Venezuela denuncia guerra colonial e acusa EUA de buscar petróleo e minerais

Venezuela denuncia guerra colonial e acusa EUA de buscar petróleo e minerais

Venezuela denuncia guerra colonial em comunicado oficial que atribui aos Estados Unidos uma agressão militar destinada, segundo Caracas, a tomar o controle das reservas de petróleo e de minerais do país.

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Venezuela denuncia guerra colonial e leva caso à comunidade internacional

O governo venezuelano apresentou, neste sábado, 3 de janeiro de 2026, uma manifestação formal de repúdio à ação militar norte-americana no território nacional. Na nota, as autoridades qualificam o episódio como tentativa de “impor uma guerra colonial” com motivação econômica centrada nos recursos naturais da República Bolivariana. A acusação foi encaminhada a diversos fóruns multilaterais com o objetivo de obter condenação internacional.

A mensagem oficial sustenta que o ataque viola os artigos 1 e 2 da Carta das Nações Unidas, disposições que estabelecem respeito à soberania, igualdade jurídica entre Estados e proibição do uso da força. Ainda de acordo com o texto, a ofensiva ameaça a estabilidade de toda a América Latina e do Caribe, expondo milhões de pessoas a riscos diretos.

Alvos civis e militares: Venezuela denuncia guerra colonial no coração do país

Segundo informações divulgadas por Caracas, os bombardeios norte-americanos atingiram áreas civis e instalações militares em quatro regiões estratégicas. Na capital, a ação afetou pontos urbanos de grande densidade populacional. Nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, localidades adicionais foram alvo de explosões, ampliando os danos materiais e as preocupações humanitárias. O governo não divulgou números de vítimas, mas enfatizou o perigo imediato para comunidades que vivem próximas aos sítios militares visados.

Ao listar os focos da incursão, a administração venezuelana argumenta que a escolha dos alvos confirma a finalidade de quebrar a capacidade de defesa nacional. As instalações militares de Miranda e Aragua integram o sistema de proteção aeroespacial do país, enquanto La Guaira abriga infraestrutura portuária relevante para a movimentação de bens e de petróleo na costa central. Atingir esses pontos, segundo o governo, fragiliza a soberania e abre caminho para influência externa sobre os recursos naturais.

A fundamentação jurídica: artigos 1, 2 e 51 da Carta da ONU

A denúncia venezuelana apoia-se, em primeiro lugar, nos artigos 1 e 2 da Carta da ONU. O artigo 1 estabelece como propósito da Organização a manutenção da paz e da segurança internacionais; o artigo 2 define a igualdade soberana dos Estados e proíbe o emprego da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer nação. Caracas alega que a ação militar viola essas cláusulas básicas da ordem internacional.

O comunicado invoca também o artigo 51, que reconhece o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva. Com base nesse dispositivo, o governo afirma que “se reserva o direito” de proteger seu povo, seu território e a independência nacional. A referência jurídica serve de respaldo a medidas que podem incluir ações militares internas de contenção, reforço de fronteiras e mobilização das Forças Armadas para prevenir novos ataques.

Reação diplomática regional: Celac e MNOAL recebem alerta da Venezuela

Na mesma nota, o Ministério das Relações Exteriores informa que encaminhará queixas formais ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao secretário-geral António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL). A estratégia busca criar um arco de apoio político que vá além do sistema ONU, mobilizando blocos regionais e sul-globais tradicionalmente alinhados aos princípios de não interferência.

Ao solicitar posicionamento da Celac, Caracas destaca que o ataque teria repercussão direta na paz do hemisfério. A participação do MNOAL — grupo historicamente crítico a intervenções estrangeiras — é vista pelo governo como essencial para reforçar argumentos contra alegadas pretensões imperialistas. O documento pede que essas organizações condenem o uso da força e responsabilizem Washington pelos danos causados.

Petróleo, minerais e soberania: motivos apontados na denúncia de guerra colonial

No centro da argumentação venezuelana está o controle de recursos estratégicos. O país possui algumas das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, além de depósitos de minerais valiosos. O comunicado sustenta que os Estados Unidos recorrem à força militar para apoderar-se dessas riquezas, quebrar a independência política de Caracas e instalar um governo alinhado a interesses externos.

Essa interpretação é reforçada por referências históricas presentes na nota oficial. O governo relembra que, desde o início do século XIX, a Venezuela enfrentou e, nas palavras do texto, “derrotou impérios”. O exemplo citado remonta a 1902, quando potências estrangeiras bombardearam o litoral do país e levaram o então presidente Cipriano Castro a declarar que o solo pátrio fora profanado. O discurso atual resgata esse passado para sustentar que a resistência popular continua sendo a resposta diante de pressões externas motivadas por riquezas naturais.

Mobilização interna: povo e Força Armada unidos contra o ataque

O Executivo venezuelano convoca “todas as forças sociais e políticas” a colocar em operação planos de mobilização para repudiar o que chama de “ataque imperialista”. De acordo com a nota, há uma “fusão popular-militar-policial” em curso, na qual a população civil e a Força Armada Nacional Bolivariana atuariam conjuntamente para resguardar soberania e paz internas.

Em tom de continuidade histórica, o texto encerra com citação atribuída ao ex-presidente Hugo Chávez, na qual ele conclama à unidade, luta, batalha e vitória diante de novas dificuldades. Dessa forma, o governo procura articular legitimidade política e simbologia nacionalista para sustentar a resistência perante a agressão relatada.

Caracas anuncia que as próximas etapas incluem a formalização das queixas nos organismos internacionais mencionados e a implementação de medidas de legítima defesa previstas no artigo 51 da Carta das Nações Unidas.

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