Donald Trump chama enfermeiro Alex Pretti de ‘agitador’ após divulgação de vídeo; entenda a escalada de tensão em Minneapolis

Donald Trump chama enfermeiro Alex Pretti de ‘agitador’ após divulgação de vídeo; entenda a escalada de tensão em Minneapolis
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Donald Trump voltou a utilizar sua conta na rede Truth Social para se manifestar sobre eventos recentes em Minneapolis. Desta vez, o presidente dos Estados Unidos qualificou o enfermeiro Alex Pretti como “agitador” após a divulgação de um vídeo que mostra o profissional da saúde em confronto com agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) onze dias antes de ser morto por disparos da Patrulha de Fronteira. O episódio insere-se em um cenário de protestos contra a operação anti-imigração do governo federal iniciada no fim de dezembro de 2025 na cidade.

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Donald Trump reage a novo vídeo e rotula Alex Pretti

O ponto de partida da controvérsia foi a publicação feita por Donald Trump na qual o presidente afirmou que a “reputação” de Pretti teria sido prejudicada pelas imagens recém-divulgadas. Segundo Trump, o comportamento do enfermeiro configuraria não apenas agitação, mas possivelmente insurgência. Na gravação, Pretti aparece discutindo com agentes federais, cuspindo contra um deles e, em seguida, desferindo dois chutes na lanterna traseira de um veículo oficial do ICE, danificando o equipamento.

Ao descrever a cena, Trump destacou a postura considerada “calma” do agente alvo da agressão e concluiu sua mensagem com o habitual lema de campanha. A postagem do presidente trouxe à tona novamente o debate sobre a conduta dos agentes federais e a resposta da população local às operações migratórias.

Sequência de fatos: do protesto de 13 de janeiro ao disparo fatal

O vídeo que motivou o comentário presidencial registra acontecimentos de 13 de janeiro, durante um protesto contra a “Operation Metro Surge”. Naquela tarde, manifestantes se reuniram em Minneapolis para criticar as detenções promovidas pela força-tarefa do ICE. Testemunhas registraram que, ao ver veículos federais, Pretti teria gritado impropérios, cuspido em direção a um agente e golpeado o carro. A resposta foi imediata: oito oficiais desembarcaram, cercaram o enfermeiro e usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Onze dias depois, em 24 de janeiro, Pretti participava de outro ato quando acabou novamente imobilizado por agentes — desta vez da Patrulha de Fronteira, que presta apoio tático à operação. Ao perceberem uma arma na cintura do enfermeiro, os oficiais efetuaram mais de dez disparos. Relatos indicam que Pretti não chegou a empunhar o revólver, mas os agentes alegaram risco iminente. O corpo médico não resistiu e morreu no local.

Operação anti-imigração de Donald Trump intensifica tensão em Minneapolis

A ação federal em Minneapolis começou no fim de dezembro de 2025 com o objetivo declarado de reforçar deportações. No entanto, denúncias de detenções de residentes legais e de cidadãos norte-americanos rapidamente elevaram a insatisfação popular. O caso mais emblemático antes da morte de Pretti ocorreu em 7 de janeiro, quando a cidadã Renee Nicole Good foi baleada por um agente que alegou ter sido ameaçado pelo veículo dela. Imagens posteriores contestaram essa versão e ampliaram as críticas.

A sucessão de episódios violentos culminou em manifestações massivas sob temperaturas negativas. Professores entraram em greve, escolas foram fechadas e autoridades locais, como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, exigiram a retirada do ICE. Paralelamente, o estado de Minnesota ajuizou ações contra a administração federal, pressionando por responsabilização.

Entidades e protagonistas: quem são os atores no centro da crise

Várias figuras e organizações despontam nos eventos em Minneapolis. Donald Trump, presidente e principal articulador da política migratória, utiliza a Truth Social para comentar e, em alguns casos, reforçar narrativas sobre os confrontos. O ICE, agência dedicada ao controle de imigração e alfândega, conduz a “Operation Metro Surge” em parceria com a Patrulha de Fronteira, responsável pela ação que resultou na morte de Pretti.

No núcleo decisório, destacam-se Tom Homan, czar da fronteira designado pela Casa Branca, e Gregory Bovino, ex-chefe da operação no estado. Homan declarou que estuda reduzir a presença de agentes federais, enquanto Bovino foi removido após as repercussões negativas. Entre as lideranças políticas locais, o prefeito Frey e o governador Walz lideram a oposição à operação, ao passo que a senadora Amy Klobuchar tornou-se ponto de encontro para protestos, evidenciando o peso nacional da discussão.

Donald Trump confronta críticas e sinaliza recuo parcial

Depois da sucessão de mortes e do desgaste público, Donald Trump manifestou intenção de “desescalar” as atividades em Minneapolis. A sinalização coincidiu com o afastamento de Bovino e com declarações de Homan sobre possível diminuição de efetivo. Ainda assim, o presidente manteve a retórica de defesa dos agentes, classificando as mortes como resultado da “agitação” de manifestantes e sustentando que os oficiais agiram sob ameaça.

A resposta do governo federal tenta equilibrar pressão política e justificativas de segurança nacional. Enquanto some críticas de autoridades locais, a administração Trump reforça a legitimidade da operação com base no aumento de deportações, argumento alinhado ao discurso de campanha que prioriza o combate à imigração irregular.

Impacto da morte de Alex Pretti na comunidade e nos protestos

Alex Pretti era enfermeiro em uma clínica comunitária e, segundo testemunhas, saiu às ruas para intervir em abordagem do ICE contra pacientes. Após sua morte, greves estudantis e vigílias multiplicaram-se por Minneapolis. Cartazes com a imagem do profissional de saúde tornaram-se símbolo da indignação popular, especialmente depois que o vídeo do dia 13 de janeiro circulou nas redes.

O material gravado por Max Shapiro, divulgado pela Associated Press, alimentou narrativas distintas. Parte da população interpreta o conteúdo como prova de reação excessiva dos agentes federais, enquanto apoiadores do governo, incluindo o próprio Trump, usam as imagens para argumentar que Pretti teria comportamento violento. A ausência de informações conclusivas sobre se os oficiais perceberam a arma na cintura do enfermeiro quando ele foi morto mantém a controvérsia aberta.

Próximos passos do governo Donald Trump após mortes e protestos

Com a ameaça de novos processos judiciais e a continuidade das mobilizações, o governo Donald Trump avalia ajustes operacionais. A Casa Branca estuda a retirada gradual de parte do contingente do ICE em Minnesota, medida que deve ser detalhada nos próximos comunicados oficiais. Enquanto isso, manifestantes planejam novas marchas e vigílias, e autoridades estaduais acompanham as investigações federais sobre o uso da força.

O andamento das apurações, somado à possível redução de agentes anunciada por Tom Homan, compõe o próximo capítulo da crise. Nos bastidores, espera-se que a revisão da “Operation Metro Surge” seja confirmada ou revista em futuras declarações presidenciais, mantendo a atenção nacional voltada para Minneapolis e para o posicionamento que Donald Trump adotará em relação às cobranças por transparência e responsabilização.

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