Críticas dividem opiniões sobre O Morro dos Ventos Uivantes: nova versão foca na química de Margot Robbie e Jacob Elordi

Críticas dividem opiniões sobre O Morro dos Ventos Uivantes: nova versão foca na química de Margot Robbie e Jacob Elordi
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O Morro dos Ventos Uivantes, adaptação dirigida por Emerald Fennell e estrelada por Margot Robbie e Jacob Elordi, chega aos cinemas brasileiros em 12 de fevereiro de 2026 cercada por uma incomum polarização crítica. A obra, que se anuncia como uma interpretação pessoal da diretora para o romance gótico de Emily Brontë, reúne elogios entusiasmados e reprovações severas antes mesmo de sua estreia comercial.

Índice

Origem, enredo e motivações por trás de O Morro dos Ventos Uivantes

Ambientado entre o fim do século XVIII e o início do XIX, o enredo acompanha a ligação turbulenta entre Catherine Earnshaw, descrita como livre e determinada, e Heathcliff, personagem atormentado que oscila entre a dor e a crueldade. A releitura de Emerald Fennell preserva essa narrativa central de paixão, obsessão e vingança, mas opta por sublinhar aspectos considerados mais sensoriais, evidenciando o atrito emocional e físico que une o casal.

A produção passa a integrar o portfólio da Warner Bros. e adota aspas no título em peças de divulgação, sinalizando a intenção de oferecer uma lente autoral sobre o material-fonte. O recurso reforça a liberdade criativa para enfatizar elementos de choque, traço que já havia marcado “Saltburn”, obra anterior da cineasta.

Elenco de destaque e contribuições artísticas em O Morro dos Ventos Uivantes

Dois nomes australianos lideram o projeto: Margot Robbie (35 anos) assume Catherine, enquanto Jacob Elordi (28 anos) interpreta Heathcliff. A dupla carrega histórico de projeção internacional — Robbie consolidada por papéis de impacto como em “Barbie” e Elordi reconhecido por personagens intensos em dramas recentes. A trilha sonora ficou a cargo da cantora e compositora Charli XCX, conhecida pelo álbum “Brat”, o que adiciona uma camada musical contemporânea à ambientação de época.

A equipe de criação realça também o conceito de estética camp — marcado pelo exagero e pela teatralidade — característica detectada por diversos analistas. Tal orientação se revela em figurinos propositadamente dramáticos, na cenografia repleta de texturas marcantes e em sequências que aludem a práticas de BDSM, um dos fatores que acentuam o tom provocativo da obra.

A divisão crítica: elogios e reservas sobre O Morro dos Ventos Uivantes

A recepção pré-lançamento demonstra uma clara cisão entre a imprensa especializada. No espectro positivo, colunistas como Robbie Collin, do The Telegraph, classificaram o filme com a pontuação máxima, celebrando-o como extravagante, viscoso e selvagem. Para esse grupo, a estilização não substitui, mas sim incorpora a substância, transformando figurinos, cenários e gestos em extensões do estado emocional dos protagonistas.

No centro da escala, avaliadores como Danny Leigh, do Financial Times, atribuíram três estrelas. Leigh reconheceu um crescimento de tensão sexual que, para ele, aproxima o ambiente de uma produção da série “Carry On”, ainda que considere o conjunto envolvente a ponto de a trilha de Charli XCX se tornar quase imperceptível em meio à narrativa.

Também com três estrelas, Donald Clarke, do Irish Times, notou que, apesar da aura de desconstrução, a estrutura do texto de Brontë permanece surpreendentemente preservada. Beth Webb, da revista Empire, enfatizou a “energia eletricamente erótica” sustentada por Elordi, bem como a perícia técnica do desenho de produção.

No extremo oposto, críticos como Peter Bradshaw, do The Guardian, concederam apenas duas estrelas, descrevendo a obra como emocionalmente vazia e comparando-a a um ensaio fotográfico de moda dominado por frivolidade. Dulcie Pearce, do The Sun, partilhou percepção semelhante, observando que a película privilegiaria cenas de cunho sexual em detrimento de camadas narrativas profundas. Clarisse Loughrey, do The Independent, foi ainda mais dura, apontando interpretações à beira da pantomima e sugerindo que a produção rotulava classes sociais de modo simplista.

Entre as avaliações negativas adicionais surgem as de Kevin Maher, do The Times, que enxergou superficialidade na construção de Heathcliff, e Brian Viner, do The Daily Mail, que atribuiu duas estrelas. Há, no entanto, quem considere o resultado o melhor trabalho de Fennell até o momento, caso de David Sims em publicação no The Atlantic, para quem o filme oferece experiência carnal intensa no cinema.

Como o estilo camp, a trilha de Charli XCX e as escolhas de direção influenciam a narrativa

A nova edição de O Morro dos Ventos Uivantes enfatiza cores saturadas, texturas fortes e enquadramentos que remetem a editoriais de moda. Corpetes rasgados, iluminação propositalmente dramática e interações físicas explicitamente coreografadas compõem a estética. Essa moldura visual, segundo algumas resenhas, converte a atmosfera gótica tradicional em um espetáculo de maximalismo que pretende transportar o espectador para o íntimo dos protagonistas.

No campo sonoro, a assinatura de Charli XCX contribui para contrastar uma trilha contemporânea com o cenário de época. Críticos que elogiaram a obra destacaram que a música reforça a pulsação dos sentimentos de Cathy e Heathcliff; opositores julgam que tal modernização pode distanciar a adaptação da melancolia original escrita por Brontë.

Calendário de lançamento, ambientação promocional e expectativa do público

A pré-estreia no Reino Unido contou com tapete vermelho transformado para se assemelhar às charnecas de Yorkshire, ambiente onde a história se passa. A estratégia de marketing se vale do debate gerado pela controvérsia crítica como motor de curiosidade. Para a distribuidora, o buzz funciona como convite a que o público descubra por si mesmo se a estilização prevalece ou se a essência do romance permanece intacta.

No Brasil, a chegada de O Morro dos Ventos Uivantes às salas de cinema está confirmada para 12 de fevereiro de 2026. A janela de lançamento em data única nacional concentra as atenções e alinha o país ao circuito global, permitindo que as discussões internacionais influenciem a recepção doméstica. A convergência de estrelas consolidadas, trilha pop e assinatura autoral de Fennell cria expectativa de desempenho sólido nas bilheterias, ainda que persista a curiosidade sobre como espectadores reagirão a uma leitura mais explícita de um clássico vitoriano.

Com opiniões que variam de entusiásticas a profundamente críticas, a obra chega aos cinemas sustentada por um equilíbrio raro entre altos riscos artísticos e forte apelo comercial. O veredito final caberá ao público a partir da data de estreia, quando a produção enfim poderá ser julgada além das páginas dos jornais e portais especializados.

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