Rio Open 2026: seis brasileiros fazem história nas chaves principais; confira os duelos e o cronograma

|
Getting your Trinity Audio player ready... |
O Rio Open, principal torneio de tênis da América do Sul, inicia nesta segunda-feira os jogos de suas chaves principais e marca um feito inédito: seis atletas brasileiros participam simultaneamente da fase de simples, além de diversas parcerias nacionais nas duplas. A edição 2026 do evento, disputada desde 2014 no Jockey Club Brasileiro, na zona sul do Rio de Janeiro, chega com expectativa elevada em torno de João Fonseca, número 33 do ranking de simples e maior esperança do tênis nacional na atualidade.
- Rio Open: estrutura, histórico e importância no circuito
- Participação brasileira no Rio Open atinge recorde histórico
- João Fonseca: estreia em duplas e futuro confronto brasileiro no Rio Open
- Demais brasileiros na chave de simples do Rio Open
- Fortes alianças nas duplas ampliam presença nacional no Rio Open
- Agenda, quadras e próximos compromissos do Rio Open
Rio Open: estrutura, histórico e importância no circuito
Classificado como torneio de nível 500 pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), o Rio Open posiciona-se logo abaixo das competições nível 1000 e dos quatro Grand Slams em termos de pontuação e visibilidade. Desde a primeira edição, em 2014, o evento consolidou-se como parada obrigatória da gira latino-americana em quadras de saibro, reunindo nomes do topo do ranking mundial e oferecendo valiosos pontos para a corrida da temporada. Localizado no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, o complexo abriga a principal arena — a Quadra Guga Kuerten — que homenageia o tricampeão de Roland Garros e maior expoente histórico do país na modalidade.
A competição começou no sábado, com o qualifying, fase reservada a jogadores fora do corte direto da chave principal. Nesse estágio preliminar, dois brasileiros — Thiago Monteiro e Igor Marcondes — garantiram vaga, completando a delegação recorde de seis representantes nacionais em simples. A partir de hoje, todos entram em ação em busca de vitórias que possam impulsionar suas carreiras e colocar o país novamente no radar dos grandes resultados.
Participação brasileira no Rio Open atinge recorde histórico
Até 2026, nenhuma edição havia contado com seis tenistas brasileiros na chave de simples. O feito desta temporada se deve à combinação de convites (wild cards) concedidos pela organização e ao bom desempenho dos atletas no qualifying. As vagas diretas ficaram com João Fonseca, João Lucas Reis e o juvenil Guto Miguel. Já Thiago Monteiro e Igor Marcondes precisaram superar adversários internacionais nas rodadas qualificatórias, enquanto Gustavo Heide foi contemplado com um convite.
O engajamento nacional é significativo porque reflete o momento de transição do tênis brasileiro. Há uma mescla de perfis: Fonseca, aos 19 anos, desponta como referência; Monteiro, de 31, agrega experiência de ex-top 70; e Guto Miguel, com 16, figura em terceiro lugar no ranking juvenil. A diversidade de idades reforça o caráter de vitrine que o Rio Open representa para diferentes fases de carreira.
João Fonseca: estreia em duplas e futuro confronto brasileiro no Rio Open
A primeira aparição de João Fonseca nesta segunda-feira ocorre às 16h30, na Quadra Guga Kuerten, e será na categoria de duplas. Sem pontuação ainda neste segmento, o carioca recebeu um wild card para atuar ao lado do experiente mineiro Marcelo Melo, de 42 anos. Melo soma dois títulos de Grand Slam e ocupa a 55ª posição no ranking de duplas, depois de ter alcançado o topo mundial em 2015. A parceria nacional encara o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller, ambos habituados à chave de simples e com colocações modestas em duplas (588º e 445º, respectivamente).
