Pós-Carnaval em SP: mais de 100 blocos levam BaianaSystem, Daniela Mercury e Léo Santana às ruas

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O pós-Carnaval em SP movimenta todas as regiões da capital paulista neste sábado (21) e domingo (22) com a presença de mais de 100 blocos de rua. Após um calendário que já contabilizou 625 desfiles entre os dias de pré-Carnaval e o feriado principal, a cidade mantém a programação aquecida com atrações como BaianaSystem, Daniela Mercury, Jammil e Léo Santana, distribuídas por vias centrais e bairros periféricos.
- Pós-Carnaval em SP: números que revelam a grandiosidade do evento
- Pós-Carnaval em SP: sábado de ritmos múltiplos e blocos infantis
- Pós-Carnaval em SP: domingo destaca Daniela Mercury e Léo Santana
- Itinerários, horários e distribuição geográfica
- Blocos infantis promovem inclusão das famílias
- Atrações de peso reforçam a diversidade sonora
- Organização, horários de pico e recomendações gerais
- Panorama completo dos blocos comunitários
- Encerramento da agenda: expectativa para os próximos desfiles
O balanço oficial indica que, somados os ciclos de pré, pleno e pós-Carnaval, 625 blocos foram autorizados a ocupar o espaço público paulistano em 2026. Desse total, mais de uma centena concentram-se no fim de semana pós-folia, garantindo a continuidade da festa para moradores e turistas que permanecem na cidade. A diversidade de repertórios e perfis dos blocos, que vão do axé ao rock e do frevo ao reggae, reflete a vocação multicultural de São Paulo e descentraliza a folia por todas as zonas, incluindo Norte, Sul, Leste, Oeste e o Centro expandido.
No sábado (21), o ritmo acelerado começa cedo. Às 9h, o Tomojuntinho abre a ala dedicada às crianças no Ipiranga, seguido, às 10h, pela Charanguinha do França, na Vila Prudente. Entre o fim da manhã e o meio-dia, blocos como Pequeno Burguês, Não Serve Mestre e MedPholia iniciam suas concentrações em diferentes pontos, de Jardim São Paulo a Cerqueira César. A partir das 13h, o Bloco Praieiro, comandado pela banda Jammil, toma a Rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, enquanto o BaianaSystem atrai foliões para a Avenida Pedro Álvares Cabral, no entorno do Obelisco do Ibirapuera, a partir das 15h. Paralelamente, iniciativas comunitárias como Viva a Paz, Bloco do Coroa e Cordão do Samba do Bule reforçam a pluralidade de estilos e temas que caracterizam a cena paulistana.
No segundo dia da programação, o Vem com o Gigante inaugura o circuito dominical às 9h, também na Avenida Pedro Álvares Cabral. O bloco, que contará com o cantor Léo Santana, deve reunir grande público matinal. Ainda pela manhã, grupos como Tatuapé e Calor da Rua fazem aquecer regiões da Zona Leste e do centro antigo. Às 13h, é a vez de Daniela Mercury conduzir o Pipoca da Rainha pela Rua da Consolação, mantendo viva a tradição de grandes trios elétricos na via que conecta a região central à Zona Oeste. No mesmo horário, blocos como Beats, União e Confraternidade promovem encontros simultâneos em pontos como Ibirapuera, Vila Oratório e Moema. Durante a tarde, concentrações em Pinheiros, Butantã e Vila Madalena – a exemplo de Filhos de Glande, Ninguém Dorme e De Pífanos de São Paulo – prolongam a animação até o início da noite.
Itinerários, horários e distribuição geográfica
Do Obelisco do Ibirapuera ao Largo Nossa Senhora do Bom Parto, a malha de desfiles cobre artérias fundamentais da capital. Na Zona Sul, avenidas como Pedro Álvares Cabral, Hélio Pellegrino e Damasceno Vieira recebem estruturas de som, trios e foliões. A Zona Leste se mobiliza em vias como Nagib Farah Maluf, Avenida Vereador Abel Ferreira e Praça Serra dos Tapes, garantindo acessibilidade a bairros como Itaquera, Vila Gomes Cardim e Vila Salete. Já no Centro, corredores históricos como Rua Augusta, Rua da Consolação e Praça Dom José Gaspar mantêm viva a ocupação cultural que tradicionalmente marca o Carnaval paulistano, ao passo que Pinheiros e Vila Madalena concentram blocos ligados à cena alternativa e universitária.
Blocos infantis promovem inclusão das famílias
A programação reserva horários específicos para o público mirim, possibilitando que pais e responsáveis levem crianças a desfiles adequados. No sábado, além do Tomojuntinho e da Charanguinha do França, o Bloco Amiguinhos da Vila Mariana inicia às 9h na Rua Pelotas, ao lado da concentração do bloco adulto previsto para o início da tarde. No domingo, o Bloquinho dos Jatobazinhos ocupa a Avenida Nagib Farah Maluf, em Itaquera, às 15h, ampliando o alcance geográfico das atrações dedicadas à infância. A segmentação por horários e bairros reduz conflitos de som e fluxo entre blocos voltados para diferentes faixas etárias.
Atrações de peso reforçam a diversidade sonora
Entre os nomes de maior projeção desta edição pós-Carnaval, destacam-se BaianaSystem, Daniela Mercury, Jammil e Léo Santana. Seus blocos concentram forte demanda de público e operam em vias largas, como a Avenida Pedro Álvares Cabral e a Rua da Consolação, para acomodar a estrutura de som e a circulação de trios elétricos. Paralelamente, coletivos locais como Heavy Bloco, Gringolôco e A Ema Gemeu de Canto a Canto sustentam a programação de Pinheiros e Vila Madalena, reforçando a mistura de ritmos que caracteriza a festa paulistana.
Organização, horários de pico e recomendações gerais
A dispersão dos blocos ao longo do dia previne sobreposição de grandes concentrações, mas o início da tarde de sábado e de domingo deve registrar os momentos de maior fluxo, sobretudo nos desfiles de Jammil, BaianaSystem, Daniela Mercury e Léo Santana. Na região do Ibirapuera, duas grandes atrações – sábado e domingo – utilizam a mesma avenida, recomendando atenção redobrada para deslocamentos tanto de foliões quanto de moradores. Na Consolação, o percurso do Pipoca da Rainha replica o modelo de grandes trios do Carnaval baiano, avançando por um trecho que costuma receber blocos tradicionais de São Paulo.
Panorama completo dos blocos comunitários
Além dos headliners, a agenda contempla dezenas de iniciativas de bairro, como Bloco Feminista, Família Sabotagem Sabota, Cordão do Balaio do Canjico e Carnablack. Tais coletivos, formados por moradores, músicos amadores ou grupos estudantis, reforçam a ocupação democrática do espaço urbano e mantêm vivas manifestações regionais como o frevo (Frevo da Vila), o samba-reggae (Eu Sou do Axé) e o rock (Heavy Bloco). A presença desses blocos cria oportunidades para artistas locais se apresentarem e para pequenos negócios impulsionarem vendas de alimentos e bebidas.
Encerramento da agenda: expectativa para os próximos desfiles
O cronograma oficial encerra-se no domingo à tarde, com blocos como Gringolôco, Caldeirão do Samba da Dobrada e Imperatriz da Sul figurando entre os últimos a dispersar. Assim, o pós-Carnaval em SP fecha o ciclo 2026 de blocos de rua que começou ainda no período pré-festivo, totalizando 625 autorizações emitidas para desfiles em toda a capital.

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