Suprema Corte da Índia investiga Vantara por abuso

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Suprema Corte da Índia investiga Vantara por abuso
Suprema Corte da Índia investiga Vantara por abuso ao determinar que uma equipe especial de quatro juízes aposentados visite o centro particular, pertencente à família bilionária Ambani, e apure denúncias de aquisição ilegal de animais, maus-tratos e possíveis irregularidades financeiras.
Suprema Corte da Índia investiga Vantara por abuso
O tribunal decidiu instaurar a investigação mesmo reconhecendo falta de provas concretas nos autos apresentados, justificando que autoridades locais teriam falhado em fiscalizar o empreendimento. A equipe especial (SIT) deve entregar o relatório até 12 de setembro, e nova audiência está agendada para 15 do mesmo mês.
Vantara, administrado por Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, ocupa 3.500 acres em Jamnagar, no estado de Gujarat. O complexo abriga cerca de 2.000 espécies, incluindo 200 elefantes, 300 felinos de grande porte e mais de 1.200 répteis. Inaugurado em março pelo primeiro-ministro Narendra Modi, o local se apresenta como o maior centro de reabilitação de fauna do mundo, porém permanece fechado ao público.
Em nota, a instituição declarou estar “comprometida com transparência, compaixão e total conformidade legal”, enfatizando que seu foco é “o resgate, a reabilitação e o cuidado dos animais”. O comunicado não abordou diretamente as acusações.
As críticas se intensificaram após a transferência da elefanta Mahadevi, mantida por três décadas em um templo de Maharashtra, para Vantara em julho passado. Pressionado por protestos, o governo estadual informou que recorrerá à Suprema Corte para repatriar o animal.
Ambientalistas também alegam que o clima quente e seco de Gujarat, além da proximidade com a maior refinaria de petróleo do mundo, seria inadequado para parte das espécies. A SIT vai analisar se a localização viola normas ambientais e se houve lavagem de dinheiro durante a construção do recinto.
Detalhes sobre o andamento da investigação foram divulgados por veículos internacionais, como a BBC News, que acompanha o caso desde os primeiros questionamentos públicos.
No encerramento, a Suprema Corte reiterou que o objetivo é produzir um “relato factual independente”, capaz de orientar possíveis medidas legais contra gestores ou autoridades omissas.
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Crédito da imagem: AFP via Getty Images

Imagem: Internet

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