Queda do 10º andar em Ribeirão Preto: como janela de padres salvou menino de 4 anos

Queda do 10º andar em Ribeirão Preto: como janela de padres salvou menino de 4 anos
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Palavra-chave principal: queda do 10º andar em Ribeirão Preto

A queda do 10º andar em Ribeirão Preto que envolveu o garoto Brenno Fernandes Girdziauckas, de apenas 4 anos, mobilizou familiares, vizinhos e autoridades a partir da tarde de 27 de dezembro. O menino, diagnosticado como autista não verbal, sobreviveu depois de despencar da janela de um banheiro do apartamento onde mora com os pais. A trajetória da criança incluiu o choque contra uma janela localizada no oitavo andar, pertencente a um imóvel destinado ao descanso de padres, e o impacto em um corrimão já no térreo, dois fatores que, segundo o relato dos envolvidos, teriam amortecido a queda e contribuído para preservar sua vida.

Índice

A dinâmica da queda do 10º andar em Ribeirão Preto

O acidente ocorreu por volta das 15h30, quando Brenno tentou usar o banheiro principal da residência, situada no décimo pavimento do edifício. De acordo com a mãe, Paloma Tassia Garcia Girdziauckas, psicóloga, a porta desse cômodo estava travada. Enquanto ela e o marido, Carlos Daniel Fernandes, buscavam ajuda do seguro para destravar a porta, o menino, inquieto, dirigiu-se ao segundo banheiro do apartamento, espaço que normalmente não utilizava.

No local, a janela estava desprovida de grade de proteção naquele dia. A suspeita é de que a criança tenha subido sobre a pia, alcançado o peitoril e, na sequência, perdido o equilíbrio, precipitando-se em direção à área externa do prédio. A altura aproximada do ponto de origem até o solo é de cerca de 30 metros, distância que, em condições comuns, dificilmente permitiria a sobrevivência de quem sofre a queda.

Janela de descanso de padres: o primeiro amortecimento da queda do 10º andar em Ribeirão Preto

Durante a descida, Brenno colidiu com uma janela no oitavo pavimento. O apartamento em questão é utilizado para repouso por padres da região de Ribeirão Preto. No momento do acidente, nenhum religioso estava no imóvel. A vidraça encontrava-se aberta, fato que permitiu reduzir a velocidade da criança. Um dos religiosos, o padre Manoel Aparecido do Espírito Santo, declarou posteriormente, em vídeo encaminhado à afiliada da TV Globo, considerar a circunstância uma coincidência notável, pois o hábito habitual seria manter a janela fechada.

Pelos relatos, a moldura e as abas internas do caixilho funcionaram como superfície de impacto intermediário, modificando a trajetória de Brenno e, ao mesmo tempo, dissipando parte da energia potencial acumulada desde o décimo andar. Ainda assim, a criança prosseguiu em queda livre até atingir o nível térreo.

Corrimão no térreo: segundo elemento que conteve a queda do 10º andar em Ribeirão Preto

Já próximo ao solo, Brenno atingiu um corrimão instalado na área comum do condomínio. Esse equipamento, projetado para apoio de pedestres, ofereceu um impacto adicional que, conforme o boletim médico inicial, pode ter contribuído para redistribuir as forças sobre o corpo da criança, evitando lesões internas ainda mais graves. Em seguida, ele chegou ao piso com vida, porém apresentando politraumatismos.

Resgate e evolução clínica após a queda do 10º andar em Ribeirão Preto

Embora atordoado, Brenno estava consciente quando a mãe o encontrou no térreo. As primeiras avaliações constataram fratura bilateral de fêmur, isto é, quebra simultânea dos dois ossos mais longos das pernas. Ele foi encaminhado ao hospital e passou por três cirurgias entre o final de 2023 e o começo de 2024, voltadas a reparar os danos ósseos e minimizar sequelas.

Os médicos mantiveram o garoto intubado e sob sedação nas primeiras 72 horas, período considerado crítico para observar sinais de hemorragia interna ou complicações neurológicas. Gradualmente, a sedação foi reduzida, permitindo avaliação neurológica mais precisa. A família descreveu momentos de pânico ao vê-lo no centro cirúrgico, mas comemorou a resposta positiva aos procedimentos.

Em 18 de janeiro, Brenno recebeu alta do hospital. Ele foi direcionado a acompanhamento ambulatorial e sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade das pernas. Para os pais, o dia da liberação médica tornou-se uma segunda data de nascimento, motivo que pretendem celebrar anualmente.

Investigação policial e perícia sobre a queda do 10º andar em Ribeirão Preto

A Polícia Civil registrou o episódio como acidente doméstico. Mesmo com registros de testemunhas e vídeos de segurança, a corporação aguarda laudo pericial para esclarecer a sequência exata de colisões, estimar velocidades envolvidas e confirmar se a janela aberta e o corrimão foram decisivos para o desfecho menos trágico. O documento técnico deverá detalhar condições estruturais do prédio, instalação de grades e altura dos peitoris.

Esse laudo também servirá de base para recomendações de prevenção. Até o momento, não há indícios de negligência dolosa por parte dos responsáveis, mas autoridades podem indicar medidas corretivas obrigatórias ao condomínio e aos ocupantes do apartamento.

Repercussão familiar e alertas de segurança

Com a sobrevivência do menino, os pais passaram a enfatizar a necessidade de barreiras físicas em janelas, varandas e sacadas, especialmente em residências onde vivem crianças. Paloma ressaltou que acidentes semelhantes podem ocorrer com qualquer menor, independente de condição clínica ou neurodivergência. Ela recomendou instalação de grades fixas, travas de segurança e supervisão redobrada.

O caso do Brenno tem sido utilizado por associações de moradores da cidade para conscientizar sobre inspeções periódicas em esquadrias e corrimãos. A orientação geral é obedecer às normas técnicas de construção, que estipulam altura mínima de guarda-corpos e utilização de vidros laminados.

Entidades e protagonistas ligados à queda do 10º andar em Ribeirão Preto

Brenno Fernandes Girdziauckas – Criança de 4 anos, autista não verbal, protagonista do incidente e em recuperação pós-operatória.
Paloma Tassia Garcia Girdziauckas – Mãe, psicóloga, responsável por relatar à polícia as circunstâncias iniciais.
Carlos Daniel Fernandes – Pai, acompanhou o atendimento clínico e externou alívio público sobre o progresso do filho.
Padre Manoel Aparecido do Espírito Santo – Religioso que comentou a coincidência da janela aberta no oitavo andar.
Polícia Civil de Ribeirão Preto – Autoridade encarregada de registrar o boletim de ocorrência e solicitar perícia.
Peritos criminais – Profissionais que elaborarão laudo detalhando dinâmica do acidente.

Próximos passos após a queda do 10º andar em Ribeirão Preto

A divulgação do laudo oficial é o evento aguardado pelas partes envolvidas. O documento deverá indicar a data de conclusão nos próximos dias, segundo informação da Polícia Civil. Ele trará conclusões sobre resistência de materiais, tempo de voo da criança e papel exato de cada obstáculo. A depender das constatações, autoridades poderão recomendar atualização de normas internas no condomínio ou sugerir campanhas de orientação a moradores.

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