Isenção de visto a cidadãos chineses: Brasil adota reciprocidade e aprofunda laços com Pequim

Isenção de visto a cidadãos chineses: Brasil adota reciprocidade e aprofunda laços com Pequim
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O governo brasileiro confirmou a isenção de visto a cidadãos chineses para estadias de curta duração, medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em telefonema de 45 minutos com o presidente Xi Jinping. A decisão replica a política chinesa em vigor desde 2025 e insere o Brasil no grupo de países beneficiados pelas regras de entrada simplificadas em território asiático.

Índice

Isenção de visto a cidadãos chineses aproxima agendas diplomáticas

A concessão da isenção de visto a cidadãos chineses materializa um gesto de reciprocidade diplomática. A China liberou brasileiros da exigência de visto em 1º de junho de 2025, medida válida inicialmente por um ano e estendida até 31 de dezembro de 2026. Ao adotar regra equivalente, o Brasil sinaliza sintonia com o país que figura como seu principal parceiro comercial e um dos líderes do chamado Sul Global.

Segundo nota do Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida “no contexto da ampliação da cooperação em áreas da fronteira do conhecimento”. A expressão resume esforços conjuntos em setores como infraestrutura, transição ecológica e tecnologia, ressaltados durante a conversa entre os chefes de Estado. Esses eixos foram definidos em novembro de 2024, quando Xi visitou o Brasil para lançar a Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta Mais Sustentável.

Como a isenção de visto a cidadãos chineses será aplicada

A regra brasileira alcança “algumas categorias de vistos de curta duração”, expressão usada pelo governo para englobar viagens de negócios, turismo, visitas a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. São as mesmas finalidades contempladas pelo decreto chinês que beneficia portadores de passaportes comuns dos 45 países listados por Pequim.

Dentro dessa classificação, o visitante poderá permanecer no Brasil por até 30 dias sem necessidade de visto. O prazo coincide com o período autorizado pela China aos estrangeiros nessas condições, garantindo absoluta simetria entre as legislações. O anúncio não mencionou mudanças para estadias longas voltadas a estudo, trabalho ou residência permanente, que continuam sujeitas às exigências tradicionais de visto.

Isenção de visto a cidadãos chineses fortalece integração regional

Além do Brasil, a política chinesa contempla Argentina, Chile, Peru e Uruguai, países que, junto com os brasileiros, representam algumas das maiores economias da América do Sul. A dispensa de visto visa “facilitar o intercâmbio de pessoas” e reforçar a aproximação entre a China, a América Latina e outros blocos. Para o visitante chinês, a simplificação dos deslocamentos desenha uma malha regional mais integrada, favorecendo deslocamentos dentro do continente sem barreiras burocráticas adicionais.

O movimento também acompanha o contexto global no qual “a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul”, já não precisa de visto para entrar na China, conforme menciona o comunicado oficial. Ao aderir à reciprocidade, o Brasil se alinha a práticas correntes em economias avançadas e mantém a coerência com o princípio de tratamento não discriminatório no âmbito do livre comércio que ambos os países defendem nos fóruns multilaterais.

Cronologia da política chinesa de isenção de visto

1º de junho de 2025: início da dispensa de visto para brasileiros que viajem à China por até 30 dias.
2025-2026: o benefício, inicialmente previsto para 12 meses, recebe extensão que garante validade até 31 de dezembro de 2026.
Inclusão de 45 nações: a lista menciona países sul-americanos, europeus e asiáticos, com o intuito de ampliar intercâmbios culturais, comerciais e científicos.
Janeiro de 2026: Brasil anuncia reciprocidade, completando o círculo de facilitação mútua.

A sequência temporal evidencia o caráter incremental da abertura chinesa. Primeiro, testou-se o mecanismo por um ano; depois, veio a prorrogação até o fim de 2026. No último passo, o presidente Lula oficializou que cidadãos chineses receberão tratamento idêntico, fechando um ciclo baseado na confiança entre as partes.

Impactos esperados no turismo e nos intercâmbios

A circulação sem visto cria condições para expansão de fluxos turísticos entre as duas maiores economias dos BRICS nas Américas e na Ásia. Para turistas, a medida reduz custos e simplifica o planejamento de viagens, estimulando pacotes de férias, escalas de cruzeiros e visitas a eventos de negócios.

No campo acadêmico, a dispensa tende a facilitar intercâmbios de pesquisadores envolvidos em projetos de transição ecológica, um dos pilares da parceria estratégica reforçada desde 2024. A mesma lógica vale para empresários interessados em infraestrutura e tecnologia, áreas citadas pelos dois governos como prioritárias. A permanência limitada a 30 dias atende à maioria dos calendários de feiras, conferências e missões comerciais, potencializando resultados sem alterar o regime de imigração para contratos de trabalho.

Telefonema de 45 minutos consolida decisões e metas comuns

O anúncio de isenção de visto a cidadãos chineses resultou de uma ligação telefônica em que Lula e Xi revisaram avanços bilaterais iniciados na visita oficial de novembro de 2024. De acordo com a nota brasileira, os líderes “destacaram as sinergias” entre seus projetos nacionais. Entre elas, o investimento em infraestrutura sustentável, a adoção de tecnologias verdes e o compromisso compartilhado com o multilateralismo.

A Agência de Notícias Xinhua acrescentou que Xi Jinping salientou a intenção de “salvaguardar os interesses comuns do Sul Global”. Ambos concordaram em fortalecer o papel central das Nações Unidas como fórum essencial para a estabilidade mundial. Esse alinhamento foi reiterado na mesma chamada, reforçando a convergência de posições em assuntos globais.

Com a definição da dispensa de visto, o próximo marco no calendário diplomático será 31 de dezembro de 2026, data em que termina a validade da política chinesa. Até lá, os dois governos deverão monitorar resultados de fluxo de pessoas e avaliar eventuais prorrogações ou ajustes na normativa conjunta.

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