Bebê salva de engasgo na BR-040: bastidores do resgate, manobras corretas e lições de primeiros socorros

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Uma ocorrência na BR-040 mobilizou profissionais de resgate, demonstrou a relevância do atendimento pré-hospitalar em rodovias concedidas e chamou a atenção para os cuidados fundamentais contra sufocação entre recém-nascidos. Na tarde de sexta-feira, uma bebê salva de engasgo por socorristas da concessionária EPR Via Mineira teve a vida preservada graças à ação rápida da família e da equipe posicionada em Carandaí, Zona da Mata de Minas Gerais.
- O que aconteceu com a bebê salva de engasgo na BR-040
- Chegada à base de Carandaí: primeiros instantes do resgate da bebê salva de engasgo
- Procedimentos adotados para que a bebê salva de engasgo voltasse a respirar
- Encaminhamento ao hospital e evolução clínica da bebê salva de engasgo
- Por que os minutos iniciais foram decisivos para a bebê salva de engasgo
- Entenda a importância da BR-040 e da atuação da EPR Via Mineira
- Passo a passo oficial para socorrer bebês até um ano em casos de engasgo
- Procedimentos para crianças acima de um ano e adultos
- Sinal de alerta para pais e cuidadores
- Frequência de atendimentos por engasgo na região
- Encerramento factual
O que aconteceu com a bebê salva de engasgo na BR-040
A pequena Maitê, com apenas dois meses de vida e residente em Cristiano Otoni, engasgou durante a amamentação. De imediato, os familiares perceberam que a criança não conseguia expelir o leite, apresentando interrupção da respiração e ausência de choro – sinais clássicos de obstrução das vias aéreas superiores em lactentes.
Diante da urgência, a família optou por conduzir a criança ao ponto de apoio operacional mantido pela EPR Via Mineira na rodovia federal BR-040, trecho que corta o município vizinho de Carandaí. A escolha pelo deslocamento até a base mais próxima decorreu da localização estratégica das equipes de resgate, capacitadas para intervenções de suporte básico e avançado de vida.
Chegada à base de Carandaí: primeiros instantes do resgate da bebê salva de engasgo
Imagens captadas pelas câmeras de segurança da concessionária mostram o exato momento em que o veículo da família estaciona em frente à unidade. O pai desembarca carregando Maitê e a entrega a uma socorrista. O vídeo registra o ambiente controlado, onde cada segundo é crucial na prevenção de hipóxia – condição em que a falta de oxigênio pode causar danos neurológicos irreversíveis.
Nesses instantes, os profissionais confirmam rapidamente o quadro: a criança não ventilava adequadamente e não emitia sons. A partir daí foi iniciada a manobra de desobstrução para lactentes, técnica orientada por entidades como a American Heart Association (AHA) e o Conselho Nacional de Ressuscitação.
Procedimentos adotados para que a bebê salva de engasgo voltasse a respirar
A intervenção seguiu o protocolo específico para crianças menores de um ano:
1. Avaliação de sinais vitais: confirmação da ausência de tosse ou choro, identificação de cianose (coloração arroxeada) e checagem de fluxo de ar.
2. Posição adequada: a socorrista manteve Maitê de bruços sobre o antebraço, com a cabeça ligeiramente mais baixa que o tronco, apoiando a mandíbula com o polegar e o indicador.
3. Pancadas interescapulares: foram aplicados cinco golpes firmes entre as escápulas, empregando a palma da mão no ritmo e na força recomentados para lactentes, suficientes para gerar pressão sem causar lesão.
4. Compressões torácicas: em seguida, a bebê foi virada de barriga para cima sobre o outro antebraço; a socorrista realizou cinco compressões no centro do tórax, utilizando apenas dois dedos, ação que imita a primeira fase da reanimação cardiopulmonar, mas com função de expulsar o material bloqueador.
Após algumas repetições destes ciclos, as vias aéreas foram liberadas, Maitê deu o primeiro choro e retomou a coloração normal, evidência de reoxigenação adequada.
