Cesta básica mais cara: Preço dos alimentos sobe em janeiro e pressiona inflação; veja vilões

Visão de um carrinho de compras com arroz e tomates dentro de um supermercado, destacando o custo da cesta básica
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Por Redação Online Digital | 27 de janeiro de 2026

O bolso do consumidor brasileiro começou o ano de 2026 sob pressão. De acordo com o levantamento mais recente do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor médio da cesta básica registrou alta em 14 das 17 capitais pesquisadas nas primeiras semanas de janeiro. Este aumento reflete diretamente na inflação oficial do país, impactando principalmente as famílias de baixa renda, que destinam a maior parte do orçamento para a alimentação.

A alta acumulada no início deste ano é atribuída a fatores climáticos, como o excesso de chuvas em regiões produtoras de hortifrúti, e ao aumento nos custos de logística e frete. O acompanhamento detalhado dos preços por capital pode ser conferido mensalmente no portal oficial do DIEESE.

Índice

Os vilões do mês: O que mais subiu no supermercado

Entre os itens que mais pressionaram o custo da cesta básica em janeiro, o destaque negativo fica para o feijão, o arroz e o óleo de soja. O feijão, em especial, sofreu com a quebra de safra em importantes regiões do Paraná e Minas Gerais, elevando o preço nas prateleiras em quase 12% em algumas cidades. O arroz também mantém a tendência de alta devido à forte demanda externa, que reduz a oferta no mercado interno brasileiro.

Além dos grãos, as proteínas animais também registraram reajustes. Embora o preço do boi gordo tenha apresentado estabilidade no campo, o custo da carne bovina no varejo continua elevado para o consumidor final devido aos repasses da cadeia de distribuição. Para entender como esses aumentos influenciam o índice oficial de inflação, você pode acessar os dados do IBGE (IPCA).

Impacto no poder de compra e estratégias de economia

Com a cesta básica custando mais da metade de um salário mínimo em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o poder de compra do brasileiro segue desafiado. Economistas sugerem que o consumidor substitua itens de marcas líderes por marcas próprias dos supermercados e priorize a compra de frutas e legumes da estação, que tendem a ter preços menores.

A pesquisa de preços entre diferentes redes de atacarejo e o aproveitamento de dias de ofertas (como a "quarta-feira do hortifrúti") tornaram-se estratégias essenciais para fechar o mês sem dívidas. Para comparar a variação de preços de alimentos em sua região, o portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário oferece boletins semanais sobre a comercialização nas Ceasas.

Perguntas Frequentes sobre a Alta dos Alimentos em 2026

Qual a capital com a cesta básica mais cara atualmente? Historicamente, São Paulo apresenta o maior valor nominal para a cesta básica, seguida por Florianópolis e Porto Alegre, devido aos custos de vida e logística dessas metrópoles.

Por que o preço dos alimentos sobe tanto no verão? O verão é marcado por chuvas intensas e ondas de calor extremo, que prejudicam a colheita de folhas e legumes sensíveis, reduzindo a oferta e elevando os preços rapidamente.

Existe previsão de queda no preço do arroz e feijão? A tendência é de estabilização apenas a partir do final do primeiro trimestre, quando a entrada da nova safra de verão deve normalizar os estoques e aliviar os preços.

Como o aumento da cesta básica afeta o salário mínimo? O DIEESE calcula mensalmente o "salário mínimo necessário" para suprir as necessidades de uma família, e a alta da cesta básica costuma mostrar que o mínimo oficial está abaixo do ideal para o custo de vida atual.

Onde posso denunciar preços abusivos nos supermercados? Caso o consumidor identifique aumentos injustificados ou preços muito acima da média de mercado, deve registrar uma queixa no Procon de seu estado ou município.

Para conferir os índices detalhados da inflação oficial e como eles são calculados, aceda ao portal do IBGE (GOV.br).

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