Morte do enfermeiro Alex Pretti: conselheiro de Trump admite possível falha de protocolo e Casa Branca revê operação em Minneapolis

Morte do enfermeiro Alex Pretti: conselheiro de Trump admite possível falha de protocolo e Casa Branca revê operação em Minneapolis
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Um dos episódios mais tensos da recente política migratória dos Estados Unidos ganhou novo contorno após o conselheiro Stephen Miller reconhecer que a morte do enfermeiro Alex Pretti, baleado por agentes federais em Minneapolis, pode ter resultado de falhas no protocolo operacional.

Índice

Contexto imediato da morte do enfermeiro Alex Pretti

O caso teve início no sábado, quando Alex Pretti, 37 anos, foi atingido por disparos efetuados por integrantes da Patrulha de Fronteira (Customs and Border Protection – CBP) enviados a Minneapolis. De acordo com informações oficiais, a equipe federal havia sido deslocada ao estado de Minnesota para reforçar operações de proteção em meio a protestos ligados à pauta migratória. O incidente envolveu a formação de barreiras entre policiais locais e manifestantes, ambiente no qual Pretti acabou alvejado. O enfermeiro possuía autorização para porte de arma, mas, conforme documento mencionado na imprensa, não há indicação de que ele tenha sacado o revólver antes de ser agredido.

A morte do enfermeiro Alex Pretti ganhou rapidamente repercussão internacional. No mesmo fim de semana em que a tragédia ocorreu, vídeos exibindo a ação dos agentes se espalharam pelas redes sociais e por emissoras de TV, desencadeando protestos em várias cidades dos Estados Unidos. Organizações pró-armas, habitualmente aliadas do Partido Republicano, juntaram-se às manifestações contrárias à conduta da equipe federal, demonstrando o alcance do episódio.

Operação federal e o protocolo questionado na morte do enfermeiro Alex Pretti

Segundo fontes federais, o contingente enviado à Minneapolis deveria executar “operações rápidas” – método empregado para isolar possíveis ‘perturbadores’ dos grupos que estavam sendo detidos. Esse formato prevê delimitar zonas seguras, diminuir o tempo de contato entre policiais e manifestantes e, principalmente, evitar escaladas de violência. Porém, após a morte do enfermeiro Alex Pretti, a própria Casa Branca passou a investigar se tais diretrizes foram efetivamente seguidas.

Stephen Miller, figura conhecida por posições duras na pauta migratória, afirmou que “está sendo analisado por que a equipe da CBP pode não ter seguido o protocolo”. A declaração marca um contraste com discursos anteriores do assessor, que chegou a chamar Pretti de “aspirante a assassino”. A mudança de tom indica preocupação com a possibilidade de transgressão de regras internas definidas para missões urbanas.

Reação de Stephen Miller e mudança de discurso na morte do enfermeiro Alex Pretti

O recuo de Miller coincidiu com uma alteração perceptível no posicionamento do presidente Donald Trump. No sábado, pouco depois da notícia da morte do enfermeiro Alex Pretti se espalhar, Trump defendeu a atuação dos agentes federais e do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Entretanto, a partir de domingo à noite, o presidente passou a sinalizar intenção de “reduzir a tensão”.

Relatos publicados pelo Wall Street Journal indicam que lideranças do Partido Republicano alertaram a Casa Branca sobre o risco político embutido nas imagens de Pretti sendo baleado. O senador Lindsey Graham, importante aliado do governo, enviou mensagem particular recomendando a revisão da narrativa oficial, sob risco de desgaste junto ao eleitorado que apoia a pauta anti-imigração. Essa percepção foi compartilhada por integrantes do alto escalão, que temiam ver o caso eclipsar outras ações do governo na área de fronteiras.

Pressão política e protestos após a morte do enfermeiro Alex Pretti

Milhares de pessoas saíram às ruas em diferentes estados, reforçando a pressão contra a administração federal. Em Minneapolis, manifestantes concentraram-se em frente a prédios públicos e exigiram responsabilização dos agentes envolvidos na morte do enfermeiro Alex Pretti. A mobilização atraiu eco nacional, levando grupos de direitos civis, entidades de trabalhadores da saúde e até associações de portadores de armas a contestar a condução da operação.

Ao mesmo tempo, autoridades locais se viram no epicentro da crise. O governador Tim Walz, que integrou a chapa democrata nas eleições de 2024 como candidato a vice-presidente, recebeu telefonema de Trump na segunda-feira. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também entrou na interlocução. Na noite de segunda, Frey anunciou a concordância da Casa Branca em reduzir o efetivo federal na cidade, passo considerado estratégico para evitar novos confrontos.

Reorganização de comando: Bovino sai, Homan assume após morte do enfermeiro Alex Pretti

Outro reflexo direto da comoção foi a substituição na chefia local da Patrulha de Fronteira. Gregory Bovino, comandante responsável por supervisionar a operação, foi realocado para a Califórnia. Embora o governo negue demissão, a movimentação foi recebida como sinal de mudança de rumos. Para o lugar de Bovino, foi designado Tom Homan, conhecido como “czar da fronteira” na equipe de Trump.

Fontes do governo informaram à agência Reuters que Homan pretende abandonar “grandes operações de busca em bairros” e adotar abordagem “mais tradicional”. A estratégia visa diminuir a visibilidade de confrontos e minimizar episódios como a morte do enfermeiro Alex Pretti. Na terça-feira, Homan reuniu-se com o governador Walz e o prefeito Frey, reforçando o compromisso de rever métodos empregados.

Próximos passos da Casa Branca no caso da morte do enfermeiro Alex Pretti

Ainda na terça, Donald Trump expressou condolências à família do enfermeiro e declarou que está acompanhando a investigação. Questionado sobre declarações de assessores que chamaram Pretti de “terrorista doméstico”, o presidente respondeu não ter conhecimento da fala, mas reiterou que o enfermeiro “não deveria portar arma”. Minutos depois, voltou a afirmar que “reduziria um pouco a tensão” em relação às operações migratórias.

O Departamento de Segurança Interna permanece conduzindo a apuração interna para verificar se houve violação de protocolo por parte dos agentes envolvidos. A troca de comando na CBP, a revisão de métodos e a própria admissão de Stephen Miller indicam que o governo busca moldar uma resposta capaz de conter danos políticos enquanto prossegue a agenda de combate à imigração ilegal.

Por ora, a investigação oficial sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti segue sem data final definida, mas fontes da Casa Branca estimam que os resultados preliminares sejam apresentados nas próximas semanas, etapa que deverá nortear qualquer decisão disciplinar ou mudança definitiva na operação federal em Minneapolis.

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