No torneio de simples, Fonseca terá um desafio particular: enfrentar o compatriota Thiago Monteiro já na primeira rodada. O duelo ainda não tem horário definido, mas ganha contornos dramáticos por colocar frente a frente a principal promessa do país e um jogador que, apesar de atualmente estar em 209º, já figurou como 61º do mundo. Monteiro conquistou a vaga ao derrotar o sérvio Dusan Lajovic no qualifying, virando a partida após perder o primeiro set.
Demais brasileiros na chave de simples do Rio Open
A partir das 19h, a Quadra Guga Kuerten recebe dois jogos em sequência com presença verde-amarela. O paulista Gustavo Heide, 257º da ATP, mede forças com o tcheco Vit Kopriva, número 95. Heide entrou através de convite e busca sua primeira vitória em um ATP 500. Logo depois, o pernambucano João Lucas Reis, 207º, encara o alemão Yannick Hanfmann, que figura na 90ª posição e traz rodagem de circuito.
Na Quadra 1, o paulista Igor Marcondes — 350º colocado — disputa o terceiro jogo do dia contra o peruano Ignácio Buse, atual 96º. Marcondes, de 28 anos, comemora a chegada inédita a uma chave principal de ATP 500, coroada pela vitória sobre o português Jaime Faria em sets diretos na última rodada do qualifying.
Fechando a lista de brasileiros, o goiano Guto Miguel aguarda definição de data e horário para enfrentar o lituano Vilius Gaubas, 127º. Embora ocupe apenas o 1586º posto no ranking adulto, Guto figura entre os três melhores do mundo no circuito juvenil, o que justifica o convite recebido pela organização.
Fortes alianças nas duplas ampliam presença nacional no Rio Open
Além de Fonseca / Melo, outras três parcerias representam o país na chave de duplas. A dupla gaúcha formada por Orlando Luz (54º) e Rafael Matos (34º) chega embalada pelo título do ATP 250 de Buenos Aires, conquistado no domingo sobre os argentinos Nicolás Kicker e Andrea Collarini. No Rio, eles estreiam contra o argentino Guido Andreozzi (31º) e o francês Manuel Guinard (25º).
Outra composição tem o gaúcho Marcelo Demoliner (82º) ao lado do carioca Fernando Romboli (45º). Os brasileiros encaram os franceses Sadio Doumbia (26º) e Fabien Reboul (27º), dupla de ranking sólido. Por fim, os paulistas Felipe Meligeni Alves (441º) e Marcelo Zormann (154º) medem forças com o belga Sander Gillé (61º) e o holandês Sem Verbeek (59º). A tabela completa de confrontos ainda será detalhada pela organização.
O retrospecto brasileiro no Rio Open registra conquistas recentes em duplas: Rafael Matos venceu em 2024 ao lado do colombiano Nicolás Barrientos, e no ano passado levantou o troféu junto com Marcelo Melo. São, até o momento, os únicos títulos do país no torneio.
Agenda, quadras e próximos compromissos do Rio Open
Para esta segunda-feira, a programação central concentra-se na Quadra Guga Kuerten, que abre às 16h30 com a estreia de Fonseca e Melo e avança até o último jogo noturno entre João Lucas Reis e Yannick Hanfmann. Simultaneamente, a Quadra 1 recebe rodadas do qualifying de duplas e o confronto entre Igor Marcondes e Ignácio Buse. Horários exatos dos embates envolvendo Thiago Monteiro × João Fonseca e Guto Miguel × Vilius Gaubas serão divulgados após a conclusão dos jogos iniciais.
Com a definição de todos os classificados, a chave principal do Rio Open seguirá em formato eliminatório até domingo, quando ocorrerão as finais de simples e duplas. A cada rodada, a pontuação dos participantes cresce de forma progressiva, reforçando a importância de vitórias para quem almeja subir no ranking ou consolidar posição. O público brasileiro terá, portanto, uma semana inteira para acompanhar de perto o desempenho da maior delegação nacional já vista no torneio.

Conteúdo Relacionado