Ocupação hoteleira para o Carnaval 2026 chega a 91% no Rio e sinaliza temporada recorde

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Palavra-chave principal: ocupação hoteleira
A ocupação hoteleira para o Carnaval de 2026 na cidade do Rio de Janeiro já ultrapassa 91%, de acordo com levantamento conjunto do Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO) e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ). O estudo, divulgado em 12 de fevereiro, abrange o período oficial da festa — de 13 a 18 de fevereiro — e confirma procura intensa tanto na capital quanto no interior fluminense, onde a taxa média é de 80,71%.
- Ocupação hoteleira atinge picos entre Glória e Botafogo
- Comparativo anual destaca evolução do Carnaval carioca
- Interior fluminense confirma 80% de ocupação hoteleira
- Desfile das Campeãs prolonga demanda turística
- Rio Open 2026 mantém ocupação hoteleira em alta após o Carnaval
- Impacto econômico do período para a cadeia do turismo
- Visão geral dos principais destinos e próximos eventos
Ocupação hoteleira atinge picos entre Glória e Botafogo
O recorte por bairros revela que a faixa que vai da Glória a Botafogo apresenta a maior ocupação hoteleira do município, somando 96,91% dos quartos disponíveis já reservados. Este corredor, que concentra tradicionais hotéis de médio e alto padrão, está estrategicamente localizado próximo ao Aterro do Flamengo e à zona sul, facilitando o acesso a blocos de rua, estações de metrô e aos palcos oficiais da folia. Ipanema e Leblon aparecem logo em seguida, com 96,19%, reforçando o interesse dos turistas por áreas conhecidas mundialmente pelas praias e pela vida noturna.
No centro da cidade, região que inclui o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, a taxa de 95,42% demonstra a atratividade de se hospedar a poucos minutos dos desfiles das escolas de samba. Já Leme e Copacabana, tradicionais rotas de visitantes estrangeiros, registram 94,63%, enquanto o eixo Barra da Tijuca–Recreio–São Conrado mantém 86,97% de ocupação – percentual elevado para um bairro mais afastado dos principais blocos, mas que concentra grandes resorts e centros de convenções.
Embora o Carnaval de 2025 tenha encerrado com 98,62% de quartos ocupados na capital, o índice antecipado de 91% para 2026 indica tendência de manutenção de demanda, mesmo faltando dias para o início oficial da festa. Segundo o HotéisRIO, a permanência média dos hóspedes durante o feriado prolongado supera a observada no Réveillon, impulsionando não apenas a ocupação hoteleira, mas também o faturamento de bares, restaurantes, shoppings e serviços de transporte por aplicativo.
Alfredo Lopes, presidente do sindicato hoteleiro, ressalta que a estadia mais longa do Carnaval — somada à presença crescente de turistas internacionais — tende a superar os números do ano anterior. A análise institucional aponta ainda que a recuperação do turismo global, favorecida pela redução de restrições sanitárias e por câmbio atrativo para visitantes estrangeiros, contribui diretamente para manter os hotéis cheios em fevereiro.
Interior fluminense confirma 80% de ocupação hoteleira
Fora da capital, a ABIH-RJ identificou média de 80,71% de ocupação hoteleira nos principais municípios turísticos do estado. Arraial do Cabo e Miguel Pereira, ambos com 93,40%, lideram as reservas. A primeira, na Região dos Lagos, ganhou projeção internacional pelas águas transparentes, enquanto Miguel Pereira consolida-se como destino de clima ameno na Serra do Café.
Em Angra dos Reis, 90,30% dos leitos estão comprometidos. O arquipélago de ilhas particulares, aliado a marinas que recebem iates de alto padrão, transforma o município em polo náutico de alta procura. Já Paraty, com 83,70%, mantém o fluxo de viajantes interessados em seu centro histórico colonial e na programação de blocos tradicionais. Entre os destinos serranos, Nova Friburgo registra 81,80%, enquanto Teresópolis alcança 75,60%, confirmando a diversidade de roteiros procurados por foliões que buscam temperaturas mais amenas.
