Segunda Sphere será construída em Washington e reforça expansão de arenas imersivas

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Segunda Sphere é o nome provisório do novo projeto anunciado pela Sphere Entertainment Company, que pretende levar a mesma experiência imersiva inaugurada em Las Vegas para a região metropolitana de Washington, D.C., transformando National Harbor em mais um polo de espetáculos de alta tecnologia.
- Segunda Sphere: detalhes do anúncio e parceria
- Segunda Sphere: localização estratégica em National Harbor
- Segunda Sphere: capacidade e especificações técnicas
- Segunda Sphere: comparação com a arena de Las Vegas
- Segunda Sphere: financiamento, prazos e desafios financeiros
- Segunda Sphere: rede global planejada pela Sphere Entertainment
Segunda Sphere: detalhes do anúncio e parceria
A Sphere Entertainment Company oficializou a intenção de erguer a segunda Sphere nos Estados Unidos ao lado de três parceiros institucionais: o Estado de Maryland, o Condado de Prince George e a incorporadora Peterson Companies. O plano foi divulgado nesta semana e estabelece um acordo de colaboração público-privada que permitirá a construção da arena em terreno localizado às margens do Rio Potomac, área conhecida por abrigar hotéis, restaurantes e centros de convenções.
Mesmo sem apresentar um cronograma fechado, a empresa confirmou que o empreendimento terá porte menor que o original em Las Vegas. A concepção inclui a manutenção da arquitetura em forma de cúpula geodésica, conceito que possibilita projetar conteúdo em 360 graus, envolvendo completamente o público durante shows, sessões cinematográficas ou eventos corporativos.
Segunda Sphere: localização estratégica em National Harbor
National Harbor, no Condado de Prince George, situa-se a poucos quilômetros do centro da capital norte-americana. A escolha do endereço atende a três fatores explicitados pela empresa no anúncio: proximidade de um grande mercado turístico, acessibilidade por rodovias interestaduais e potencial de sinergia com o complexo de entretenimento já existente na área. A esfera será erguida em um terreno que integra o distrito planejado pela Peterson Companies, facilitando conexões com hotéis e espaços para convenções, elementos considerados fundamentais para atrair tanto o público local quanto visitantes internacionais.
Com uma população regional na casa dos seis milhões de habitantes e fluxo anual de turistas que visitam museus, monumentos e sedes governamentais, a capital dos Estados Unidos oferece demanda constante por novas atrações culturais. A segunda Sphere chega para diversificar essa oferta, reforçando a reputação de National Harbor como destino de grandes eventos.
Segunda Sphere: capacidade e especificações técnicas
A futura arena acomodará aproximadamente 6 mil espectadores, capacidade que equivale a menos de um terço do limite máximo do modelo de Las Vegas, mas suficiente para eventos de médio porte. O projeto mantém a principal marca registrada da companhia: a instalação de uma tela interna de LED com resolução 16K, descrita pela Sphere Entertainment como a de maior definição já montada em um ambiente fechado. A área total do painel não foi detalhada, embora a empresa afirme que seguirá o mesmo padrão qualitativo dos 15 mil metros quadrados utilizados na primeira unidade.
Além da tela, o espaço contará com um sistema de áudio formado por dezenas de milhares de alto-falantes. A tecnologia permite direcionamento sonoro preciso, recurso fundamental para proporcionar sensações realistas e sincronizadas com as imagens. A infraestrutura inclui ainda poltronas equipadas com mecanismos capazes de gerar vibrações e efeitos táteis, ampliando a sensação de presença do espectador. Todos esses elementos, já empregados em Las Vegas, serão replicados na segunda Sphere de National Harbor.
Segunda Sphere: comparação com a arena de Las Vegas
Inaugurada em 2023, a Sphere de Las Vegas tornou-se referência imediata em arquitetura de entretenimento. Com capacidade para 20 mil pessoas em pé, o local despontou por exibir repertório tecnológico inédito, a começar pela fachada completamente revestida por painéis de LED de alta luminosidade. Internamente, o conjunto de 16K e a acústica ajustável atraíram turnês de artistas consagrados, além de empresas interessadas em eventos corporativos imersivos.
Para efeito de comparação, a construção de Las Vegas consumiu cerca de 2,3 bilhões de dólares e levou quase cinco anos, intervalo que incluiu atrasos relacionados à pandemia. Já o projeto em Maryland será erguido em escala menor e terá estrutura financeira híbrida. Os parceiros públicos e privados planejam mobilizar aproximadamente 200 milhões de dólares em incentivos estaduais, locais e aportes da iniciativa privada. A companhia não divulgou um orçamento total nem previsão de entrega, mas indicou que aproveitará a experiência adquirida na primeira construção para otimizar tempo e custo.
Segunda Sphere: financiamento, prazos e desafios financeiros
A proposta de National Harbor adota um modelo de financiamento compartilhado. O Estado de Maryland deverá conceder subsídios e benefícios fiscais, enquanto o Condado de Prince George oferece suporte infraestrutural. Do lado privado, a Sphere Entertainment lidera a captação de recursos, complementada por investimentos da Peterson Companies relacionados ao desenvolvimento imobiliário do entorno. A cifra preliminar de 200 milhões de dólares em incentivos contempla renúncias fiscais, melhoria de acessos viários e adequações urbanísticas.
Apesar de registrar receita de 262,5 milhões de dólares no terceiro trimestre fiscal de 2025, impulsionada principalmente por ingressos da arena em Las Vegas, a Sphere Entertainment ainda apura prejuízos operacionais. A diretoria argumenta que a implantação de arenas adicionais faz parte de uma estratégia de escala: ampliar a base de receitas recorrentes e diluir custos de desenvolvimento tecnológico. Nesse contexto, a segunda Sphere é vista como etapa essencial para comprovar a viabilidade do modelo em cidades de porte médio, com capacidade inferior à de Las Vegas, mas público suficiente para manter a ocupação do calendário anual.
Segunda Sphere: rede global planejada pela Sphere Entertainment
A companhia deixou claro que Washington, D.C. não será o ponto final do plano de expansão. O anúncio da unidade em Maryland foi acompanhado da reafirmação de que um projeto semelhante está em fase preparatória em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. A ideia é estabelecer uma rede de arenas imersivas em locais considerados estratégicos para o turismo internacional, criando sinergia entre tecnologia proprietária e programação artística global.
Cada nova arena serve, segundo a empresa, como vitrine do ecossistema tecnológico desenvolvido internamente. Conteúdos digitais concebidos para a tela 16K podem ser licenciados de forma cruzada entre os diferentes mercados, enquanto a padronização dos sistemas de áudio e efeitos táteis garante experiência uniforme. Essa abordagem, caso se confirme em National Harbor, facilitará a implantação de futuros módulos em outras capitais.
Até o momento, não há datas oficiais divulgadas para início de obras ou inauguração da segunda Sphere. O próximo comunicado relevante deve detalhar o cronograma de construção e as etapas de licenciamento, elementos aguardados por investidores e pela comunidade local de National Harbor.

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