar linhas fabris a memórias HBM — essenciais para processar grandes volumes de dados em tarefas de aprendizagem de máquina — limitou a disponibilidade de produtos convencionais, mas elevou as margens e sustentou o ritmo de entregas a centros de dados.

Como reflexo direto, o lucro operacional consolidado chegou a 20,1 trilhões de won, ultrapassando estimativas de mercado de 20,018 trilhões de won e superando em mais de três vezes o resultado de um ano antes. O montante também excede o recorde anterior de 17,6 trilhões de won estabelecido no terceiro trimestre de 2018, criando um novo patamar histórico para o conglomerado.

Lucro operacional da Samsung atinge 20,1 trilhões de won e supera previsões

A divulgação dos números ocorreu na quarta-feira, 28 de janeiro, no horário global — já quinta-feira, 29, na Coreia. A companhia destacou que a performance consolidada foi influenciada pela conjugação de preços mais altos e volume crescente de vendas de chips premium. A receita do trimestre totalizou 93,8 trilhões de won, correspondentes a aproximadamente R$ 339 bilhões, o que representa avanço de 24% sobre o mesmo período de 2024.

Analistas consultados antes da divulgação previam receitas semelhantes, mas esperavam um lucro mais contido em função da pressão de custos em divisões não ligadas a semicondutores. A superação dos prognósticos reforçou a percepção de que a arquitetura de memórias HBM se consolidou como motor principal de rentabilidade imediata, compensando eventuais desacelerações em unidades voltadas ao consumidor final.

Segmento de semicondutores lidera salto de lucro da Samsung

Dentro do conglomerado, o braço dedicado a chips permanece como principal fonte de caixa. A divisão anotou 16,4 trilhões de won em lucro operacional, alta de 470% na comparação anual. Esse crescimento expressivo derivou da prioridade dada a fabricantes de aceleradores de IA. Ao reservar capacidade para esses clientes, a Samsung construiu um cenário de oferta restrita para DDRs tradicionais, o que inflacionou preços de memória em toda a cadeia e ampliou margens, mesmo sem expansão proporcional do volume físico produzido.

Apesar do foco em HBM, a empresa reconheceu ter sentido impactos nos canais de smartphones e painéis, justamente por não atender integralmente à demanda de componentes de menor valor. O balanço indicou, entretanto, que o benefício financeiro oriundo das vendas de produtos premium compensou a redução temporária de mix em setores de menor margem.

Para o início de 2026, a projeção interna é de continuidade das condições favoráveis no mercado de semicondutores, fundamentada na perspectiva de incremento constante de infraestrutura dedicada a IA. Esse entendimento sustenta planos de investimento e mantém a companhia posicionada para disputar contratos de fornecimento de memórias avançadas em escala global.

Divisão mobile reduz ritmo, mas Samsung aposta em IA nos smartphones

Enquanto a Samsung triplica lucro no consolidado, a área de mobile experience e redes apresentou retração. O lucro operacional do segmento recuou para 1,9 trilhão de won, equivalentes a cerca de R$ 6,8 bilhões. O resultado significa queda de 9,5% ante o mesmo trimestre de 2024 e recuo superior a 45% na comparação sequencial.

A companhia relacionou o desempenho mais fraco à dissipação do efeito de lançamentos anteriores e à concorrência intensa no mercado global de smartphones, combinada ao encarecimento dos próprios chips que ela fabrica. Mesmo com esse revés, a estratégia para o primeiro trimestre de 2026 indica reforço da oferta de recursos avançados de inteligência artificial nos dispositivos da próxima geração. O destaque é a linha Galaxy S26, que pretende introduzir o conceito de “experiências de IA agentic”, segundo comunicado corporativo.

Ao integrar funcionalidades baseadas em IA diretamente no ecossistema de aparelhos, a Samsung tenta converter a expertise em memória de alto desempenho em atributos percebidos pelo consumidor final. A meta é reverter a perda de rentabilidade no segmento móvel, preservando participação de mercado e recuperando margens ao longo do ciclo de vida dos novos produtos.

Mercado de telas reforça ganhos enquanto Samsung prevê 2026 favorável

A área de painéis fechou o trimestre com lucro operacional de 2 trilhões de won, valor mais que dobrado em relação ao ano anterior. A melhora foi atribuída às vendas voltadas para a produção da linha iPhone 17 da Apple, cliente que tradicionalmente absorve grande parte das telas avançadas fabricadas pela sul-coreana.

Apesar do resultado expressivo, a empresa advertiu sobre possível pressão de preços e demanda mais fraca no curto prazo, uma vez que o custo de diversos componentes permanece elevado. O comunicado ressalta que o ambiente competitivo pode afetar margens, mas o avanço estrutural da IA, que exige displays de alta definição em dispositivos de consumo e equipamentos profissionais, tende a sustentar a necessidade de painéis com especificações superiores.

No campo macro, a Samsung afirmou enxergar 2026 como um ano em que a infraestrutura de IA continuará impulsionando investimentos de clientes. Com isso, mantém perspectiva otimista para semicondutores, mesmo ponderando incertezas em smartphones e telas.

A Samsung triplica lucro em um trimestre marcado por oferta restrita e forte demanda por HBM, estabelece um novo recorde operacional e encerra 2025 projetando condições ainda favoráveis para o início de 2026, quando deverá estrear a família Galaxy S26 com funcionalidades de IA avançada.

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