Jogos Paralímpicos de Inverno: Brasil divulga primeira convocação e confirma cinco atletas em Milão-Cortina

Jogos Paralímpicos de Inverno: Brasil divulga primeira convocação e confirma cinco atletas em Milão-Cortina
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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) oficializou a primeira lista de representantes do país nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina, competição que terá início em 6 de março, na Itália. A convocação inclui cinco atletas – quatro no esqui cross-country e um no snowboard – que atenderam aos critérios estabelecidos em parceria com a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). O anúncio marca a maior delegação brasileira desde a edição de Beijing 2022 e antecede uma segunda chamada, prevista para 3 de fevereiro, que elevará o grupo a sete competidores.

Índice

Lead detalhado: quem, o quê, quando, onde e por quê

Para a disputa em território italiano, o CPB selecionou os esquiadores Cristian Ribera, Aline Rocha, Wellington da Silva e Elena Sena, além do snowboarder André Barbieri. O quinteto foi confirmado nesta terça-feira, 27, após avaliação de resultados obtidos no ciclo classificatório. A convocação responde à meta institucional de ampliar a presença nacional nos Jogos Paralímpicos de Inverno e dá continuidade ao desenvolvimento de modalidades sobre a neve iniciada na temporada de PyeongChang 2018.

Jogos Paralímpicos de Inverno: liderança de Ribera e Aline no esqui cross-country

Campeão e vice-campeã mundiais atuais, respectivamente, Cristian Ribera e Aline Rocha encabeçam o grupo de esqui cross-country. Ribera, natural de Rondônia, estreou em Paralimpíadas com apenas 15 anos, em PyeongChang 2018, quando alcançou o sexto lugar – resultado que se mantém como a melhor posição do país no esqui cross-country olímpico ou paralímpico. Quatro anos depois, em Beijing 2022, concluiu sua principal prova na nona colocação, consolidando-se como referência técnica da equipe.

A paranaense Aline Rocha carrega trajetória igualmente simbólica. Ela foi a primeira brasileira a disputar uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno, estreando em 2018. Na sequência, voltou a competir em Beijing 2022 e atingiu a sétima posição na prova longa de 15 quilômetros, até então o melhor resultado brasileiro feminino. Com a convocação para Milão-Cortina, Aline soma a terceira participação consecutiva, reforçando a consistência competitiva da delegação.

Perfil do estreante Wellington e da jovem Elena no caminho para os Jogos Paralímpicos de Inverno

A renovação da equipe de esqui cross-country aparece nos nomes de Wellington da Silva, de 19 anos, e Elena Sena, de 22. Ambos farão a estreia em Jogos Paralímpicos após campanhas expressivas em eventos continentais. Em 2023, na Copa Continental da Noruega, Elena conquistou o título da prova de sprint, enquanto Wellington foi vice-campeão na mesma disputa. O bom desempenho se repetiu na Copa Continental da Argentina, em Ushuaia: os dois subiram ao pódio em quatro distâncias (sprint, 5 km, 10 km e 20 km), invertendo as posições de ouro e prata entre si.

A convocação oferece a Wellington e Elena a oportunidade de transitar do cenário regional para o palco global, fortalecendo a profundidade técnica do esqui cross-country brasileiro. A experiência ao lado de atletas consagrados, como Ribera e Aline, tende a criar um ambiente de aprendizagem intensiva durante a preparação final em solo europeu.

Snowboard brasileiro: retorno de André Barbieri aos Jogos Paralímpicos de Inverno

Na modalidade de snowboard, o gaúcho André Barbieri foi confirmado para sua segunda participação consecutiva em Paralimpíadas de Inverno. Em Beijing 2022, Barbieri disputou as provas de cross e banked slalom (slalom inclinado), encerrando ambas na 13ª posição. O resultado garantiu experiência competitiva fundamental para a evolução da modalidade dentro do programa paralímpico brasileiro.

Com a qualificação antecipada, Barbieri concentra os treinamentos na adaptação ao relevo alpino italiano e na execução de linhas mais rápidas, elementos cruciais nas descidas de Milão-Cortina. O retorno do snowboarder reforça a diversidade do time nacional, que passa a ter representação em, pelo menos, duas modalidades na edição de 2026.

Histórico recente do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno

A delegação confirmada para Milão-Cortina atinge o maior número de atletas desde Beijing 2022, quando o país foi representado por seis competidores. O progresso numérico reflete o trabalho conjunto entre CPB e CBDN, que vêm estruturando seletivas, intercâmbios e participação em circuitos continentais. Antes de 2018, o Brasil não havia comparecido de maneira contínua às Paralimpíadas de Inverno; a partir de PyeongChang, criou-se uma rota de desenvolvimento que inclui suporte técnico, material esportivo adaptado e acompanhamento multidisciplinar.

Entre as marcas expressivas desse período, destaca-se o sexto lugar de Cristian Ribera em 2018, recorde nacional em provas de esqui cross-country dentro do universo olímpico e paralímpico. Aline Rocha, por sua vez, elevou o patamar feminino com a sétima posição em 2022. Esses resultados ofereceram visibilidade ao investimento em esportes de neve e impulsionaram novas frentes de captação de atletas, como os projetos de identificação de talentos que revelaram Wellington e Elena.

Critérios de convocação e planejamento até Milão-Cortina

Os cinco nomes anunciados cumpriram, de forma integral, os parâmetros definidos pela CBDN em conjunto com o CPB. Entre os fatores avaliados estiveram índice técnico mínimo, desempenho em provas internacionais homologadas e posicionamento em rankings válidos para classificação paralímpica. Embora os detalhes pontuais dos critérios não tenham sido divulgados, o processo em duas etapas mantém a transparência do planejamento para os Jogos Paralímpicos de Inverno.

A segunda chamada, agendada para 3 de fevereiro, acrescentará mais dois atletas ao grupo, totalizando sete vagas. A etapa final de preparação incluirá aclimatação na Europa, sessões de treinamento em altitude e reconhecimento das pistas oficiais. O objetivo é alinhar estratégia de prova, logística de equipamentos e adaptações específicas às características da neve italiana, tradicionalmente mais compacta nas primeiras semanas de março.

O que vem a seguir na agenda da delegação brasileira

Com a divulgação da lista inicial, o CPB passa a concentrar esforços na logística de transporte de equipamentos, regularização de documentação antidoping e ajustes na programação de treinos em conjunto. Os atletas permanecem integrados a equipes multidisciplinares, envolvendo fisioterapia, preparação física, análise de vídeo e suporte nutricional. O próximo marco relevante será justamente a segunda convocação em 3 de fevereiro, quando o quadro de sete competidores ficará completo para, então, entrar na fase final de ajustes visando a estreia em 6 de março, na abertura oficial dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina.

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