Doenças neurológicas: OMS cobra ação global urgente

Doenças neurológicas: OMS cobra ação global urgente
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Doenças neurológicas afetam hoje cerca de 3,3 bilhões de pessoas no planeta, segundo novo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A agência informou que esses distúrbios, muitas vezes evitáveis ou tratáveis, provocam mais de 11 milhões de mortes por ano e exigem prioridade imediata nas agendas públicas.

O relatório divulgado nesta terça-feira (14) aponta que apenas 63 nações mantêm políticas específicas para essas enfermidades e, dentro desse grupo, somente 34 destinam recursos exclusivos para tratamento e pesquisa.

Doenças neurológicas: OMS cobra ação global urgente

Entre as condições que mais geram mortes e incapacidade estão acidente vascular cerebral (AVC), enxaqueca, doença de Alzheimer e outras demências, meningite e epilepsia idiopática. A OMS defende uma resposta “baseada em evidências e coordenada” para ampliar o cuidado neurológico, sobretudo em áreas rurais e comunidades negligenciadas, onde o acesso a especialistas é limitado.

O vice-diretor-geral da agência, Jeremy Farrar, ressaltou que “mais de uma em cada três pessoas convive com problemas que afetam o cérebro, muitas vezes sem diagnóstico nem tratamento adequados”. Ele lembrou que o estigma social, a exclusão e o impacto financeiro agravam ainda mais a situação dos pacientes.

Um dos principais obstáculos é a distribuição desigual de profissionais: países de baixa renda têm até 80 vezes menos neurologistas que as nações ricas. Essa carência compromete o diagnóstico precoce, o acompanhamento e a reabilitação, tornando inalcançável a meta de cuidados contínuos para grande parte da população.

A falta crônica de financiamento também entrava avanços científicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, recursos limitados em pesquisa impedem a formulação de políticas eficazes, especialmente em países de baixa e média renda. Além disso, só 46 governos oferecem serviços formais de cuidadores e 44 garantem proteção legal a esses profissionais, o que resulta em trabalho informal sem reconhecimento ou suporte.

Diante desses dados, a OMS conclama governos a incluir a saúde cerebral em seus orçamentos, fortalecer a formação de especialistas e ampliar a cobertura de medicamentos e terapias. A agência reforça que inúmeras doenças neurológicas podem ser prevenidas com programas de controle de fatores de risco, como hipertensão e infecções, ou tratadas com intervenções já disponíveis.

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Imagem: shutterstock/askarim

zairasilva

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