Hemocentro de Ribeirão Preto alerta para risco de suspensão de cirurgias por falta de sangue

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O Hemocentro de Ribeirão Preto, referência para aproximadamente 250 municípios do interior paulista, informou que seus estoques de sangue alcançaram níveis críticos e, se não houver reposição imediata, cirurgias em hospitais atendidos pela instituição poderão ser suspensas. O alerta foi divulgado após a constatação de que praticamente todos os tipos sanguíneos estão abaixo do mínimo necessário, com ênfase para o A negativo, que chegou a ficar zerado.
- Baixos estoques no Hemocentro de Ribeirão Preto acendem sinal de alerta
- Por que a demanda por sangue aumentou nos hospitais atendidos pelo Hemocentro de Ribeirão Preto
- Como a proximidade do carnaval interfere na captação do Hemocentro de Ribeirão Preto
- Requisitos para doar sangue e ajudar o Hemocentro de Ribeirão Preto
- Locais e horários de atendimento do Hemocentro de Ribeirão Preto e unidades associadas
- Consequências imediatas da falta de sangue no Hemocentro de Ribeirão Preto
Baixos estoques no Hemocentro de Ribeirão Preto acendem sinal de alerta
Conforme dados apresentados pela unidade instalada no campus da Universidade de São Paulo, a reserva de bolsas de sangue caiu de forma acentuada nas últimas semanas. De acordo com o supervisor de captação José Luiz Lagamba, duas forças ocorreram simultaneamente: de um lado, o aumento da demanda hospitalar motivado pela retomada das cirurgias eletivas após o período de festas; de outro, a redução do comparecimento de doadores.
Entre os oito principais tipos sanguíneos, apenas o O positivo conseguiu manter volume próximo do mínimo operacional, mas ainda assim abaixo do ideal. Os demais – A positivo, B positivo, AB positivo, O negativo, B negativo, AB negativo e, sobretudo, A negativo – ficaram em situação comprometida, limitando a capacidade da instituição de suprir transfusões de emergência e procedimentos programados.
Por que a demanda por sangue aumentou nos hospitais atendidos pelo Hemocentro de Ribeirão Preto
A volta das cirurgias eletivas, tradicionalmente suspensas ou reduzidas durante as festas de fim de ano, gerou um pico repentino no consumo de hemocomponentes. Procedimentos ortopédicos, cardiovasculares e de oncologia, por exemplo, requerem reservas compatíveis para garantir segurança ao paciente durante o ato cirúrgico.
Com 250 cidades vinculadas, o Hemocentro de Ribeirão Preto serve como intermediário entre a população doadora e as redes públicas e privadas de saúde. A instituição coleta, processa e distribui bolsas de sangue, hemácias, plaquetas e plasma. Quando o estoque fica insuficiente, hospitais precisam adiar cirurgias não emergenciais ou, em casos extremos, recorrer a unidades de fora da região, o que eleva custos e aumenta o tempo de espera do paciente.
A semana que precede o carnaval historicamente apresenta queda de comparecimento de doadores. Deslocamentos para viagens, mudança de rotina e eventos festivos diminuem a disponibilidade da população em visitar pontos de coleta. Paralelamente, acidentes rodoviários e situações de urgência tendem a aumentar, pressionando ainda mais o estoque.
Segundo Lagamba, o Hemocentro de Ribeirão Preto depende diretamente do envolvimento comunitário. Quando a sociedade deixa de doar, a própria sociedade sofre o impacto: transfusões de vítimas de trauma, parturientes, pacientes oncológicos e pessoas com doenças hematológicas tornam-se vulneráveis à falta de componentes sanguíneos essenciais.
Requisitos para doar sangue e ajudar o Hemocentro de Ribeirão Preto
Para reverter o cenário, a instituição convoca voluntários que atendam aos seguintes critérios:
• Estar em boas condições de saúde;
• Ter entre 16 e 69 anos;
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Apresentar documento oficial com foto.
Menores de 18 anos precisam de autorização formal do responsável legal. Há também orientações sobre períodos de inaptidão temporária: quem fez uso de antibióticos deve aguardar 15 dias após a última dose; sintomas recentes de gripe ou resfriado exigem afastamento de duas semanas; e casos de dengue implicam intervalo de 30 dias antes da doação.
Essas recomendações visam proteger tanto o doador quanto o receptor, garantindo que a bolsa coletada seja segura e eficaz. O Hemocentro destaca que todos os materiais utilizados são descartáveis e que o procedimento dura, em média, de 40 a 60 minutos, incluindo a triagem clínica, coleta e lanche de reposição.
Locais e horários de atendimento do Hemocentro de Ribeirão Preto e unidades associadas
Para otimizar o fluxo e evitar filas, a orientação é realizar agendamento prévio pelo site oficial ou pelo telefone 0800 979 6049. A seguir, os pontos de coleta vinculados ao Hemocentro de Ribeirão Preto com dias e horários de funcionamento:
• Hemocentro de Ribeirão Preto (Campus USP) – Segunda a sexta-feira, das 7h às 17h; sábados e domingos, das 7h às 12h30.
• Posto de Coleta da Rua Quintino Bocaiúva, 470 – Segunda, terça, quinta e sábado, das 7h30 às 12h30; quarta e sexta, das 7h30 às 11h50 e das 12h50 às 17h30.
• Hemonúcleo de Franca (Avenida Dr. Hélio Palermo, 4 181, Vila Santa Eugênia – entrada pela Rua Emílio Bertoni) – Segunda a sexta, das 7h às 13h; sábado, das 7h às 11h.
• Unidade de Bebedouro (Avenida Raul Furquim, 2 010, Jardim Júlia – anexa ao hospital) – Segunda a sábado, das 7h às 11h30. Em duas segundas-feiras por mês, a unidade opera em horário noturno alternativo, das 18h às 21h, abrindo no dia seguinte às 9h. Em doações realizadas às segundas ou terças-feiras, recomenda-se confirmar o horário pelo telefone (17) 3342-8817.
Consequências imediatas da falta de sangue no Hemocentro de Ribeirão Preto
Com o tipo A negativo zerado e os demais em queda, procedimentos emergenciais correm risco de não receber cobertura transfusional adequada. Em cirurgias de grande porte ou em atendimentos de urgência, cada minuto sem hemocomponentes pode ser determinante para a vida do paciente. Além disso, atrasos no cronograma de cirurgias eletivas afetam a fila de espera, prolongam sintomas de doenças e sobrecarregam a infraestrutura hospitalar.
O Hemocentro de Ribeirão Preto reforça que a coleta de sangue é contínua, pois os componentes têm prazo de validade: hemácias podem ser armazenadas por até 42 dias, enquanto plaquetas resistem apenas cinco. Portanto, a reposição precisa ser constante. A instituição salienta que a doação habitual – a cada dois meses para homens e a cada três para mulheres – contribui para manter reservas estáveis ao longo de todo o ano.
Com o carnaval se aproximando e o consumo hospitalar em alta, a última informação divulgada pelo Hemocentro de Ribeirão Preto é o pedido urgente para que voluntários agendem suas doações nos próximos dias, evitando assim a interrupção de cirurgias e garantindo assistência a pacientes de toda a região.

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