Celebridades enfrentam cobrança por samba no pé e intensificam preparação para brilhar na Sapucaí

Celebridades enfrentam cobrança por samba no pé e intensificam preparação para brilhar na Sapucaí
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O samba no pé deixou de ser apenas um requisito técnico para passistas profissionais e passou a figurar como ponto de avaliação determinante para celebridades convidadas a desfilar como musas na Marquês de Sapucaí. A temporada de desfiles deste ano expôs uma cobrança crescente por presença em ensaios, participação ativa na comunidade e, sobretudo, domínio do ritmo que dá corpo ao espetáculo mais emblemático do carnaval carioca.

Índice

Por que o samba no pé se tornou prova de comprometimento

De acordo com o panorama traçado pelas próprias musas, a exigência por um samba no pé convincente vai além da estética. O ponto central é o respeito à história das escolas e às comunidades que sustentam a tradição carnavalesca durante todo o ano. Com milhares de moradores envolvidos em oficinas de costura, galpões de alegorias e ensaios de rua, a entrada de personalidades conhecidas nos principais setores dos desfiles carrega a expectativa de que o espaço seja ocupado por quem esteja disposto a honrar esse esforço coletivo.

A visibilidade das figuras públicas costuma atrair patrocinadores, imprensa e público adicional; porém, a comunidade tem buscado garantir que esse destaque não ofusque a essência cultural do carnaval. A cobrança, portanto, surge como salvaguarda simbólica: se a celebridade domina o compasso do samba, passa a ser vista como parte integrante—e não mera visita ilustre—na Avenida.

Rotina de ensaios: aulas intensivas e foco no samba no pé

Para alcançar o patamar exigido, cada musa adotou um planejamento de treinos sistemático. Bruna Griphao, atriz que frequentava camarotes desde a infância, passou a frequentar aulas de samba assim que aceitou o convite do Acadêmicos do Salgueiro. Segundo sua experiência, a preparação técnica foi decisiva para sentir segurança diante das arquibancadas lotadas. As lições incluíram alinhamento de postura, transferência de peso e coordenação de braços—detalhes que, juntos, traduzem o balanço característico do samba no pé.

Cíntia Dicker, modelo habituada a acompanhar o carnaval ao lado do marido Pedro Scooby, relatou ter seguido um cronograma de três aulas semanais desde outubro sob orientação do coreógrafo Carlinhos, da mesma agremiação. Embora reconheça a distância que a separa do nível das passistas profissionais, Dicker avalia que o treinamento constante foi fundamental para apresentar evolução perceptível entre os primeiros passos e a noite do desfile.

Outra veterana de mídia, Renata Frisson, a Mulher Melão, atua há 18 anos na Sapucaí e, mesmo com tamanha experiência, decidiu aprimorar sua técnica. A musa explica que, historicamente, sua função se concentrou em representar personagens temáticos e exibir fantasias elaboradas, enquanto o posto de passista ficava com expoentes da bateria. O cenário atual, porém, elevou o parâmetro de avaliação, motivando-a a retornar às salas de aula.

Estreantes, veteranas e a memória de avenida: experiências distintas na busca pelo samba no pé

No Salgueiro, a lista de convidadas reúne nomes em diferentes estágios de vivência carnavalesca. Lívia Andrade marca presença recorrente como destaque da escola e, nesta edição, divide holofotes com Gkay, influenciadora que também integra o time de musas. Embora o texto original mencione o grupo apenas em bloco, a simples citação de ambas reforça a amplitude do leque de celebridades atraídas pela agremiação.

Em contraste, a Unidos de Vila Isabel conta com Gabi Martins, cantora e ex-participante de reality show, que já completa cinco anos de história na escola. Alvo de críticas no primeiro desfile, Martins respondeu intensificando a frequência de treinos—três a quatro sessões semanais—para ganhar consistência nos movimentos. Sua trajetória ilustra a curva de aprendizado que muitas figuras midiáticas percorrem até conquistar reconhecimento da ala de passistas e do público especializado.

Pressão das redes sociais e viralização de vídeos ampliam fiscalização do público

O ambiente digital impulsionou a transparência sobre os bastidores carnavalescos. Vídeos curtos de ensaios, transmitidos em tempo real, viralizam e colocam celebridades e sambistas lado a lado no feed de usuários. Quando a performance de um destaque não atende às expectativas, a repercussão é imediata, potencializando a cobrança. Esse fenômeno fortalece a atuação de integrantes da comunidade que, munidos de celulares, mostram seu trabalho e, ao mesmo tempo, monitoram o preparo dos convidados famosos.

Tanto o Salgueiro quanto a Vila Isabel colhem repercussão desse novo contexto. Para as escolas, a visibilidade traz benefícios financeiros e midiáticos, mas exige contrapartida de qualidade artística. Já para as celebridades, cada curtida ou compartilhamento representa termômetro de aprovação que pode alavancar ou desgastar a imagem pública.

Função das musas, respeito às passistas e equilíbrio de papéis na Avenida

Historicamente, a categoria “musa” se diferencia da ala de passistas. Enquanto as passistas carregam a missão de sustentar o canto da bateria com passos complexos em sincronia, as musas protagonizam setores estratégicos—como carros alegóricos ou alas de abertura—para realçar narrativa temática, figurinos luxuosos e presença cênica. Ainda assim, a evolução dos desfiles diluiu fronteiras, resultando na exigência para que musas demonstrem pelo menos o básico do samba no pé.

Mulher Melão reforça essa divisão de funções ao declarar que “quem samba é passista”, mas admite que aprimorar a técnica é saudável para valorizar a festa. Sob o mesmo prisma, Gabi Martins destaca a importância de “pedir licença” às passistas para ocupar espaço de forma respeitosa. Esses depoimentos evidenciam a busca por equilíbrio entre o estrelato midiático e a valorização de quem sustenta o carnaval nos ensaios diários, longe dos flashes.

Compromisso contínuo: da Marquês de Sapucaí ao calendário pós-desfile

A maratona das musas não termina com a passagem na noite oficial. O Salgueiro volta à pista no Sábado das Campeãs, evento reservado às seis escolas com pontuações mais altas do Grupo Especial. A presença confirmada de celebridades como Lívia Andrade, Bruna Griphao, Cíntia Dicker e Mulher Melão reforça a necessidade de manter o condicionamento físico e a memória coreográfica ativa, sob risco de os holofotes revelarem quedas de rendimento.

Na mesma linha, Vila Isabel conta com Gabi Martins para nova apresentação na mesma data. A cantora encara o retorno como oportunidade de demonstrar o progresso conquistado desde o primeiro ano. Dessa forma, a cobrança exercida pela comunidade e potencializada pelas redes sociais assume caráter de ciclo: começa nos ensaios, atinge o auge no desfile principal e se renova no Sábado das Campeãs, mantendo viva a exigência por excelência.

Com o calendário estendido, as musas reafirmam a disposição de participar de eventos beneficentes, ensaios de agradecimento e reuniões internas das escolas. Esse engajamento sinaliza que o samba no pé não é apenas técnica aprendida para uma noite; é elo de compromisso que se prolonga até o anúncio da próxima temporada carnavalesca.

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