Velhos Bandidos e mais nove filmes brasileiros em cartaz: sinopses, elencos e salas de exibição
Velhos Bandidos, comédia policial estrelada por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, desembarca nas salas brasileiras como a estreia nacional de maior expectativa neste momento. Além do lançamento dirigido por Cláudio Torres, outras nove produções do país mantêm sessões ativas em circuitos comerciais e alternativos, oferecendo ao público um panorama que vai do documentário social ao drama histórico.
- Velhos Bandidos lidera a lista de lançamentos
- Além de Velhos Bandidos: obras que abordam educação, drama e realismo fantástico
- Clássicos retornam às telas ao lado de Velhos Bandidos
- Retratos de vida pessoal e dilemas contemporâneos
- Temas históricos e aventuras infantojuvenis
- Panorama dos cinemas e disponibilidade das sessões
Velhos Bandidos lidera a lista de lançamentos
No centro das atenções, Velhos Bandidos apresenta um casal de aposentados que decide arquitetar um assalto a banco. Para concretizar o plano, os dois recrutam comparsas mais jovens e logo se veem diante de um investigador determinado a frustrar a empreitada. O filme tem 94 minutos de duração, classificação indicativa de 14 anos e conta, além dos protagonistas veteranos, com Bruna Marquezine, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos no elenco.
Dirigido por Cláudio Torres, o título chega a um circuito amplo que engloba redes como Cinemark, Cinépolis, Cinesystem, Kinoplex, Moviecom, Playarte e UCI, além de cinemas independentes, a exemplo do Cine Belas Artes. A distribuição extensa coloca a produção à disposição de plateias em diferentes regiões, reforçando a aposta comercial em nomes consagrados do elenco.
Além de Velhos Bandidos: obras que abordam educação, drama e realismo fantástico
Entre os filmes que dividem espaço com Velhos Bandidos está Hora do Recreio, produção de 83 minutos dirigida por Lúcia Murat. Misturando documentário e ficção, o longa acompanha estudantes que utilizam a arte para expressar as tensões vividas em sua comunidade escolar, marcada por problemas sociais como racismo e feminicídio. O filme pode ser visto no Reserva Cultural e no Espaço Petrobras de Cinema.
Narciso, obra de 90 minutos assinada por Jeferson De, funde drama e realismo fantástico para narrar a trajetória de um menino negro que recebe de presente uma bola de basquete mágica. O objeto promete realizar o desejo de pertencer a uma família convencional, mas cobra como condição que o garoto jamais contemple o próprio reflexo. O longa está em cartaz no Espaço Petrobras de Cinema, no IMS Paulista e em salas da rede Cinemark.
(Des)controle, codirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, foca na escritora de livros infantojuvenis Kátia Klein, vivida por Carolina Dieckmann. Diante de bloqueio criativo e sobrecarga familiar, a personagem mergulha no alcoolismo em uma história de 96 minutos, indicada para maiores de 16 anos. As exibições ocorrem no Cinesystem Pompéia e no Kinoplex Vila Olímpia.
Clássicos retornam às telas ao lado de Velhos Bandidos
O circuito atual também reserva espaço para São Paulo Sociedade Anônima, longa de 1965 dirigido por Luiz Sérgio Person. A trama acompanha Carlos, jovem de classe média que ascende profissionalmente durante o período de industrialização, mas enfrenta vazio existencial. Com 90 minutos de duração e classificação de 12 anos, o título está em exibição no Cine Belas Artes e no Espaço Petrobras de Cinema, oferecendo uma oportunidade de rever, em tela grande, um marco do cinema nacional.
Retratos de vida pessoal e dilemas contemporâneos
A Vida Secreta de Meus Três Homens, comandado por Letícia Simões, promove um diálogo entre diferentes épocas para refletir sobre a formação do país. O enredo de 75 minutos segue três personagens: um patriarca que colaborou com a ditadura militar, um jovem justiceiro e um fotógrafo negro e gay em processo de luto. O filme, indicado para maiores de 14 anos, pode ser visto no IMS Paulista.
Em O Velho Fusca, direção de Emiliano Ruschel, o automóvel de um avô traumatizado torna-se ponto de convergência entre gerações. Enquanto o jovem Junior tenta conquistar a confiança do patriarca para dirigir o carro, ambos descobrem novas formas de convivência. O drama de 97 minutos e classificação de 12 anos encontra-se no UCI Santana e nas salas da rede Cinemark.
Traição Entre Amigas, de Bruno Barreto, adapta o livro homônimo de Thalita Rebouças para narrar a ruptura — e possíveis reconciliações — na amizade de Penélope e Luiza. Com 119 minutos e classificação de 14 anos, o longa leva Larissa Manoela e Giovanna Rispoli aos papéis centrais, explorando escolhas profissionais que conduzem as personagens a destinos opostos. O filme exibe-se em unidades da Cinemark.
Temas históricos e aventuras infantojuvenis
O Agente Secreto, título de 158 minutos dirigido por Kleber Mendonça Filho, transporta o público para 1977. Wagner Moura interpreta Armando, homem que assume nova identidade no Recife após ser ameaçado por um empresário alinhado ao governo. Buscando respostas sobre o próprio passado, ele se integra a um grupo de refugiados. O longa está disponível no Cinemark Shopping Interlagos e no Espaço Petrobras de Cinema, com classificação de 16 anos.
Dirigido por Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, O Diário de Pilar na Amazônia leva a protagonista à floresta com a ajuda de uma rede mágica. Lá, Pilar conhece Maiara, ribeirinha cujo povoado foi devastado. O filme de 90 minutos, livre para todos os públicos, segue em cartaz no Cinesystem Pompéia e aborda questões ambientais no contexto amazônico.
Panorama dos cinemas e disponibilidade das sessões
Os dez filmes emprestam vitalidade aos circuitos comerciais e alternativos de São Paulo, distribuindo-se entre grandes redes — Cinemark, Cinépolis, Kinoplex, UCI — e espaços de programação autoral, como Cine Belas Artes, Reserva Cultural, IMS Paulista e Espaço Petrobras de Cinema. Essa ocupação simultânea de salas garante ao espectador múltiplas opções de gênero, duração e faixa etária.
Somados, os títulos abrangem classificações que vão de conteúdo livre, caso de O Diário de Pilar na Amazônia, a obras restritas a maiores de 16 anos, como O Agente Secreto. A diversidade se estende ao tempo de projeção, que varia dos 75 minutos de A Vida Secreta de Meus Três Homens aos 158 minutos de O Agente Secreto, permitindo programações que atendem tanto a quem dispõe de intervalos curtos quanto a quem prefere narrativas longas.
As estreias e permanências destacam ainda a amplitude temática do cinema nacional recente: questões educacionais, representatividade racial, conflitos geracionais, memória histórica, aventuras ecológicas e o humor de Velhos Bandidos convivem na mesma temporada. Dessa forma, o público encontra motivações variadas para retornar às salas, enquanto a produção brasileira se mantém em evidência no circuito exibidor.
Neste momento, todos os títulos citados seguem em cartaz nos endereços informados, sujeitos à grade de horários de cada complexo.

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