Zelensky rejeita zona de segurança proposta por líderes

Zelensky rejeita zona de segurança proposta por líderes

Zelensky rejeita zona de segurança proposta por líderes ao afirmar que um corredor de 40 km entre tropas ucranianas e russas “ignora a realidade tecnológica” do conflito, marcado pelo uso intensivo de drones.

Zelensky rejeita zona de segurança proposta por líderes

Falando a jornalistas nesta sexta-feira (data local), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descartou a criação de uma zona desmilitarizada como parte de um eventual acordo de paz. A sugestão, discutida por diplomatas europeus, previa um “colchão” de 40 km para separar as forças em combate, segundo o site Politico.

Para Zelensky, o cenário atual já impõe limitações semelhantes a uma zona tampão. “Nossas armas pesadas ficam a mais de 10 km umas das outras porque tudo é atingido por drones”, explicou. O líder chamou essa faixa de “zona morta” e disse que ela ocorre naturalmente devido ao alcance dos veículos aéreos não tripulados, centrais no conflito que já dura mais de 40 meses.

Além de rejeitar a medida, o presidente declarou que qualquer acordo que implique cessão de território é inaceitável. “Se a Rússia quer distância, pode recuar para dentro das áreas temporariamente ocupadas”, afirmou.

A ofensiva diplomática liderada pelos Estados Unidos perdeu fôlego após reuniões recentes entre Zelensky, líderes europeus e o presidente norte-americano. O chanceler alemão Friedrich Merz admitiu a inexistência, por ora, de um encontro direto com Vladimir Putin, alegando que o Kremlin mostra “nenhuma vontade” de negociar.

Enquanto conversas patinam, a guerra avança. Na quinta-feira, a Rússia lançou 629 drones e mísseis contra Kyiv, matando 23 civis e atingindo áreas próximas aos escritórios da União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, classificou os bombardeios como “escalada deliberada”.

Paralelamente, assessores de Zelensky reuniram-se em Nova York com o enviado especial dos EUA e altos funcionários do governo americano. Segundo Andriy Yermak, chefe de gabinete ucraniano, “todas as iniciativas de paz esbarram na resistência russa”.

Mesmo sob ataque, Kyiv negocia garantias de segurança “semelhantes às da Otan” para o pós-guerra. Moscou, porém, acusa o Ocidente de apresentar propostas “unilaterais” que ignoram interesses russos, disse a porta-voz da chancelaria, Maria Zakharova.

As tratativas devem prosseguir na próxima semana, mas, para Zelensky, a prioridade segue no campo de batalha: “Quem propõe zona de segurança não entende a guerra de hoje”.

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Crédito da imagem: Zelensky/Telegram

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Imagem: Internet

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