Previsão de chuva em Mato Grosso do Sul: fevereiro começa sob ZCAS, calor intenso e alertas de segurança

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Previsão de chuva em Mato Grosso do Sul aponta que o mês de fevereiro dará início a um período marcado por calor acima da média, alta umidade e temporais frequentes em diferentes cidades do estado, especialmente na capital Campo Grande. O cenário, detalhado pelos meteorologistas da Climatempo, decorre da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema que concentra grandes volumes de umidade e intensifica as precipitações.
- Entenda a previsão de chuva em Mato Grosso do Sul para o início de fevereiro
- ZCAS: mecanismo por trás da previsão de chuva em Mato Grosso do Sul
- Calor acima da média e alta umidade reforçam a previsão de chuva em Mato Grosso do Sul
- Campo Grande: cronograma diário de instabilidade
- Corumbá, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas: como ficam os próximos dias
- Orientações de segurança durante temporais
Entenda a previsão de chuva em Mato Grosso do Sul para o início de fevereiro
O primeiro fim de semana de fevereiro já apresenta os elementos que definirão o tom do mês: céu nublado, poucas aberturas de sol e pancadas de chuva de moderada a forte intensidade desde a madrugada. Segundo a Climatempo, a instabilidade atmosférica ganha força no domingo, 1º de fevereiro, e se estende até a quarta-feira, 4. Durante esse intervalo, as nuvens carregadas tendem a se formar com rapidez, mantendo o tempo abafado e com sensação de calor constante.
A amplitude térmica reduzida — mínima próxima de 22 °C e máxima girando entre 24 °C e 32 °C, a depender da localidade — reforça a sensação de ar pesado. A alta umidade relativa, característica do verão sul-mato-grossense, atua como combustível para as trovoadas vespertinas, limitando as chances de períodos prolongados de céu aberto.
ZCAS: mecanismo por trás da previsão de chuva em Mato Grosso do Sul
A Zona de Convergência do Atlântico Sul é o principal sistema meteorológico citado pelos especialistas para explicar a sequência de temporais prevista. Quando a ZCAS se forma, correntes de umidade provenientes da Amazônia e do Atlântico se alinham sobre o interior do país, criando uma espécie de “corredor” de nuvens densas. Essa faixa costuma favorecer precipitações volumosas e persistentes sobre áreas centrais e sudeste, alcançando também Mato Grosso do Sul.
No episódio atual, o fenômeno demonstra força já no dia 1º, porém a previsão indica enfraquecimento gradual a partir de 4 de fevereiro. Mesmo assim, o prognóstico da Climatempo não afasta a continuidade de pancadas isoladas ao longo da semana, uma vez que o calor e a umidade prosseguem elevados.
Calor acima da média e alta umidade reforçam a previsão de chuva em Mato Grosso do Sul
Além da convergência de umidade, a Climatempo projeta que fevereiro ficará mais quente do que a média histórica em Campo Grande. A anomalia positiva de temperatura, ilustrada em mapa divulgado pela empresa, coloca a capital em área com tendência de valores acima do esperado. Em paralelo, a umidade atmosférica permanece alta, criando ambiente propício para nuvens de desenvolvimento vertical.
Esse binômio — temperatura elevada e umidade abundante — sustenta a reincidência de pancadas intensas, muitas vezes acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. A ressalva dos meteorologistas é que, mesmo quando a chuva cai forte, o ar não refresca de forma duradoura; a umidade retida pelo solo e pela vegetação devolve calor ao ambiente, mantendo a sensação térmica elevada.
Campo Grande: cronograma diário de instabilidade
Na capital, o planejamento semanal da Climatempo detalha os seguintes cenários:
Segunda-feira, 2/2 – Chuva forte e trovoadas se distribuem ao longo do dia, com mínima de 23 °C e máxima de 25 °C. A probabilidade de precipitação é de 94%.
Terça-feira, 3/2 – O sol aparece entre muitas nuvens, mas a partir do fim da manhã o tempo volta a ficar fechado, e temporais são previstos para tarde e noite. Mínima de 22 °C, máxima de 26 °C e chance de chuva de 96%.
Quarta-feira, 4/2 – O sol surge em alguns momentos; porém, ainda há expectativa de chuva rápida durante o dia e à noite. Mínima de 22 °C e máxima de 25 °C, com 92% de chance de precipitação.
Quinta-feira, 5/2 – O padrão muda ligeiramente. Pancadas passageiras são esperadas, mas a noite tende a ficar firme. A temperatura sobe para 27 °C no pico; mínima mantém 22 °C. Possibilidade de chuva: 89%.
Sexta-feira, 6/2 – Nebulosidade variável, chuvas rápidas e termômetros alcançando 30 °C. A probabilidade de chuva cai para 84%, ainda assim elevada.
Corumbá, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas: como ficam os próximos dias
Fora da capital, os municípios mais citados pela Climatempo também vivenciam dinâmica semelhante — dias abafados, pancadas concentradas à tarde e índices pluviométricos altos.
Corumbá: Na segunda-feira, mínima de 25 °C e máxima de 32 °C, com chuvas rápidas. A terça reserva aumento de nuvens e pancadas mais fortes. Na quarta, instabilidade moderada. Quinta-feira deve registrar muitas nuvens, mas sem previsão de chuva (0% de chance), e a sexta retoma as pancadas, mantendo máxima de 34 °C.
Dourados: O início da semana é marcado por chuva forte e céu nublado, entre 22 °C e 25 °C. A terça traz chuvas rápidas; a quarta replica o padrão. Quinta apresenta pancadas à tarde com máxima de 32 °C. Na sexta, precipitação passageira durante o dia e tempo firme à noite, com chance de chuva em 53%.
Ponta Porã: Segunda-feira com chuva forte e máxima de 24 °C. Terça permanece chuvosa. Na quarta, chuvas rápidas cedem lugar a tempo firme à noite. Quinta concentra nuvens, sem chuva, e a sexta volta a ter pancadas matinais, com máxima de 31 °C.
Três Lagoas: Segunda inicia nublada, com temporal à tarde e 27 °C de máxima. Terça mantém chuva forte pela manhã e pancadas vespertinas. A quarta apresenta chuvas rápidas; quinta e sexta repetem o padrão, mas com elevação gradual das temperaturas até 31 °C.
Orientações de segurança durante temporais
Diante do risco de tempestades, a Climatempo recomenda precauções básicas para mitigar acidentes:
• Evitar sair de casa no auge do temporal.
• Não buscar abrigo sob árvores ou estruturas metálicas.
• Desconectar aparelhos eletrônicos da rede elétrica em caso de descargas.
• Motoristas devem reduzir a velocidade e não transitar por áreas alagadas.
• Em zonas urbanas, manter distância de bueiros, córregos e rios suscetíveis a transbordamentos rápidos.
A expectativa dos meteorologistas é que a Zona de Convergência do Atlântico Sul perca força a partir de quarta-feira, 4 de fevereiro. Até lá, as cidades sul-mato-grossenses seguem em alerta para chuvas intensas e temperaturas elevadas.

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