São Paulo registra 13ª morte causada pela chuva e mantém regiões em alerta máximo

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São Paulo contabiliza a 13ª morte causada pela chuva na atual temporada de temporais. O óbito, confirmado na tarde de domingo, 25 de janeiro, envolve um homem de 75 anos que foi arrastado pela correnteza quando tentava retirar o próprio carro de uma via alagada na Vila Guilherme, zona norte da capital.
- Detalhes da 13ª morte causada pela chuva na capital paulista
- Como ocorreu a morte causada pela chuva em Vila Guilherme
- Alerta de áreas com risco de morte causada pela chuva em São Paulo
- Impacto das chuvas no número de desabrigados e desalojados
- Projeção após nova morte causada pela chuva: comparação com verão passado
- Período de alerta meteorológico permanece em vigor no estado
- Consequências práticas do alerta para a população
- Distribuição geográfica das ocorrências durante o temporal de domingo
- Histórico recente de eventos críticos relacionados à chuva
- Ações de Defesa Civil após a 13ª morte causada pela chuva
- Próximo ponto de atenção para a população paulista
Detalhes da 13ª morte causada pela chuva na capital paulista
De acordo com o registro policial, a vítima foi surpreendida por uma enxurrada repentina na Rua Piata, importante via de ligação interna do bairro. A força da água o derrubou, o arrastou por alguns metros e o imprensou contra outro automóvel estacionado. O homem não resistiu antes da chegada do socorro. O caso foi formalizado como morte acidental no 13º Distrito Policial, localizado na Casa Verde, que concentra ocorrências da zona norte.
Como ocorreu a morte causada pela chuva em Vila Guilherme
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura informou que o estado de atenção para enchentes nessa área foi acionado às 15h35. Aproximadamente vinte minutos depois, o temporal — proveniente da região de Campinas, no interior do estado — atingiu Vila Guilherme com intensidade suficiente para elevar rapidamente o nível da rua. Foi nesse curto intervalo que a vítima decidiu tentar salvar o carro, subestimando o volume de água que se formava. A sucessão de eventos demonstra a rapidez com que situações de risco se instalam durante pancadas de verão na cidade.
Alerta de áreas com risco de morte causada pela chuva em São Paulo
Além da zona norte, a zona leste da capital também esteve sob impacto direto do mesmo sistema. Dois córregos transbordaram, gerando alagamentos pontuais em vias que ligam bairros residenciais e corredores de ônibus. Na Região Metropolitana, o município de Guarulhos relatou cerca de dez bairros com ruas inundadas. No bairro Taboão, um morador foi arrastado pelas águas, mas conseguiu se desvencilhar a tempo, evitando nova fatalidade.
As rajadas de vento reforçaram o cenário perigoso. Próximo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, os anemômetros registraram picos de 60 km/h. Em Santana, região próxima ao local do óbito, as rajadas chegaram a 50 km/h. Ventos dessa magnitude podem derrubar galhos, comprometer fiações e agravar o risco para quem está na rua durante chuvas fortes.
Impacto das chuvas no número de desabrigados e desalojados
A Defesa Civil estadual mantém balanço atualizado sobre famílias afetadas. Desde o início do período chuvoso, 259 pessoas ficaram desabrigadas — ou seja, perderam completamente a moradia e precisaram de abrigo público. Destas, 22 ainda dependem de alojamento temporário. O órgão também soma 647 desalojados, grupo que precisou sair de casa, mas pôde contar com apoio de parentes ou amigos.
Esses números refletem não apenas a intensidade dos temporais, mas também a vulnerabilidade de áreas construídas próximas a cursos d’água ou em encostas sujeitas a deslizamento. Cada ocorrência de alagamento adiciona pressão sobre o sistema de suporte social do estado, que precisa garantir abrigo, alimentação e assistência às famílias atingidas.
Projeção após nova morte causada pela chuva: comparação com verão passado
O estado se aproxima do total de ocorrências fatais registradas no verão 2024–2025, quando 18 pessoas perderam a vida em circunstâncias semelhantes. A comparação faz emergir duas leituras: de um lado, evidencia que a estação atual ainda não alcançou seu pico histórico de mortes; de outro, indica que a continuidade das precipitações pode levar a números equivalentes ou superiores se fatores de prevenção não forem reforçados.
