BC Protege+ bloqueia quase 7 mil contas fraudulentas e se consolida como nova barreira contra golpes bancários

BC Protege+ bloqueia quase 7 mil contas fraudulentas e se consolida como nova barreira contra golpes bancários
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O BC Protege+, serviço gratuito lançado pelo Banco Central para dificultar fraudes de identidade, barrou 6.879 tentativas de abertura de contas ilícitas apenas nos primeiros sete dias de funcionamento. No mesmo período, 238,6 mil pessoas ativaram a proteção e as instituições financeiras consultaram o sistema 5,2 milhões de vezes antes de efetivar novos cadastros.

Índice

Resultados iniciais do BC Protege+ na primeira semana

Os números divulgados pelo Banco Central referem-se às informações coletadas até 16h15 da sexta-feira, 5 de abril, data que completou exatos quatro dias úteis desde a liberação do recurso. O balanço aponta que as quase sete mil tentativas frustradas de abertura de conta representam todas as ocasiões em que algum fraudador tentou registrar uma conta-corrente, poupança ou conta de pagamento pré-paga usando dados de terceiros que já haviam ativado a proteção.

Além do volume de contas bloqueadas, o relatório evidencia a rápida adesão da população. Com 238,6 mil cadastros, o BC Protege+ saltou de zero para quase um quarto de milhão de usuários em menos de uma semana. Esse ritmo de adesão foi acompanhado por 5,2 milhões de consultas efetuadas por bancos, cooperativas de crédito, fintechs e demais instituições autorizadas, mostrando que o mercado incorporou o procedimento de checagem quase imediatamente ao processo de onboarding de clientes.

Como o BC Protege+ funciona na prática

A ferramenta opera como um sinal de bloqueio mantido em uma base centralizada do Banco Central. Quando o cidadão ou a empresa decide ativar a proteção, o sistema registra a preferência no ambiente Meu BC, área que exige login gov.br de nível prata ou ouro, além de verificação em duas etapas. A partir desse momento, qualquer instituição que realize a consulta antes de abrir uma conta recebe o alerta de que aquela pessoa ou organização não permite novas titularidades ou representações em contas de terceiros.

A consulta é obrigatória e precisa ocorrer antes da conclusão do cadastro. Se o sinal retornar ativo, o processo é interrompido automaticamente, prevenindo que o golpista conclua o golpe. A base de dados, portanto, serve como camada extra de autenticação, pois reforça que a vítima não está interessada em novos produtos financeiros naquele momento.

Passo a passo para ativar o BC Protege+ no Meu BC

O procedimento de adesão foi desenhado para ser simples e inteiramente digital. Primeiro, o usuário acessa o Meu BC com a credencial gov.br em nível prata ou ouro. Em seguida, localiza o serviço BC Protege+ no catálogo de funcionalidades e seleciona a opção “Ativar proteção”. O sistema confirma a escolha e registra a informação em caráter imediato.

Para quem for representante de empresa com cadastro no gov.br, também é possível efetuar o bloqueio em nome da organização, seguindo as mesmas etapas. Caso o titular precise abrir uma conta futuramente, basta retornar ao serviço e desativar a proteção de forma temporária. O Banco Central recomenda agendar a reativação automática para garantir que o escudo seja religado depois do procedimento desejado. Todo o processo é gratuito e pode ser repetido quantas vezes o usuário julgar necessário.

BC Protege+ oferece camada extra contra fraudes de identidade

Fraudes de identidade e abertura de contas laranjas estão entre os principais desafios do sistema financeiro digital. Golpistas costumam utilizar documentos roubados ou vazados para contratar serviços, movimentar valores ilícitos e praticar lavagem de dinheiro. Ao impedir a criação dessas contas em nome de vítimas inocentes, o BC Protege+ busca reduzir prejuízos financeiros, mitigar transtornos burocráticos e, em última instância, enfraquecer redes de lavagem de capitais.

Além disso, a iniciativa contribui para a eficiência dos processos de “Conheça Seu Cliente” (KYC, na sigla em inglês), obrigatórios para instituições financeiras. Ao consultar a preferência registrada no Banco Central, os bancos ganham uma verificação adicional que ajuda a confirmar a intenção do solicitante, reforçando a integridade do cadastro.

Impacto do BC Protege+ para cidadãos e empresas

Para pessoas físicas, a principal vantagem é a tranquilidade de saber que ninguém poderá abrir produtos financeiros sem autorização. Isso evita surpresas como dívidas inesperadas, registros negativos em bureaus de crédito ou investigações relacionadas a lavagem de dinheiro. Para empresas, o benefício multiplica-se, já que contas corporativas irregulares podem servir para escoar recursos ilícitos em nome da marca, gerando risco reputacional e penalidades.

Outra consequência direta recai sobre o ecossistema de pagamentos instantâneos. Ao diminuir o número de contas maliciosas, o Banco Central aumenta a confiabilidade de transferências via Pix e de outras modalidades digitais. Instituições financeiras também tendem a reduzir custos com análises de fraude, uma vez que o BC Protege+ sinaliza, logo de partida, a incompatibilidade entre a intenção do golpista e a vontade do titular legítimo dos dados.

Decisão paralela sobre Pix Parcelado reforça foco em segurança

No mesmo período em que apresentou o balanço do BC Protege+, a diretoria do Banco Central anunciou a desistência de criar uma regulamentação específica para o Pix Parcelado. A entidade também proibiu o uso comercial da expressão “Pix Parcelado”, embora expressões como “Pix no crédito” e “Parcele no Pix” continuem autorizadas. A decisão foi comunicada durante reunião do Fórum Pix, em Brasília, e endossa a estratégia da autoridade monetária de priorizar medidas que reduzam riscos operacionais e de segurança antes de expandir funcionalidades.

Com a retirada das regras exclusivas para parcelamento e a implantação do BC Protege+, o Banco Central mantém o foco em fortalecer mecanismos antifraude. A combinação dessas duas ações indica uma diretriz institucional que privilegia a proteção do usuário e a confiabilidade do sistema, fatores críticos para sustentar o avanço dos serviços digitais de pagamento e de gestão financeira no país.

O próximo balanço oficial do BC sobre o BC Protege+ deverá detalhar a evolução das adesões e o número total de contas bloqueadas, oferecendo nova oportunidade para medir o alcance da ferramenta e seu impacto contínuo na prevenção de golpes bancários.

zairasilva

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