Riize no Lollapalooza: estreia histórica do k-pop no Brasil reúne fãs dedicados e setlist de 14 músicas

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Riize no Lollapalooza inaugura presença do k-pop no festival brasileiro

O grupo Riize subiu ao palco Flying Fish do Lollapalooza Brasil às 21h30 de sábado, 21 de março, levando consigo a responsabilidade de introduzir oficialmente o k-pop na história da edição nacional do festival. A apresentação ocorreu no segundo dia do evento no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e coincidiu com o show da cantora norte-americana Chappell Roan, escalada como headliner no mesmo horário.

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Disputa de horário e perfil da plateia evidenciam nicho fiel do Riize

Enquanto o público geral dividia atenção entre atrações simultâneas, a área diante do Flying Fish foi ocupada majoritariamente por admiradores do pop sul-coreano. O contingente, embora numericamente menor do que o de um palco principal, seria suficiente para lotar uma casa de shows de médio porte. Após a última música do sexteto, parte dos presentes correu para alcançar os minutos finais da performance de Chappell Roan, comportamento que ilustrou a concentração exclusiva de fãs de k-pop na plateia do Riize.

Ainda em crescimento no Ocidente, o grupo não conta, por ora, com a projeção de nomes como BTS, Blackpink ou Stray Kids, mas mantém reconhecimento sólido na Coreia do Sul desde o lançamento em 2023. A presença no festival representou, portanto, um teste de visibilidade em solo brasileiro e, ao mesmo tempo, um termômetro para a organização do Lollapalooza avaliar a demanda pelo gênero na América do Sul.

Setlist de 14 faixas e banda ao vivo dão nova roupagem ao repertório do Riize

Para adaptar o conceito altamente coreografado do k-pop ao formato de festival, Riize optou por montar um show de uma hora com suporte de banda — recurso incomum nas performances de artistas sul-coreanos, que tradicionalmente recorrem a playback ou faixas-guia pré-gravadas. Ao todo, foram executadas 14 músicas, abrangendo todos os lançamentos do conjunto desde a estreia.

A abertura ocorreu com “Siren”, faixa que sintetiza a proposta sonora multifacetada do k-pop ao combinar elementos de pop, hip-hop e efeitos sonoros que remetem a uma sirene real. Na sequência vieram “Fame” — lançamento mais recente — e “Ember to Solar”. “Boom Boom Bass” recebeu arranjos de guitarra e bateria que aproximaram a canção do rock, evidenciando a intenção de apresentar versatilidade ao público leigo.

Cantando com microfones de mão, Shotaro, Eunseok, Sungchan, Wonbin, Sohee e Anton executaram coreografias complexas em “Impossible” e “Bad Bad Back”, reservando pequenos intervalos de “dance break” para enfatizar a habilidade de dança, característica central do grupo. Momentos de menor intensidade, como em “Show Me Love” e “Combo”, permitiram aos integrantes interagir verbalmente com a plateia antes de retomar movimentos sincronizados.

Os pontos altos de engajamento surgiram com “Get a Guitar”, single de estreia, e “Love 119”, ambos acolhidos por coros do público. O encerramento ficou a cargo de “Fly Up”, canção com refrão estruturado em formato coral que combinou com o clima de festa de encerramento da noite.

Interação bilíngue e cultura dos lightsticks aproximam Riize do público

Além da música, o espetáculo destacou práticas típicas do fandom k-pop. Muitos espectadores empunhavam lightsticks personalizados, bastões de luz cuja cor e design se associam a cada artista. Próximos ao palco, vários fãs declararam ter comparecido ao show solo realizado pelo grupo dois dias antes no espaço Terra SP, e alguns viajaram de países vizinhos exclusivamente para a apresentação.

Entre uma música e outra, os integrantes alternaram cumprimentos em coreano, inglês e português. O caçula Anton, autoidentificado como “Antonio”, reiterou sua familiaridade com referências nacionais, repetindo frases que havia ensaiado no show solo e ensinando trechos de refrões para que a plateia cantasse em uníssono. A estratégia revelou uma tentativa de aproximar-se culturalmente do público brasileiro e de contornar a barreira linguística.

Planejamento do Lollapalooza e cronograma do Riize na América do Sul

A inserção do k-pop no line-up resultou de uma combinação de disponibilidade de agenda e interesse mútuo, segundo Marcelo Beraldo, diretor artístico das edições sul-americanas do Lollapalooza. O executivo avaliou que o festival demorou a incluir artistas da Coreia do Sul por razões que envolvem conflito de datas, competitividade global do mercado musical e, em determinados casos, desinteresse de grupos sul-coreanos no circuito latino.

No passado recente, a organização testou a receptividade do público com bandas independentes da Coreia, como The Rose em 2023 e Wave to Earth em 2024. A experiência positiva abriu caminho para a escalação de um artista de maior projeção dentro do gênero. A contratação do Riize concretizou esse movimento e coincidiu com a turnê do sexteto pela América do Sul, que incluiu passagens prévias pelo Lollapalooza Argentina e Lollapalooza Chile.

Para a terceira noite do festival brasileiro, a programação previa a DJ Peggy Gou e o grupo Katseye — este último gerenciado pela mesma empresa que representa o BTS — em horários que competem com o headliner Tyler, the Creator, reiterando a estratégia de expor o público local a diferentes vertentes da música sul-coreana.

Formação, gravadora e trajetória inicial do Riize reforçam autoridade no k-pop

Riize integra o elenco da SM Entertainment, uma das maiores gravadoras da Coreia do Sul, responsável por artistas consagrados que ajudaram a consolidar o k-pop globalmente. Lançado em 2023, o sexteto iniciou a carreira com o single “Get a Guitar”, seguido por outros sucessos mencionados no repertório do Lollapalooza. A curta, porém dinâmica, discografia inclui títulos que misturam pop, rap, R&B e influências eletrônicas, refletindo a tendência híbrida dominante no cenário sul-coreano contemporâneo.

Mesmo em fase inicial, o grupo já acumula experiência em grandes palcos internacionais. As passagens consecutivas por três países latino-americanos ampliam a exposição fora da Ásia e demonstram o interesse crescente de organizadores de festivais em diversificar o line-up com atrações de k-pop.

Perspectivas: retorno prometido ao Brasil e expansão regional do k-pop

Antes de se despedir, o Riize prometeu voltar ao Brasil, sinalizando que novas datas podem ser confirmadas conforme a demanda demonstrada pelos fãs. Do ponto de vista do festival, a recepção observada pode influenciar futuras edições a incluírem mais nomes do gênero, especialmente diante do nicho engajado que compareceu mesmo diante de concorrência direta com uma atração principal de grande apelo no mercado pop ocidental.

Com a conclusão do show de “Fly Up” e o deslocamento de fãs para outros palcos, a presença inaugural do k-pop no Lollapalooza Brasil ficou registrada como marco histórico e ponto de partida para próximas negociações entre organizações de festivais latino-americanos e a indústria musical da Coreia do Sul.

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