Júri popular da chacina em festa infantil: oito réus serão julgados em Ribeirão das Neves

Júri popular da chacina em festa infantil: oito réus serão julgados em Ribeirão das Neves
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O processo criminal que ficou conhecido como a chacina em festa infantil chega a uma etapa decisiva em 13 de abril, quando oito acusados sentarão no banco dos réus do Tribunal do Júri da comarca de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles respondem por homicídio qualificado e tentativas de homicídio ligados ao ataque a tiros que interrompeu o aniversário do menino Heitor Felipe Moreira de Oliveira, de 9 anos, em 23 de maio de 2024.

Índice

Cronologia do crime: como a chacina em festa infantil chocou Ribeirão das Neves

De acordo com o processo judicial, a sequência dos fatos começou por volta do início da noite de 23 de maio de 2024, no bairro Areias de Baixo, onde familiares e amigos se reuniam para celebrar o nono aniversário de Heitor Felipe. Quando a comemoração transcorreu por algum tempo, dois homens armados invadiram o espaço e efetuaram diversos disparos contra os presentes. O alvo principal, segundo a investigação, era o pai do aniversariante, Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos.

Felipe Júnior recebeu 12 disparos e morreu no local. O próprio aniversariante foi atingido por quatro tiros e não resistiu. A prima Layza Manuelly de Oliveira, de 11 anos, recebeu dois disparos fatais. Outras três convidadas — uma adolescente de 13 anos, sua mãe, de 41, e uma jovem de 19 anos — ficaram feridas e foram socorridas para o Hospital Risoleta Neves, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A Polícia Militar foi acionada imediatamente. Testemunhas relataram que o pai do menino já vinha sendo ameaçado havia cerca de três meses, informação registrada no boletim de ocorrência. A corporação associou as ameaças ao suposto envolvimento de Felipe Júnior com grupos do tráfico de drogas no bairro Morro Alto, em Vespasiano, e a disputas por pontos de venda.

Quem são os oito réus do caso de chacina em festa infantil

O Ministério Público apresentou denúncia contra oito pessoas, apontadas como autores diretos ou indiretos do ataque. São elas:

Yago Pereira de Souza Reis
Agnes Danrlei Santos Nascimento
Fabiano Alves Campos
Flávio Celso da Silva
Leandro Roberto da Silva
Marcelo Alves Rodrigues
Pedro Paulo Ferreira Lima
Ivone Silva de Almeida

Todos respondem por homicídio qualificado — em razão do emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas — e por tentativas de homicídio. Na decisão de pronúncia, a Justiça concluiu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o grupo seja submetido a júri popular. A peça processual aponta, ainda, que o ataque teria sido motivado por disputas internas do tráfico de drogas.

Vítimas da chacina em festa infantil: perdas irreparáveis e feridos

O impacto do crime repercutiu de forma aguda pela morte de duas crianças e de um jovem pai. Heitor Felipe Moreira de Oliveira, o aniversariante, era integrante das categorias de base de dois clubes tradicionais do futebol mineiro: Atlético Mineiro e América Futebol Clube. Ao lado dele, a prima Layza Manuelly de Oliveira, de 11 anos, também não resistiu aos ferimentos. Ambas as famílias relataram a dor de perder crianças em um episódio de violência armada que tinha outro alvo declarado.

Além das mortes, uma adolescente de 13 anos, sua mãe de 41 e uma jovem de 19 ficaram feridas. Elas foram levadas para o Hospital Risoleta Neves, unidade que atende a região norte da capital e parte da Grande Belo Horizonte. Não houve, no processo, informações adicionais sobre sequelas de longo prazo dessas três sobreviventes, mas o Ministério Público incluiu as tentativas de homicídio no rol de acusações.

Motivação apontada: disputa pelo tráfico e ameaças anteriores

Conforme consta nos autos, a Polícia Militar registrou que Felipe Júnior Moreira Lima enfrentava ameaças há cerca de três meses. A corporação incluiu no inquérito relatos de testemunhas sobre o envolvimento dele com criminosos do bairro Morro Alto, em Vespasiano, município vizinho a Ribeirão das Neves. O contexto, segundo o Ministério Público, indica uma retaliação relacionada a pontos de venda de drogas.

Essas informações sustentam a tese de homicídio qualificado diante de motivação torpe, uma das circunstâncias que agravam a pena, caso os réus sejam condenados. A linha investigativa não apontou, até o momento, divergência relevante sobre o motivo do ataque, consolidando a narrativa de que a chacina em festa infantil foi desencadeada por conflitos no comércio ilícito de entorpecentes.

Júri popular marcado para 13 de abril: logística e segurança

A sessão do Tribunal do Júri está agendada para iniciar às 9h no fórum de Ribeirão das Neves. A juíza responsável determinou um esquema especial de segurança, com reforço policial dentro e fora do prédio. A decisão também autorizou, caso seja necessário, a participação de réus, advogados ou testemunhas por videoconferência.

Além das medidas de contenção, o Poder Judiciário local preparou um plano de contingência para controlar o acesso de público às dependências do fórum. A adoção de credenciamento prévio visa evitar tumultos e garantir a proteção dos envolvidos, considerando o histórico de ameaças e a repercussão social do crime.

Etapas processuais até o júri e próximos passos

Depois da fase de instrução, na qual foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, bem como os próprios réus, o juízo de Ribeirão das Neves pronunciou os oito denunciados. A pronúncia encerrou a discussão sobre provas preliminares e remeteu a decisão final sobre culpa ou inocência ao corpo de jurados leigos, como prevê a legislação brasileira para crimes dolosos contra a vida.

No dia 13 de abril, o sorteio dos sete jurados formará o Conselho de Sentença. Serão eles quem deliberarão, em sala secreta, sobre cada um dos quesitos relativos a autoria, materialidade e circunstâncias qualificadoras. Caso haja condenação, a juíza fixará a pena imediatamente após a leitura do veredicto.

A expectativa é de que o julgamento dure todo o dia, podendo avançar para datas subsequentes, caso surjam incidentes processuais ou seja necessário ouvir grande número de testemunhas. A dinâmica final dependerá da estratégia das partes e do andamento dos depoimentos.

A última informação formal disponível no processo indica que o júri popular da chacina em festa infantil permanece confirmado para 13 de abril, com início às 9h, no fórum de Ribeirão das Neves.

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