Rio de Janeiro recebe 203,9 mil vales do Gás do Povo na segunda etapa do programa federal

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Gás do Povo avança para a segunda etapa de execução e, a partir desta segunda-feira, 203.994 famílias do estado do Rio de Janeiro passam a ter direito ao vale que cobre integralmente a recarga do botijão de gás de cozinha, benefício coordenado pelos Ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e de Minas e Energia (MME).
- Como funciona o Gás do Povo
- Expansão para o Rio de Janeiro beneficia 203.994 lares
- Capitais contempladas na segunda etapa do Gás do Povo
- Cobertura nacional prevista para março
- Critérios de elegibilidade para aderir ao programa
- Ferramentas de acesso e pontos de recarga
- Impactos sociais e logísticos
- Próximos passos até a conclusão da implementação
Como funciona o Gás do Povo
O programa federal foi concebido para reduzir a chamada pobreza energética, situação em que o custo do GLP (gás liquefeito de petróleo) compromete o orçamento de famílias de baixa renda. O vale distribuído permite que o beneficiário troque gratuitamente um botijão de 13 quilos em revendas credenciadas. Em apenas dois meses, 10 mil pontos de comercialização aderiram à iniciativa, número que representa uma em cada seis revendas de todo o país. O desenho logístico prioriza que cada família tenha um ponto de troca a, no máximo, 2 quilômetros de casa, estratégia que diminui gastos com deslocamento e agiliza o acesso a energia limpa e segura.
Expansão para o Rio de Janeiro beneficia 203.994 lares
O início da segunda fase leva o Gás do Povo a domicílios fluminenses que se enquadram nos critérios de renda e cadastro. O volume de 203.994 vales cobre lares situados em áreas urbanas e rurais do estado, onde a compra de um botijão costuma disputar espaço com outras necessidades essenciais, como alimentação. A gratuidade da recarga libera recursos do orçamento doméstico para despesas igualmente básicas, contribuindo para maior segurança alimentar e para a prevenção do uso de combustíveis como lenha, carvão ou querosene, associados a riscos de queimaduras e doenças respiratórias.
Capitais contempladas na segunda etapa do Gás do Povo
Além do Rio de Janeiro, outras 16 capitais ingressam no programa nesta fase: Aracaju, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luís e Vitória. Todas ficaram de fora da primeira implementação, realizada em novembro do ano passado, quando quase um milhão de famílias foram atendidas em Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Teresina. Aos poucos, o cronograma amplia a cobertura territorial, com a expectativa de atingir os 5.571 municípios brasileiros em menos de três meses.
Cobertura nacional prevista para março
De acordo com a programação oficial, o Gás do Povo estará plenamente operacional em março. Quando isso ocorrer, cerca de 15 milhões de famílias – estimadas em 50 milhões de pessoas – terão acesso contínuo ao vale. A Caixa Econômica Federal atua como parceira financeira, administrando pagamentos e meios de confirmação do benefício. A meta governamental é consolidar, até o fim do primeiro trimestre, a maior política pública voltada ao cozimento limpo já executada no mundo, em termos de população assistida.
Critérios de elegibilidade para aderir ao programa
Para receber o vale, a residência precisa cumprir um conjunto de requisitos já padronizados:
• Ser beneficiária do Bolsa Família e possuir, no mínimo, duas pessoas cadastradas.
• Apresentar renda mensal por pessoa de até meio salário-mínimo.
• Manter o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses.
• Garantir que o CPF do responsável familiar esteja regular e sem pendências.
• Não constar em processos de averiguação cadastral ou indício de óbito.
O cumprimento desses critérios assegura foco no público mais vulnerável e evita sobreposição de benefícios. Caso haja inconsistências, a família fica temporariamente fora da lista até que a situação seja regularizada junto aos órgãos competentes.
Ferramentas de acesso e pontos de recarga
O governo disponibiliza quatro modalidades para utilização do vale, visando contemplar perfis com ou sem acesso à internet:
1. Aplicativo Meu Social – Gás do Povo: consulta de elegibilidade, situação do vale e busca de revendas habilitadas.
2. Cartão do Programa Bolsa Família com chip: basta aproximar o cartão na maquininha Azulzinha na revenda cadastrada.
3. Cartão de débito da Caixa: opção para quem já possui o meio de pagamento fornecido pelo banco público.
4. Informar o CPF do responsável familiar: o atendente digita o número na mesma maquininha ou no app Azulzinha Aproxima e o sistema envia um código por SMS para validar a operação.
Serviços de apoio ao cidadão, como o Disque Social 121 e linhas da Caixa, complementam o atendimento. Dessa forma, dúvidas sobre saldo, localização de revendas ou atualização cadastral podem ser solucionadas sem necessidade de deslocamento.
Impactos sociais e logísticos
A redução da despesa com GLP é apenas um componente dos resultados esperados. A substituição de combustíveis sólidos implica queda na emissão de fumaça tóxica dentro dos lares e diminui episódios de queimaduras em cozinhas improvisadas. Ao mesmo tempo, a criação de 10 mil pontos de revenda credenciados movimenta a economia local e gera demanda por logística de distribuição. Cada ponto passa a receber maior fluxo de consumidores, o que favorece a manutenção de empregos no setor.
No campo fiscal, o gasto público concentra-se no subsídio à recarga, enquanto a infraestrutura física utiliza a rede privada de revendedores já existente. Essa conjugação de recursos público-privados reforça a viabilidade financeira do programa em grande escala.
Próximos passos até a conclusão da implementação
Com a segunda etapa em operação e 17 capitais recém-incluídas, o cronograma segue até março, prazo estipulado para cobrir todo o território nacional. A partir desse marco, o governo passará a monitorar indicadores de consumo de GLP, saúde respiratória e segurança alimentar entre famílias atendidas, buscando medir o impacto real da política em longo prazo.

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