Lula e Modi discutem expansão da parceria Brasil Índia em defesa, comércio e energia

Lula e Modi discutem expansão da parceria Brasil Índia em defesa, comércio e energia
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O telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro Narendra Modi abriu uma nova etapa da parceria Brasil Índia, com a definição de temas prioritários que serão aprofundados na visita oficial marcada para 19 a 21 de fevereiro. Em 45 minutos de conversa, os líderes identificaram frentes de cooperação em defesa, comércio, saúde, energia, ciência e tecnologia, além de discutirem minerais críticos, terras raras e biocombustíveis.

Índice

Parceria Brasil Índia: telefonema entre Lula e Modi abre nova fase

A ligação, realizada em 22 de janeiro, serviu como ponto de partida para alinhar posições e estabelecer uma agenda objetiva antes do encontro presencial. De um lado, o governo brasileiro busca elevar o nível de exportações e atrair investimentos; de outro, a Índia, com população superior a 1,4 bilhão de habitantes, apresenta demanda crescente por alimentos, energia e tecnologias que o Brasil dispõe. A sinergia identificada pelos dois chefes de Estado sustenta a percepção de que a parceria Brasil Índia pode avançar de maneira estruturada e de longo prazo.

Parceria Brasil Índia: áreas estratégicas na pauta de cooperação

Durante o diálogo, Lula e Modi revisaram sete campos considerados estratégicos:

Defesa – A cooperação inclui intercâmbio de conhecimento, treinamento de pessoal e possível participação conjunta em programas de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos.

Comércio – Ampliar o intercâmbio de bens e serviços é prioridade, sobretudo diante das negociações para expandir o acordo Mercosul-Índia. A expectativa é reduzir barreiras tarifárias e aumentar a diversidade dos produtos comercializados.

Saúde – Há interesse mútuo em compartilhar tecnologias de produção de medicamentos, além de fortalecer sistemas de vigilância epidemiológica e de atenção primária.

Energia – A Índia busca fontes renováveis e expertise em biocombustíveis, enquanto o Brasil pretende captar investimentos em infraestrutura energética.

Ciência e tecnologia – Projetos de pesquisa conjunta, incubação de startups e bolsas de estudo podem ser ampliados, reforçando a presença acadêmica e empresarial dos dois países.

Minerais críticos e terras raras – Com indústrias de alta tecnologia em expansão, a Índia demonstra interesse em fornecedores confiáveis de insumos estratégicos; o Brasil, detentor de reservas relevantes, enxerga oportunidade de valor agregado em cadeias produtivas.

Biocombustíveis – A liderança brasileira na produção de etanol e biodiesel pode apoiar políticas indianas de diversificação da matriz energética e redução de emissões.

Preparativos da viagem presidencial reforçam a parceria Brasil Índia

A presença de Lula em Nova Délhi será organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A missão empresarial, que já atraiu quase 200 executivos, tem como objetivo ampliar as relações comerciais e consolidar projetos de investimento. Cada integrante do setor privado custeará suas despesas, prática que, segundo a ApexBrasil, acelera a formação de uma agenda com grande participação do mercado.

Durante a estadia, a delegação brasileira deverá manter reuniões com as maiores empresas indianas que investem no Brasil. Esses encontros servirão para anunciar planos de aplicação de capital para os próximos quatro ou cinco anos, em setores como infraestrutura, tecnologia da informação, agronegócio e fármacos. Além disso, a ApexBrasil inaugurará seu escritório em Nova Délhi, o vigésimo instalado no exterior, ampliando a capacidade de apoiar exportadores e atrair capitais indianos.

Comércio bilateral: números que explicam o potencial da parceria Brasil Índia

O fluxo comercial entre os dois países demonstra espaço para crescimento. Em 2025, o Brasil importou cerca de US$ 8,5 bilhões em produtos indianos e exportou US$ 7 bilhões. A pauta de vendas brasileiras concentrou-se em quatro grupos:

• Petróleo bruto – 30% das exportações;
• Açúcar e melaço – 15%;
• Gorduras e óleos vegetais – 14%;
• Minério de ferro – 6%.

Mesmo com esses volumes, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, avalia que a participação do mercado indiano nas exportações brasileiras permanece aquém do potencial. A estratégia oficial envolve diversificar a lista de produtos vendidos, incorporando óleo combustível, defensivos agrícolas, medicamentos e peças automotivas. Pelo lado indiano, o Brasil importa itens farmacêuticos, produtos químicos e equipamentos de engenharia, setores que podem crescer em valor agregado quando as barreiras tarifárias forem revistas.

Expectativas para fevereiro e próximos passos da parceria Brasil Índia

Para concretizar a expansão, o governo brasileiro pretende envolver a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a pequena agricultura nacional em projetos de cooperação técnica. A meta é transferir conhecimento que ajude os milhões de pequenos produtores rurais indianos a aumentar produtividade e renda. Esse componente social adiciona dimensão de desenvolvimento à parceria Brasil Índia, indo além do comércio estritamente mercantil.

Também em fevereiro, líderes políticos do Mercosul e da Índia deverão avançar na revisão do acordo assinado em 2023, com foco na ampliação de preferências tarifárias. A sincronia entre esse debate e a viagem presidencial cria janela diplomática favorável para anunciar novos compromissos.

Com a programação concentrada entre 19 e 21 de fevereiro, o governo brasileiro, a ApexBrasil e o setor privado contabilizam a contagem regressiva para a visita que deverá marcar o próximo capítulo da parceria Brasil Índia.

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