Vendas no varejo avançam 1,5% no acumulado até novembro de 2025, indica IBGE

Vendas no varejo avançam 1,5% no acumulado até novembro de 2025, indica IBGE
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Vendas no varejo brasileiro registraram expansão de 1,5% no acumulado de janeiro a novembro de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No recorte mensal, o volume comercializado em novembro aumentou 1% frente a outubro, enquanto a comparação com novembro de 2024 apontou acréscimo de 1,3%.

Índice

Panorama anual das vendas no varejo em 2025

De janeiro a novembro, todas as transações somadas pelo IBGE resultaram em elevação de 1,5% nas vendas. O mesmo percentual foi observado na análise dos doze meses encerrados em novembro, o que sinaliza consistência entre o desempenho do ano corrente e a média móvel do período. Esse comportamento sugere que o comércio teve evolução moderada e contínua ao longo dos meses, sem oscilações bruscas que pudessem distorcer o resultado acumulado.

A variação de 1,5% no período de doze meses funciona como termômetro de como o mercado consumidor se comportou diante das condições econômicas prevalecentes em 2025. Mesmo sem avaliação de cenário externo, o índice mostra alinhamento entre a demanda por bens de consumo e a disponibilidade de oferta em diferentes atividades varejistas.

Desempenho mês a mês: de outubro para novembro

Na passagem de outubro para novembro, a taxa com ajuste sazonal apontou incremento de 1% no volume de vendas. Entre as oito atividades investigadas, sete registraram avanço, o que indica uma movimentação amplamente disseminada dentro do setor. Apenas tecidos, vestuário e calçados ficaram no campo negativo, com retração de 0,8%.

O indicador mensal com ajuste sazonal é relevante porque elimina distorções geradas por efeitos temporais, como feriados ou diferenças no número de dias úteis, oferecendo fotografia mais exata do comportamento do comércio entre os dois meses observados.

Sectores que puxaram as vendas no varejo em novembro

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação lideraram o avanço mensal, crescendo 4,1%. Em seguida apareceram móveis e eletrodomésticos, com 2,3%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 2,2%. Os grupos outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%) e combustíveis e lubrificantes (0,6%) também contribuíram positivamente.

A soma dessas sete atividades positivas foi suficiente para contrabalançar a redução de 0,8% observada em tecidos, vestuário e calçados. O resultado sugere que a retração nesse segmento específico não foi capaz de comprometer o desempenho geral em novembro.

Segmentos em retração e reflexos no varejo ampliado

Embora o núcleo do comércio tenha avançado, o varejo ampliado — categoria que incorpora veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo — apresentou movimentação mista entre outubro e novembro. Material de construção cresceu 0,8%, mas veículos e motos, partes e peças diminuíram 0,2%. A diferença de sinal entre esses dois ramos resultou em desempenho global limitado nessa leitura mais abrangente.

A inclusão de segmentos de maior valor unitário, como automóveis, torna o varejo ampliado particularmente sensível a variações de renda dos consumidores e condições de crédito. Mesmo sem explorar esses fatores, os dados do IBGE deixam claro que a dinâmica do varejo ampliado pode divergir do varejo restrito quando categorias de alto preço unitário enfrentam dificuldades de demanda.

Comparação interanual: vendas no varejo de novembro de 2025 frente a 2024

Na análise ano a ano, novembro de 2025 demonstrou crescimento de 1,3% frente a novembro de 2024. O maior impulso veio do grupo de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 9,9% e completou o terceiro mês seguido de alta depois de uma leve queda em agosto. Essa expansão reflete aumento na procura por itens de tecnologia e escritório.

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria tiveram alta de 7,2% e influenciaram 0,6 ponto percentual do avanço total de 1,3%. Trata-se da 33ª elevação consecutiva para esse ramo, demonstrando padrão de crescimento prolongado. Móveis e eletrodomésticos (5,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (5,9%) e hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,8%) também contribuíram para o resultado.

Em contrapartida, dois grupos recuaram no confronto interanual: combustíveis e lubrificantes caíram 1,3% e tecidos, vestuário e calçados diminuíram 4%. A soma dessas quedas não superou a força dos ramos em crescimento, permitindo ao varejo manter saldo positivo em novembro.

Comportamento anual por atividade econômica

Somando-se os índices mensais já divulgados, de janeiro a novembro, o comércio varejista apresentou elevação constante em setores vinculados a tecnologia, farmacêuticos e bens duráveis para o lar. A performance desses segmentos ajudou a estabilizar a trajetória geral, compensando oscilações negativas observadas ao longo do ano em combustíveis, vestuário e outras categorias sensíveis a mudanças de preço ou preferência do consumidor.

No varejo ampliado, o recuo de 0,3% na comparação de novembro de 2025 com novembro de 2024 demonstra que a adição de veículos e material de construção altera a fotografia do consumo. Enquanto itens de menor valor unitário — como livros ou produtos de perfumaria — mantiveram alta, bens de ticket elevado mostraram contração ao longo do ano, reduzindo o resultado no conjunto ampliado.

Participação dos principais ramos no crescimento acumulado

Ao considerar a influência de cada atividade no índice acumulado de 1,5%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria destacam-se como o grupo de maior peso, respondendo por 0,6 ponto percentual da variação de 1,3% na comparação interanual de novembro. Esse protagonismo permanece válido quando se olha a soma de onze meses, refletindo a continuidade na demanda por itens de saúde e bem-estar.

Equipamentos de informática, material para escritório e comunicação também geraram contribuição relevante, pois sustentaram três meses consecutivos de crescimento que, juntos, elevaram o patamar de vendas da categoria a níveis superiores aos observados em 2024. Em terceiro lugar, móveis e eletrodomésticos reforçaram a parcela de consumo voltada à melhoria do ambiente residencial, prática que se manteve ao longo de 2025.

Perspectiva para o fechamento de 2025

Os indicadores divulgados abrangem até novembro e inserem o comércio varejista em trajetória de expansão moderada. O resultado consolidado de 2025 dependerá do desempenho de dezembro, mês que tradicionalmente concentra vendas sazonais e pode intensificar ou suavizar a variação anual. O próximo conjunto de dados a ser divulgado pelo IBGE definirá o fechamento estatístico do ano para o setor.

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