‘Rivalidade Ardente’: hype da série faz livro quintuplicar tiragem antes mesmo de chegar às lojas

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Rivalidade Ardente nem chegou às prateleiras e já estabeleceu um marco no mercado editorial brasileiro: graças ao entusiasmo provocado pela adaptação televisiva Heated Rivalry, o romance esportivo teve sua tiragem inicial multiplicada por cinco durante a fase de pré-venda, alcançando o topo do ranking de mais vendidos da Amazon no país.
- Rivalidade Ardente dispara nas livrarias logo na pré-venda
- Como a série Heated Rivalry impulsionou Rivalidade Ardente
- Estratégia editorial: quintuplicação da tiragem de Rivalidade Ardente
- Autores e personagens por trás de Rivalidade Ardente
- Calendário: chegada de Rivalidade Ardente e estreias relacionadas
- Outros destaques do mercado editorial brasileiro
Rivalidade Ardente dispara nas livrarias logo na pré-venda
A obra, publicada pelo selo Alt da Globo Livros, foi negociada entre setembro e outubro do ano passado pela editora Paula Drummond. Nas semanas seguintes, o burburinho em torno da história cresceu de forma consistente, sobretudo nas redes sociais, a ponto de alterar substancialmente o planejamento logístico da casa. A previsão inicial de impressão foi revista sucessivas vezes, culminando numa quantidade cinco vezes maior de exemplares para suprir a demanda identificada ainda antes do lançamento oficial.
O avanço vertiginoso das encomendas reflete um fenômeno relativamente raro no país, onde tiragens costumam ser conservadoras. O desempenho no e-commerce — com liderança nas listas de pré-venda — reforçou o argumento de que o título já havia ultrapassado o nicho dos romances esportivos e se convertido num produto de interesse amplo, especialmente entre leitores que buscam narrativas LGBTQIA+.
Como a série Heated Rivalry impulsionou Rivalidade Ardente
Heated Rivalry, produção canadense que adapta o enredo de Rivalidade Ardente, apresenta o conflito romântico entre os jogadores de hóquei Shane Hollander (interpretado por Hudson Williams) e Ilya Rozanov (vivido por Connor Storrie). Rivalidade em campo, tensão nos bastidores e encontros secretos compõem a trama que conquistou o público internacional antes mesmo de obter contrato de exibição no Brasil. A viralização nas redes locais antecipou o interesse por qualquer conteúdo associado à franquia.
A estratégia do grupo editorial brasileiro foi sincronizar o lançamento do livro com a chegada da série ao streaming nacional. A plataforma confirmou a estreia para o dia 13, e a editora acelerou todas as etapas internas, do fechamento da tradução — assinada por Carlos César da Silva — à revisão final. O objetivo declarado era garantir que o público que descobrisse a produção na televisão encontrasse imediatamente a obra literária nas livrarias físicas e on-line.
Estratégia editorial: quintuplicação da tiragem de Rivalidade Ardente
Multiplicar uma tiragem em cinco vezes implica revisitar contratos de gráfica, retificar cronogramas de distribuição e renegociar espaço de armazenagem. Segundo a editora, cada ajuste foi realizado em caráter emergencial para acompanhar o crescimento do chamado “fenômeno Heated Rivalry” no ambiente digital. O reflexo direto apareceu no sistema de pré-vendas, que registrou picos sucessivos, culminando no primeiro lugar geral de vendas na maior varejista on-line do país.
Dentro da casa editorial, o processo foi comparado a uma “operação de guerra”, com equipes trabalhando em regime especial para antecipar etapas técnicas. A revisão, por exemplo, executou dupla checagem de forma simultânea em dois turnos. Já o departamento de marketing redirecionou verba para campanhas segmentadas em comunidades de fãs de esportes, literatura young adult e grupos LGBTQIA+.
Autores e personagens por trás de Rivalidade Ardente
O romance é assinado pela canadense Rachel Reid, escritora que reúne sete títulos na série que mescla esporte e romance contemporâneo. Dos livros já publicados no exterior, seis tiveram direitos adquiridos pelo selo Alt, e o sétimo — ainda inédito lá fora — também fará parte do catálogo brasileiro, sinalizando um compromisso de longo prazo da editora com a franquia.
No centro da narrativa, Shane Hollander representa o ídolo local em ascensão no hóquei canadense, enquanto Ilya Rozanov surge como o prodígio russo em busca de reconhecimento. A relação entre ambos transita da animosidade profissional à intimidade secreta, criando tensão dramática amparada pelas consequências que a revelação pública poderia trazer às respectivas carreiras. A escolha do esporte, tradicional em países do hemisfério norte, confere à trama ambientação diferenciada no cenário de romances LGBTQIA+ mais difundidos no Brasil, que usualmente giram em torno de universos escolares ou musicais.
Calendário: chegada de Rivalidade Ardente e estreias relacionadas
Nas livrarias físicas, Rivalidade Ardente chega nesta semana, tomando posição privilegiada em mesas de lançamentos graças ao volume de exemplares distribuídos. Paralelamente, a adaptação televisiva entra no catálogo brasileiro do streaming no dia 13, evento que deve retroalimentar as vendas. A expectativa da editora é que leitores curiosos pela versão original do enredo procurem o livro imediatamente após assistir aos primeiros episódios, repetindo a dinâmica observada em outros países onde a série já estreou.
A continuidade da franquia literária também ganhou janela definida: o segundo volume está programado para chegar às lojas ainda neste ano, mantendo o ritmo de publicação próximo ao calendário internacional. A estratégia pretende evitar hiatos extensos entre um título e outro, de modo a sustentar o interesse do público conquistado.
Outros destaques do mercado editorial brasileiro
Enquanto Rivalidade Ardente domina o noticiário de vendas, outras movimentações importantes ocorrem no cenário editorial. O romance Ressuscitar Mamutes, de Silvana Tavano, vencedor do prêmio Oceanos, teve direitos negociados com três países. Em Portugal, a obra será lançada pela Dom Quixote; na Itália, pela Edizioni e/o; e na Argentina, pela Híbrida. O título, já reimpresso quatro vezes pela brasileira Autêntica, demonstra trajetória de exportação incomum para autores nacionais contemporâneos.
A mesma autora tem dois novos projetos alinhados: um romance previsto para 2027, ainda sem título divulgado, e o livro infantojuvenil Na Nuvem, que sairá este ano pelo selo Yellowfante. As iniciativas consolidam a presença de Tavano em segmentos distintos do catálogo da editora mineira.
Também houve novidades envolvendo o vencedor do Jabuti de autor estreante, Marcelo Henrique Silva. Seu próximo título, a coletânea de contos Só Fumo Quando Bebo, será publicada em junho pelo selo Tusquets, da Planeta. A obra promete explorar reações humanas ao medo, tema que dialoga com a intensidade já apresentada em Sangue Neon, seu romance de estreia.
No campo do ensaio, a Ercolano confirmou para março a edição brasileira de Por Britney, da francesa Louise Chennevière. O texto examina as consequências da cultura do espetáculo a partir do caso de Britney Spears, combinando elementos autobiográficos e análise feminista sobre a transformação do sofrimento feminino em entretenimento midiático.
Com a chegada simultânea do livro e da série, a próxima data-chave para os leitores será o dia 13, quando Heated Rivalry estreia oficialmente no streaming brasileiro, fase que deve intensificar ainda mais a procura por Rivalidade Ardente nas livrarias.

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