K-pop Demon Hunters impulsiona turismo cultural coreano
K-pop Demon Hunters impulsiona turismo cultural coreano
K-pop Demon Hunters impulsiona turismo cultural coreano ao expandir seu sucesso na Netflix para além das telas, mexendo com o turismo, o consumo de artesanato e até rituais religiosos na Coreia do Sul.
Ritual budista viralizou com vilões fictícios
Um monge sul-coreano transmitiu ao vivo o Chondojae, cerimônia tradicional destinada a orientar almas em busca de renascimento, para os imaginários Saja Boys – antagonistas do longa. O vídeo no YouTube ultrapassou 4 mil espectadores, número recorde para o religioso, que prefere manter o anonimato. A popularidade do grupo “anjo da morte”, traduzindo-se do coreano saja, reforça a devoção dos fãs ao universo criado pelos produtores coreano-americanos.
Filme domina rankings e projeta cultura coreana
Lançado pela Netflix e desenvolvido pela Sony, o longa já é a produção mais assistida da plataforma. Músicas como Golden lideram o Billboard Hot 100, enquanto faixas da trilha sonora figuram entre as mais tocadas no Spotify. O portal BBC destaca que a atenção internacional se deve, em parte, à precisão dos detalhes históricos: casas com teto de sapé da Dinastia Joseon e figurinos em hanbok autênticos.
Museu lotado e artesanato esgotado
Na esteira do sucesso, o Museu Nacional da Coreia, em Seul, registrou mais de 740 mil visitantes em julho, mais que o dobro do ano anterior. Entre os itens mais disputados estão broches dos personagens Derpy e Sussie, inspirados na pintura folclórica de tigre e pega. A artesã Choi Nyun-hee, da marca Heemuse, viu sua receita quintuplicar graças à procura pelo norigae de madrepérola exibido no filme, agora exportado para Estados Unidos e Austrália.
Fãs pedem sessões cantadas nos cinemas coreanos
Na América do Norte, exibições “sing-along” transformaram K-pop Demon Hunters no primeiro filme da Netflix a liderar bilheterias. Coreanos, contudo, ainda aguardam confirmação de lançamento local. O Festival Internacional de Busan exibirá sessões limitadas em setembro, mas ingressos devem ser escassos. Nas redes, internautas prometem faltar ao trabalho para cantar as músicas nas salas de projeção.
Mesmo dois meses após a estreia, o fenômeno continua a gerar impacto econômico e cultural, mostrando como a combinação de animação, K-pop e tradição pode amplificar o “Hallyu”, a onda coreana.
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Crédito da imagem: Netflix

Imagem: Internet