Grupo Katseye fecha palco Flying Fish do Lollapalooza com repertório curto e longas pausas de interação

O Grupo Katseye foi encarregado de concluir a programação do palco Flying Fish no último dia do Lollapalooza em São Paulo e, apesar da energia ininterrupta de suas integrantes, o repertório enxuto e as frequentes pausas para conversar com o público marcaram a apresentação.

Índice

Origem e formação do Grupo Katseye

A trajetória do Grupo Katseye começou nos Estados Unidos, onde o sexteto foi formado por meio de um reality show de competição. Essa origem televisiva explica a preocupação do conjunto com a performance visual, característica típica de grupos que surgem em programas do gênero. Em 2023, o grupo ganhou repercussão global após suas faixas “Gnarly” e “Gabriela” viralizarem no TikTok, plataforma essencial para a divulgação de artistas em ascensão. O padrão coreográfico, inspirado nos grandes atos femininos do K-pop como o Blackpink, se tornou uma assinatura do Katseye e ajudou a criar uma base de fãs numerosa nas redes sociais.

Integrantes do Grupo Katseye presentes no Lollapalooza

A formação apresentada no festival incluiu apenas cinco das seis artistas originais. Subiram ao palco Sophia Laforteza, das Filipinas; Lara Raj, norte-americana de ascendência indiana; Daniela Avanzini, de família latina; a norte-americana Megan Skiendiel; e a sul-coreana Yoonchae Jeong. Manon Bannerman, membro oficial do Katseye, afastou-se do projeto por tempo indeterminado e não participou do show em São Paulo.

Logo nos primeiros minutos da exibição, cada cantora se apresentou individualmente. Daniela, por exemplo, cumprimentou os presentes com um “beijo” em português, reforçando a tentativa de aproximação cultural. Já Lara, aplaudida com mais entusiasmo pela plateia, abriu o diálogo coletivo chamando o público de “gatinhas” e incitando todos a “ferver”. Essa introdução prolongada estabeleceu o tom de informalidade que permeou toda a performance.

Repertório reduzido desafia o Grupo Katseye no palco

O principal desafio enfrentado pelo Grupo Katseye foi preencher cerca de uma hora de show com um catálogo ainda limitado. O coletivo lançou até agora dois EPs: “Beautiful Chaos”, de 2023, responsável por “Debut” e “Gameboy”, e “Sis”, de 2024. Não há álbuns completos na discografia, o que reduziu as opções de faixas reconhecidas pelo público geral.

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A apresentação teve início com “Debut”, seguida de “Gameboy”. Embora os fãs posicionados nas primeiras fileiras reagissem com entusiasmo a cada coreografia, as filas mais distantes permaneceram menos engajadas, sobretudo quando músicas pouco conhecidas eram executadas. Até mesmo uma canção inspirada nas bonecas Monster High, incluída no set, mostrou recepção morna, ilustrando a dificuldade de manter o interesse contínuo em um repertório curto.

Interação intensa do Grupo Katseye com o público

Entre uma composição e outra, as artistas reservaram longos intervalos para diálogos. Após “Gabriela”, por exemplo, houve um período aproximado de quatro minutos sem música, direcionado a elogios ao público brasileiro, gritos de “Brasil” e declarações de empolgação para um retorno futuro. Em determinado momento, uma integrante chegou a se despedir antes da hora, corrigindo-se em seguida para evitar o encerramento prematuro.

Outro episódio que alongou o tempo total do show foi a sessão de fotos. As cinco artistas ajoelharam-se à beira do palco, posaram com o público ao fundo e registraram a cena em diferentes ângulos. Enquanto as imagens eram capturadas, as faixas projetadas para o restante da apresentação aguardavam para ser executadas, estendendo o intervalo entre blocos musicais.

Influências e ambições do Grupo Katseye

A estética adotada pelo Katseye remete à era de ouro dos girl groups e boy bands dos anos 2000. Fãs presentes no Lollapalooza verbalizaram a esperança de ver o conjunto alcançar níveis comparáveis ao Pussycat Dolls ou ao Fifth Harmony, este último frequentemente citado como referência de sucesso mais recente dentro desse formato. O desejo declarado pelas integrantes é resgatar a combinação de coreografias marcantes, refrões de fácil memorização e identidade visual forte, elemento que impulsionou a popularidade de formações anteriores.

A inspiração direta em Blackpink manifesta-se nos giros, chutes altos e nos braços erguidos sincronizados que as artistas mantiveram do início ao fim. Em um trecho do show, chegaram a tentar montar uma sobre a outra, recurso cênico visto com frequência em coreografias de K-pop.

Perspectivas futuras após a passagem pelo Lollapalooza

Ao final da apresentação no palco Flying Fish, reservado a atrações menos conhecidas, o Grupo Katseye reforçou o compromisso de voltar ao Brasil, classificando a “energia brasileira” como “surreal”. O próximo passo prático para o quinteto ainda não foi detalhado, mas, com dois EPs divulgados e poucos singles amplamente reconhecidos, o desafio imediato parece ser a ampliação do catálogo para sustentar shows de maior duração sem recorrer a pausas extensas.

Enquanto isso, a ausência de Manon Bannerman permanece em aberto. A continuidade do projeto como quinteto ou o eventual retorno da integrante que se afastou são elementos que devem influenciar a dinâmica futura do Katseye. Para os fãs que acompanharam o encerramento do palco Flying Fish, a expectativa gira em torno de novos lançamentos que consolidem o grupo além do sucesso inicial conquistado no TikTok.

O Lollapalooza encerrou sua edição dominical com a performance do Katseye no dia 22, posicionando o conjunto nas derradeiras horas do evento e lhes oferecendo uma vitrine para comprovar seu potencial ao vivo, apesar das limitações de repertório evidenciadas durante o show.

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