Adolescente em coma após discussão por chiclete: entenda a investigação sobre o piloto Pedro Turra

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O caso do adolescente em coma depois de uma discussão por chiclete mobiliza familiares, autoridades e opinião pública no Distrito Federal. A ocorrência, registrada na saída de uma festa em Vicente Pires, resultou na prisão do piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e abriu espaço para novas denúncias de violência atribuídas ao investigado. A seguir, o leitor encontra uma reconstrução minuciosa dos fatos, do perfil dos envolvidos e do estágio atual das investigações.
- Discussão por chiclete termina com adolescente em coma
- Quem é Pedro Arthur Turra Basso, piloto investigado
- Detalhes da agressão que deixou o adolescente em coma
- Evolução clínica do adolescente em coma e rotina da família
- Outras acusações contra o piloto e material apreendido
- Próximos passos da investigação e enquadramentos legais
Discussão por chiclete termina com adolescente em coma
O episódio central aconteceu na noite de uma festa, em área residencial de Vicente Pires. Segundo relato de testemunhas e imagens captadas por câmeras de segurança e celulares, uma divergência aparentemente banal sobre um chiclete evoluiu rapidamente para confronto físico. O jovem de 16 anos, cuja identidade é preservada, trocou socos com Pedro Turra por poucos segundos, até receber um golpe que o fez bater a cabeça contra a porta de um automóvel estacionado.
As gravações indicam que, mesmo diante de pedidos para encerrar a briga, a agressão prosseguiu. Em depoimento inicial, o piloto alegou não ter intenção de ferir gravemente o adolescente; contudo, o delegado Pablo Aguiar apontou contradições após ouvir amigos da vítima. De acordo com a autoridade policial, o investigado teria cuspido no adolescente instantes antes da troca de golpes — fator que acirrou o conflito.
Quem é Pedro Arthur Turra Basso, piloto investigado
Pedro Turra, 19 anos, atua como piloto e empresário e, segundo a Polícia Civil, já figurava como alvo em quatro procedimentos, três deles por suspeita de agressão. A repercussão do caso do adolescente em coma trouxe à tona vídeos e relatos de outras situações de violência. Em um deles, registrado em ambiente festivo, o piloto aparece desferindo tapas no rosto de um homem; em outro testemunho, uma jovem de 18 anos disse ter sido coagida a consumir bebida alcoólica por ele.
A defesa de Turra, representada pelo advogado Ênio Bastos, afirma que o cliente demonstra arrependimento e que a família se solidariza com o estado de saúde do menor. Bastos também comunicou que o investigado estaria recebendo ameaças na unidade prisional, motivo pelo qual a Justiça autorizou acomodação em cela privativa.
Detalhes da agressão que deixou o adolescente em coma
Após o impacto da cabeça contra o carro, o adolescente saiu da cena consciente, mas apresentava sangramento intenso. Ainda lúcido, relatou a amigos a sequência dos fatos, incluindo o cuspe atribuído ao agressor. Minutos depois, a vítima sofreu convulsões e foi transferida com urgência para um pronto-socorro.
O boletim médico confirma traumatismo craniano, necessidade de cirurgia intracraniana e ocorrência de parada cardiorrespiratória de 12 minutos. Depois do procedimento, o garoto foi induzido ao coma, classificado como grave. A família mantém revezamento contínuo no hospital. Em declaração à imprensa, o pai descreveu momentos de apreensão diante das múltiplas tentativas de estabilização clínica — cenário que, segundo ele, “exige um milagre”.
Evolução clínica do adolescente em coma e rotina da família
Desde a internação, a evolução do quadro é acompanhada por equipe especializada em neurocirurgia e terapia intensiva. A prioridade médica é evitar edemas adicionais e controlar infecções. Embora não haja previsão oficial de alta ou de retomada de consciência, parentes mantêm vigília diária e relatam apoio de amigos e desconhecidos, que enviam mensagens de solidariedade.
O pai da vítima optou por não divulgar o rosto durante entrevista por temer represálias. De acordo com ele, o filho demonstrava boa performance escolar e participação ativa em atividades esportivas antes da lesão. A família busca concentrar esforços no tratamento e, paralelamente, acompanha o desenrolar judicial para que as responsabilidades sejam estabelecidas.
Outras acusações contra o piloto e material apreendido
Após a repercussão do coma do adolescente, novas denúncias foram formalizadas. Um jovem de 18 anos registrou boletim de ocorrência relatando socos nas costas e golpes na cabeça atribuídos a Turra. No mesmo período, a Polícia Civil executou mandado de busca na residência do investigado, recolhendo celular, computador, uma faca e um soco inglês.
No entendimento do magistrado responsável, há indícios de que o piloto tentou articular versões com testemunhas via redes sociais para sustentar hipótese de legítima defesa. O conjunto de elementos levou a Justiça a decretar prisão preventiva por lesão corporal gravíssima, medida que busca preservar a investigação e evitar interferências externas.
Próximos passos da investigação e enquadramentos legais
Com a prisão já efetuada, a Polícia Civil concentra-se em testemunhos, laudos periciais e análise de registros eletrônicos apreendidos. O enquadramento primário é lesão corporal gravíssima, cuja pena pode ser agravada se evidenciada premeditação ou se o estado de saúde do adolescente evoluir para sequelas permanentes.
A defesa do piloto aguardará conclusão do inquérito para definir estratégias. Já a família do menor acompanha a apuração e mantém expectativa pela plena recuperação neurológica. As próximas diligências incluem novas oitivas de convidados da festa, perícia detalhada nas imagens e avaliação médica contínua da vítima, que deve fornecer subsídios periciais adicionais.
Conforme cronograma da Polícia Civil, o relatório parcial do caso deve ser encaminhado ao Ministério Público após a consolidação dos laudos de lesão e das quebras de sigilo telemático. Até lá, Pedro Turra permanecerá recolhido em cela individual, enquanto o adolescente em coma segue sob monitoramento intensivo, sem previsão oficial para alta hospitalar.

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