O presidente da ABIH-RJ, José Domingo Bouzon, observa que a forte procura se repete em hotéis e pousadas de menor porte, que oferecem infraestrutura focada em lazer familiar, piscinas climatizadas e programação temática de carnaval, fatores que ampliam o tempo de permanência do visitante.
Desfile das Campeãs prolonga demanda turística
A festa não termina na Quarta-Feira de Cinzas. Para os dias 20 e 21 de fevereiro, reservados ao Desfile das Campeãs, a média de reservas na capital atinge 85,13%. A frente Copacabana–Leme, com 97,14%, lidera novamente, seguida de Ipanema–Leblon (95,69%) e do trecho Glória–Botafogo (87,55%). O Centro, onde se localiza o Sambódromo, mantém 82,66%, enquanto Barra, Recreio e São Conrado reúnem 77,24%.
Os dados reforçam o apelo dos desfiles de sábado como atração independente, atraindo não apenas quem permaneceu no Rio durante todo o feriado, mas também visitantes que chegam especialmente para rever as seis escolas mais bem-colocadas. Esse fenômeno pós-carnaval sustenta a cadeia turística por mais alguns dias, garantindo ocupação elevada mesmo após o fim do período oficial.
Entre 14 e 22 de fevereiro, o Jockey Club Brasileiro recebe a edição de 2026 do Rio Open, torneio da série ATP 500 que ocorre na semana imediatamente posterior ao Carnaval. A previsão de ocupação hoteleira para essa janela é de 85,20%, sustentada por atletas, equipes técnicas, patrocinadores e público amante do tênis. A coexistência de dois eventos de grande porte no mesmo mês reforça o perfil do Rio de Janeiro como destino que alia agenda cultural intensa a esportes de elite.
Desde 2014, quando o Rio Open surgiu no calendário, o impacto na hotelaria tem sido consistente. A competição atrai profissionais de mídia internacional e torcedores estrangeiros, favorecendo a diversificação do mix de turistas que normalmente buscariam apenas as festas de rua. Alguns hotéis da zona sul criam pacotes combinando ingressos para arquibancadas principais e hospedagem, estratégia que visa manter taxas de ocupação acima de 80% durante todo fevereiro.
Impacto econômico do período para a cadeia do turismo
A elevada ocupação hoteleira gera reflexos diretos na arrecadação municipal. Com mais hóspedes por mais tempo, aumenta o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) incidente sobre diárias, alimentação e entretenimento. Além disso, o Sindicato dos Bares e Restaurantes da Cidade do Rio de Janeiro (SindRio) estima crescimento significativo nas vendas durante o Carnaval, impulsionado por visitantes que consomem em média três refeições diárias fora de casa.
Outro setor beneficiado é o de transporte. Empresas de aplicativos observam picos de demanda, sobretudo nos trajetos entre hotéis e blocos de rua, enquanto a concessionária do Metrô Rio historicamente amplia a oferta de trens em horários noturnos. No varejo, shoppings centers de Copacabana, Ipanema e Barra registram fluxo maior de turistas em busca de fantasias, souvenires e serviços de câmbio.
Para a mão de obra local, o período representa mais contratações temporárias. Hotéis reforçam equipes de recepção, governança e alimentos & bebidas; bares e restaurantes aumentam quadros de cozinha e salão; e agências de turismo empregam guias bilíngues para atender ao contingente crescente de estrangeiros, movimento salientado pelas entidades pesquisadoras como diferencial de 2026.
Visão geral dos principais destinos e próximos eventos
A análise consolidada dos números demonstra que o Rio de Janeiro mantém sua posição de liderança no turismo de eventos da América do Sul. A combinação de 91% de ocupação na capital, mais de 80% no interior e expectativa de 85% para o Desfile das Campeãs reforça a robustez do setor hoteleiro no estado. A proximidade imediata do Rio Open, entre 14 e 22 de fevereiro, prolonga o ciclo virtuoso para hotéis e demais serviços ligados à cadeia do turismo.
Com blocos autorizados, programação oficial nos palcos da Prefeitura e o Sambódromo operando em plena capacidade, a cidade se prepara para receber visitantes que, segundo projeções do trade, deverão elevar não apenas a ocupação hoteleira, mas também a visibilidade internacional do destino no calendário global de grandes festas.

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