Na capital, o quarto óbito vinculado às chuvas desde dezembro consolida um padrão que se repete anualmente. Alagamentos rápidos, ocorrendo em vias próximas a córregos canalizados, costumam surpreender pedestres e motoristas. A orientação das autoridades é evitar áreas alagadas e não tentar atravessar enxurradas, mesmo quando a água parece rasa.
Período de alerta meteorológico permanece em vigor no estado
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de perigo para chuvas intensas até a noite de segunda-feira, 26 de janeiro. Previsões indicam acumulados de até 100 milímetros em 24 horas, volume suficiente para provocar novos transbordamentos e quedas de barreira. A expectativa inclui rajadas de vento de até 60 km/h.
A área sob maior risco cobre a faixa leste do estado, do litoral norte até a região de Ribeirão Preto, no noroeste paulista. O aviso se estende ainda ao sul de Minas Gerais, ao sul do Rio de Janeiro e a trechos do sul goiano. Outras porções do país — incluindo Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste — estão em alerta moderado para o mesmo período, com potencial de chuvas expressivas.
Consequências práticas do alerta para a população
Com a indicação de acumulados elevados, os órgãos municipais e estaduais permanecem mobilizados. Equipes de monitoramento ficam de prontidão para bloquear vias, orientar motoristas e distribuir lonas em áreas inclinadas com histórico de deslizamento. As prefeituras reforçam campanhas de comunicação para que moradores acompanhem boletins por meio de aplicativos e redes sociais oficiais.
O Centro de Gerenciamento de Emergências, responsável pela emissão do estado de atenção na cidade de São Paulo, utiliza dados de radares e estações pluviométricas espalhadas pela Região Metropolitana para atualizar, em tempo real, os avisos de risco de alagamento. O sistema também repassa mensagens por SMS aos celulares cadastrados.
Distribuição geográfica das ocorrências durante o temporal de domingo
A chuva que resultou na 13ª morte iniciou-se no interior, deslocando-se do entorno de Campinas para a capital em questão de horas. Esse deslocamento produziu caráter localizado da precipitação: enquanto bairros da zona sul apresentaram apenas garoa, pontos da zona norte sofreram com enxurradas e ventos fortes. Tal assimetria explica a concentração de incidentes em Vila Guilherme e Santana.
Em Guarulhos, a conjunção entre solo saturado e alta intensidade pluviométrica produziu alagamentos rápidos em vias como Avenida Otávio Braga de Mesquita e Rua Jamil João Zarif, corredores que concentram passagem de ônibus. A mobilidade urbana foi temporariamente afetada, com desvios improvisados até o escoamento completo da água.
Histórico recente de eventos críticos relacionados à chuva
Desde dezembro, São Paulo soma quatro mortes por enchentes na área da capital. As fatalidades anteriores ocorreram nos bairros de Itaquera, Penha e Casa Verde, todas em circunstâncias de tentativa de travessia de áreas alagadas. Os casos revelam perfil de risco que envolve sobretudo indivíduos que se deslocam a pé ou em veículos durante o início das tempestades.
No estado como um todo, as 13 mortes distribuem-se entre regiões metropolitanas e cidades do interior, indicando que a vulnerabilidade não é exclusiva da Grande São Paulo. Fatores como ocupação irregular de encostas, redes de drenagem insuficientes e impermeabilização do solo urbano ampliam a probabilidade de alagamentos de curta duração, porém alta periculosidade.
Ações de Defesa Civil após a 13ª morte causada pela chuva
Com o novo óbito confirmado, a Defesa Civil intensificou o monitoramento de pontos críticos na capital e solicitou que núcleos comunitários se mantenham atentos a sirenes e avisos sonoros. Em áreas ribeirinhas, agentes reforçam orientações para remoção preventiva de pessoas em risco, prática que visa evitar ocorrências fatais semelhantes à registrada em Vila Guilherme.
Além das ações de campo, a Defesa Civil contabiliza e atualiza registros de desabrigados e desalojados, dados que subsidiam a distribuição de colchões, cobertores e cestas básicas. A medida busca mitigar impactos socioeconômicos derivados da perda de moradia ou da impossibilidade de retorno seguro às residências.
Próximo ponto de atenção para a população paulista
O alerta de perigo para chuvas intensas emitido pelo Inmet permanece válido até a noite de 26 de janeiro, com possibilidade de prorrogação caso os sistemas de instabilidade persistam sobre o estado.

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