Avião da Latam aborta decolagem em Guarulhos: passo a passo do incidente e do protocolo de segurança
Avião da Latam aborta decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e o episódio mobiliza tripulação, equipe de solo e bombeiros sem deixar feridos. O voo LA8146, que faria a rota Guarulhos–Lisboa, foi cancelado após a manobra de segurança executada na noite de domingo, 15. Imagens gravadas por canais de aviação e por passageiros mostram cada etapa do procedimento, detalhado a seguir.
- Entenda por que o avião da Latam aborta decolagem em plena corrida de pista
- Como a tripulação executou o protocolo após o comando “abortar”
- Relatos de bordo revelam a tensão vivida no momento em que o avião da Latam aborta decolagem
- A atuação da GRU Airport e dos bombeiros durante o incidente
- Pneus substituídos e remoção do jato: o que aconteceu na manhã seguinte
- Assistência prestada aos passageiros depois que o avião da Latam aborta decolagem
- O que diz a Latam sobre investigação e próximos passos
- Por dentro de uma rejeição de decolagem: etapas previstas em manuais de aviação
- Impactos operacionais e cronograma para normalização
- Próximo passo: aguarda-se a liberação definitiva da aeronave
Entenda por que o avião da Latam aborta decolagem em plena corrida de pista
O fato central ocorreu por volta das 19 h, quando o Boeing 777-300, com capacidade para cerca de 400 ocupantes, já havia recebido autorização da torre de controle para iniciar a corrida de decolagem. Durante a fase inicial de subida, o piloto anunciou no rádio de cabine a decisão de “abortar decolagem”. Pouco depois, um comunicado interno aos passageiros mencionou “superaquecimento de um dos motores” como motivo imediato para a interrupção. A companhia não divulgou a causa oficial, mas confirmou que a interrupção seguiu o protocolo padrão de segurança.
Como a tripulação executou o protocolo após o comando “abortar”
Ao perceber a anormalidade, o comandante aplicou o freio com intensidade controlada e manteve a aeronave estabilizada na pista. Assim que a velocidade permitiu, o 777 deslocou-se por meios próprios até a taxiway, área destinada à rolagem de aeronaves entre pistas e hangares. Nesse ponto, a equipe de combate a incêndio do aeroporto — acionada automaticamente em situações de rejeição de decolagem — posicionou-se próxima ao jato, pronta para resfriar componentes ou conter eventuais focos de fogo. O comandante informou aos passageiros que os freios estavam aquecidos e que a liberação dependia da avaliação dos bombeiros.
Relatos de bordo revelam a tensão vivida no momento em que o avião da Latam aborta decolagem
Passageiros relataram sensação de “queda” logo após o início da subida dos trens de pouso. Para quem estava dentro da cabine, a rápida desaceleração foi percebida como uma descida brusca, gerando choro e gritos. Um casal que viajava a lazer afirmou ter sentido “como se o avião despencasse vários andares”, percepção corrigida posteriormente ao rever as imagens externas que mostram uma frenagem firme, porém controlada. Apesar do susto, não houve feridos nem necessidade de atendimento médico.
A atuação da GRU Airport e dos bombeiros durante o incidente
A concessionária GRU Airport classificou a ação como “procedimento padrão de segurança”. Conforme o protocolo, o corpo de bombeiros aeroportuário aproximou-se da aeronave assim que a decolagem foi rejeitada. Depois da inspeção, o Boeing permaneceu estacionado em área segura para resfriamento dos freios e verificação dos pneus. A operação geral do aeroporto seguiu sem interrupções, uma vez que a movimentação do voo interrompido ocorreu em pista de rolagem e não bloqueou pistas ativas de pouso e decolagem.
Pneus substituídos e remoção do jato: o que aconteceu na manhã seguinte
Na segunda-feira, 16, equipes de manutenção conduziram o 777 para fora da taxiway. Vídeo divulgado pelo canal Aviação Guarulhos mostra técnicos trocando pneus, procedimento comum quando freios aquecidos atingem altas temperaturas. Após a substituição, a aeronave foi deslocada para posição remota, liberando integralmente a área de rolagem. Até o momento, a companhia não informou quando o equipamento voltará à linha de voo.
Assistência prestada aos passageiros depois que o avião da Latam aborta decolagem
A Latam declarou ter desembarcado todos os clientes em segurança e providenciado acomodação em hotéis, além de remarcação em voos alternativos. Embora não tenha detalhado horários nem número de reacomodações concluídas, a empresa reiterou prioridade total à segurança operacional. Passageiros que precisavam se conectar a outros destinos via Lisboa também foram orientados sobre novos itinerários.
O que diz a Latam sobre investigação e próximos passos
Questionada sobre a abertura de investigação interna ou externa, a companhia não forneceu detalhes. Limitou-se a informar, por nota, que o “procedimento foi efetuado em total segurança” e que assistência integral foi oferecida aos clientes. A empresa não divulgou prazo para conclusão de eventuais análises técnicas nem se componentes do motor passarão por inspeções adicionais.
Por dentro de uma rejeição de decolagem: etapas previstas em manuais de aviação
De acordo com práticas descritas em literatura técnica e seguidas globalmente, a rejeição de decolagem pode ocorrer por indicação de falha de motor, alarme de sistema, perda de performance ou evento externo repentino. Quando o comandante decide interromper, ele anuncia “rejected takeoff” ou “abort” ao controle de tráfego e aplica frenagem máxima dentro dos limites calculados. No caso deste voo, a decisão ocorreu logo após a aeronave iniciar a transição da pista ao ar, fase crítica em que a velocidade já é elevada. A rápida comunicação entre cabine, torre e equipes de solo é fundamental para manter a segurança coletiva.
Impactos operacionais e cronograma para normalização
Embora o Aeroporto de Guarulhos mantenha múltiplas pistas, qualquer evento envolvendo jato de grande porte requer coordenação para evitar atrasos em cadeia. A movimentação do Boeing 777-300 durou várias horas até a completa liberação da taxiway, mas a GRU Airport afirmou que não houve cancelamentos adicionais decorrentes do episódio. A própria Latam, contudo, precisou redistribuir passageiros e reorganizar malha de voos de longa distância a partir de São Paulo.
A última etapa conhecida é a conclusão da troca de pneus e a checagem completa dos sistemas de freio e motor. Somente após essa avaliação a companhia poderá submeter o jato a novo plano de voo. Enquanto isso, clientes permanecem informados sobre reacomodações e horários alternativos. Não há previsão oficial para o retorno da aeronave ao serviço regular.

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