Suspeito tem prisão revogada no caso da grávida morta em Ponta Grossa após polícia apontar falta de provas

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Palavra-chave principal: grávida morta em Ponta Grossa
A investigação sobre a grávida morta em Ponta Grossa ganhou novo rumo depois que a Justiça do Paraná determinou a soltura de um dos homens que havia sido preso ainda nas primeiras horas do inquérito. Susana Ferreira Correia, de 40 anos, foi baleada na cabeça durante uma invasão à residência onde vivia no bairro Neves, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e não resistiu aos ferimentos. O entendimento de Polícia Civil (PC-PR), Ministério Público do Paraná (MP-PR) e do Judiciário é de que faltam elementos para manter o investigado Igor Ryan Camargo Batista como participante do crime.
- Início da investigação: caso da grávida morta em Ponta Grossa mobiliza autoridades
- Reconstrução do crime que deixou a grávida morta em Ponta Grossa
- Prisão e evidências iniciais: como a polícia chegou aos suspeitos
- Reavaliação de evidências e decisão judicial que libertou investigado
- Próximos passos do inquérito sobre a grávida morta em Ponta Grossa
Início da investigação: caso da grávida morta em Ponta Grossa mobiliza autoridades
O caso teve início na noite de domingo, 1.º de outubro, quando dois homens invadiram a casa de Susana. Àquela altura, a vítima estava grávida de quatro meses de seu quinto filho e encontrava-se em companhia dos quatro filhos mais velhos; o marido havia saído momentos antes. Por volta das 20h45, a investida criminosa resultou em disparos que atingiram a cabeça da moradora. A ação desencadeou pronto atendimento médico: Susana foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Ponta Grossa em estado grave. Apesar dos esforços da equipe de saúde, o óbito foi confirmado dois dias depois.
A repercussão da morte levou a Polícia Civil a criar força-tarefa para identificar autoria e motivação. Com base em imagens de câmeras de segurança, agentes rastrearam a rota de fuga e localizaram um veículo associado aos suspeitos, abandonado no mesmo bairro onde ocorreu o homicídio. A partir desse achado, a corporação chegou a dois homens de 19 e 22 anos, entre eles Igor.
Reconstrução do crime que deixou a grávida morta em Ponta Grossa
Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pelo inquérito, a sequência de fatos foi descrita da seguinte forma: o marido de Susana ausentou-se da residência pouco antes da invasão; na volta, deparou-se com os autores dentro da casa. Iniciou-se luta corporal com um dos invasores, enquanto o segundo efetuou disparos. Nessa troca, um projétil atingiu a cabeça de Susana. O marido sofreu ferimentos leves, mas conseguiu acionar socorro.
A fuga foi registrada por câmeras próximas, gerando gravações analisadas pela Polícia Civil. Pouco depois, patrulheiros da Polícia Militar localizaram o veículo usado na evasão. Relatório da PM aponta que o carro ainda estava registrado em nome do irmão de um dos investigados, apesar de ter sido transferido informalmente para terceiro. O automóvel tornou-se peça central para alcançar os suspeitos.
Durante patrulhamento, os policiais encontraram dois jovens. Um deles, de 22 anos, resistiu à abordagem, foi baleado e portava um revólver municiado. O outro era Igor. Ambos foram levados à delegacia, onde receberam voz de prisão sob suspeita de envolvimento no homicídio.
Prisão e evidências iniciais: como a polícia chegou aos suspeitos
A detenção de Igor ocorreu, segundo a defesa, de forma circunstancial. O advogado Renato Tauille argumentou que seu cliente estava no endereço vinculado ao carro por coincidência e não possuía relação direta com o evento criminoso. Inicialmente, no entanto, a Polícia Civil manteve a hipótese de participação, respaldada pelo fato de o suspeito ter sido localizado perto do veículo que aparecia nas imagens.
Com a formalização da prisão, o inquérito avançou para coleta de provas complementares. Analistas reuniram metadados de celulares, extratos de transferências via Pix e gravações adicionais. Depoimentos foram reavaliados para confrontar horários e deslocamentos. Toda essa documentação, anexada aos autos, serviria de base para o parecer do Ministério Público e, posteriormente, para decisão judicial sobre manutenção ou não da prisão preventiva.
Reavaliação de evidências e decisão judicial que libertou investigado
A análise minuciosa de horários foi determinante para mudar o rumo do processo. Informações extraídas do celular da namorada de Igor indicaram que ele estava em uma lanchonete no momento em que o crime ocorreu, às 20h45. Imagens e vídeos captados no local, além de comprovante de pagamento eletrônico, sustentaram a versão de ausência no cenário do homicídio.
O delegado Luís Gustavo Timossi reconheceu que, considerando o tempo e a distância entre a lanchonete e o endereço da vítima, não seria viável a presença simultânea de Igor na cena do crime. O Ministério Público do Paraná avaliou o material e manifestou-se pela revogação da prisão. Com base nesse posicionamento, o juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt expediu alvará de soltura em 4 de outubro. Na decisão, o magistrado ressaltou a inexistência, até aquele momento, de prova concreta que associasse Igor à invasão ou aos disparos.
Apesar da liberdade provisória, o investigado segue vinculado ao processo e pode ser intimado caso surjam novos elementos. Já o segundo suspeito permanece preso, uma vez que foi flagrado com arma de fogo e teve participação apontada nos vídeos de vigilância.
Próximos passos do inquérito sobre a grávida morta em Ponta Grossa
A Polícia Civil prossegue na busca de comprovação técnica que esclareça completamente autoria e motivação. Entre as medidas em curso estão a continuidade da perícia balística, a análise detalhada do revólver apreendido e novas diligências para refinar a linha do tempo da noite de 1.º de outubro. Imagens de câmeras públicas e privadas continuam sendo periciadas com o objetivo de identificar rotas de fuga e possíveis cúmplices.
O Ministério Público acompanha os trabalhos e pode oferecer denúncia, solicitar arquivamento parcial ou requisitar diligências adicionais, conforme avanço das conclusões policiais. Enquanto isso, a família de Susana aguarda desfecho que aponte responsáveis pela morte da gestante, que deixou quatro filhos e gerava o quinto.
O inquérito permanece sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Ponta Grossa, sem prazo final anunciado para conclusão. A próxima etapa relevante está condicionada à finalização da perícia dos celulares apreendidos e à comparação de dados de geolocalização com as gravações de segurança já anexadas.

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