EUA vetam viagem de autoridades palestinas à ONU

EUA vetam viagem de autoridades palestinas à ONU

EUA vetam viagem de autoridades palestinas à ONU em decisão anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que informou a revogação ou negação de vistos a representantes da Autoridade Palestina e da OLP interessados em participar da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

EUA vetam viagem de autoridades palestinas à ONU

Segundo Rubio, os líderes palestinos “minam os esforços de paz” ao buscar o “reconhecimento unilateral de um Estado conjectural” e ao mover processos judiciais contra Israel em cortes internacionais. Para o chefe da diplomacia norte-americana, a participação desses representantes só seria aceitável após “repudiarem de forma inequívoca o terrorismo, incluindo o massacre de 7 de outubro”.

A decisão chama atenção porque, como país-sede, os Estados Unidos costumam facilitar a entrada de delegações estrangeiras que desejam acessar a sede das Nações Unidas. O Acordo de Sede da ONU prevê que a presença dos diplomatas não deve ser impedida “independentemente das relações” entre os governos e Washington, deixando em aberto dúvidas sobre a compatibilidade da medida com o tratado.

O veto ocorre no momento em que a França lidera uma iniciativa para que a Assembleia Geral reconheça oficialmente o Estado da Palestina. Reino Unido, Canadá e Austrália já sinalizaram apoio, ampliando para 147 o número de membros da ONU que concedem tal reconhecimento. No entanto, Israel, amparado pela administração de Donald Trump, mantém firme oposição; o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que a medida “recompensaria o terrorismo monstruoso do Hamas”.

Desde a ofensiva israelense iniciada após o ataque de 7 de outubro de 2023, o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas contabiliza mais de 63 mil mortos na Faixa de Gaza. Paralelamente, cerca de 1 200 pessoas foram mortas e 251 feitas reféns em território israelense naquele mesmo ataque.

Organizações independentes, como a BBC News, observam que o reconhecimento formal de um Estado palestino esbarra na ausência de fronteiras definidas, na expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e nas propostas de ocupação militar de Gaza.

Com o impasse diplomático, ainda não se sabe se o presidente palestino Mahmoud Abbas tentará viajar a Nova York usando o status de missão de observador, o que permanece legalmente permitido.

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Crédito da imagem: EPA

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Imagem: Internet

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