Encaminhamento ao hospital e evolução clínica da bebê salva de engasgo
Com a ventilação restabelecida, a equipe da EPR Via Mineira procedeu à avaliação secundária: ausculta pulmonar, verificação de saturação de oxigênio e checagem da frequência cardíaca. Embora estável, a lactente foi conduzida em ambulância de suporte básico a uma unidade hospitalar regional para observação, conforme recomendação de protocolos pediátricos que preveem a possibilidade de complicações tardias.
No hospital, o estado de saúde permaneceu estável e não foram relatados novos episódios de obstrução. A internação observacional garante que qualquer evento de aspiração residual ou edema de vias aéreas seja prontamente tratado.
Por que os minutos iniciais foram decisivos para a bebê salva de engasgo
Em recém-nascidos, o calibre das vias aéreas é estreito e qualquer resíduo de leite ou objeto pode provocar bloqueio completo em questão de segundos. A ausência de respiração efetiva por mais de quatro a seis minutos aumenta o risco de dano cerebral. No caso de Maitê, a soma dos fatores — identificação precoce do problema pelos pais, curta distância até o ponto de apoio na BR-040 e prontidão de profissionais treinados — formou a cadeia de sobrevivência que resultou em desfecho positivo.
Entenda a importância da BR-040 e da atuação da EPR Via Mineira
A BR-040 liga Brasília (DF) ao Rio de Janeiro (RJ), passando por importantes polos mineiros, e contabiliza intenso fluxo de veículos leves e pesados. A concessionária EPR Via Mineira responde pela manutenção de parte deste corredor, oferecendo suporte 24 h com ambulâncias, guinchos e veículos de inspeção. Bases operacionais distribuídas em pontos estratégicos garantem menor tempo de resposta em emergências médicas ou mecânicas, como demonstrado no resgate da bebê salva de engasgo.
Passo a passo oficial para socorrer bebês até um ano em casos de engasgo
Os protocolos de primeiros socorros recomendam:
• Verificar sinais de obstrução: ausência de tosse, choro ou respiração; mudança de cor.
• Posição inicial: segurar o bebê de bruços sobre o antebraço, mantendo a cabeça mais baixa.
• Pancadas interescapulares: aplicar cinco golpes firmes entre as escápulas.
• Compressões torácicas: virar o bebê de barriga para cima sobre o antebraço oposto e realizar cinco compressões no centro do peito com dois dedos.
• Repetir o ciclo: alternar pancadas e compressões até retorno da ventilação ou chegada de socorro especializado.
• Atenção: não introduzir dedos na boca da criança, a menos que o objeto esteja claramente visível. Em caso de perda de consciência, iniciar reanimação cardiopulmonar (RCP) e acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Procedimentos para crianças acima de um ano e adultos
Quando a vítima já possui estrutura corporal maior, as diretrizes sofrem adaptações. O socorrista deve posicionar-se atrás do engasgado, fechar um punho logo acima do umbigo, segurar o punho com a outra mão e aplicar compressões dirigidas para dentro e para cima, conhecidas popularmente como manobra de Heimlich. A cada tentativa sem sucesso, alterna-se com pancadas nas costas, até a liberação das vias aéreas ou até que a pessoa perca a consciência, momento em que se inicia RCP.
Sinal de alerta para pais e cuidadores
Especialistas em pediatria enfatizam que o engasgo é uma das principais causas de óbito acidental em menores de um ano. Alimentos inadequados, posições incorretas durante a amamentação e objetos pequenos estão entre os fatores de risco. Supervisão constante, adoção de técnicas corretas de alimentação e conhecimento básico de primeiros socorros formam a tríade de prevenção.
Frequência de atendimentos por engasgo na região
Corpo de Bombeiros, unidades do Samu e concessionárias que atuam na Zona da Mata mineira relatam média de ao menos um atendimento semanal por engasgamento, especialmente envolvendo crianças. O dado corrobora a necessidade de campanhas educativas e de treinamentos regulares voltados a familiares, profissionais de saúde e cuidadores.
Encerramento factual
Maitê permanece em observação hospitalar com quadro estável. A EPR Via Mineira mantém suas bases operacionais com plantões 24 h na BR-040, reforçando a orientação de que, em qualquer sinal de engasgo, seja acionado imediatamente o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193).

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