Teto de pensionista e aposentado do INSS será de R$ 8.475,55 em 2026 após reajuste de 3,9%

O teto de pensionista e aposentado do INSS sofrerá uma atualização de 3,9% a partir de fevereiro de 2026, elevando o valor máximo das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social para R$ 8.475,55. A correção replica exatamente a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, indicador divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos. Com o ajuste, benefícios acima do piso nacional deixam de valer R$ 8.157,40 e passam para o novo teto definido para 2026.
- Como o aumento de 3,9% altera o teto de pensionista e aposentado do INSS
- Impacto do novo teto de pensionista e aposentado do INSS na distribuição de beneficiários
- Calendário de pagamento dos benefícios reajustados
- Tabela de contribuições reflete o teto de pensionista e aposentado do INSS ajustado
- Procedimentos de consulta aos novos valores
- Reajuste sem ganho real para benefícios acima do piso
- Próximos passos após a divulgação do teto de pensionista e aposentado do INSS
Como o aumento de 3,9% altera o teto de pensionista e aposentado do INSS
O percentual de 3,9% será aplicado integralmente a todos os segurados que já recebiam valores superiores ao salário mínimo em 1.º de fevereiro de 2025. Para quem começou a receber o benefício após essa data, o reajuste seguirá regra proporcional ao número de meses em que o benefício ficou ativo. Esse mecanismo garante que cada aposentadoria ou pensão acompanhe a inflação medida pelo INPC no período efetivamente usufruído pelo segurado.
A incidência do mesmo percentual sobre o valor máximo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social resulta no novo teto de R$ 8.475,55. Na prática, qualquer benefício que, antes da aplicação do índice, estivesse no limite de R$ 8.157,40 passará a valer o novo montante. Benefícios acima desse teto, por definição, não existem, já que a quantia serve justamente como limite do que pode ser pago pela Previdência Social.
Impacto do novo teto de pensionista e aposentado do INSS na distribuição de beneficiários
Segundo dados do INSS, 13,25 milhões de pessoas recebem valores superiores ao piso nacional e, portanto, terão a correção de 3,9% aplicada em fevereiro. Esse grupo representa a parcela que acompanha estritamente a variação do INPC, sem ganho real acima da inflação. Em contrapartida, 21,9 milhões de segurados — cerca de 62,5% do total — recebem exatamente o salário mínimo, que passou de R$ 1.580 para R$ 1.618. Para esses, o reajuste significou um aumento real de 2,5% sobre a inflação, conforme a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024 que restringe aumentos acima da inflação ao teto de crescimento de gastos previsto no arcabouço fiscal.
A diferença de tratamento entre os dois grupos evidencia o modelo atual de correção de benefícios: enquanto o piso acompanha o crescimento real permitido pela legislação, valores acima do mínimo são reajustados somente pela inflação medida no ano anterior. Dessa forma, o poder de compra de quem ganha mais que o piso é preservado, mas não ampliado.
Calendário de pagamento dos benefícios reajustados
O INSS definiu datas distintas para a liberação dos valores corrigidos. Quem recebe até um salário mínimo terá o depósito feito entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026. Já os segurados com valores acima do mínimo, contemplados pela elevação do teto de pensionista e aposentado do INSS, receberão entre 2 e 6 de fevereiro do mesmo ano. A data exata depende do número final do cartão de benefício, ignorando-se o dígito verificador localizado após o traço.
A divisão em dois grupos agiliza o processamento dos pagamentos e permite ao instituto organizar o fluxo financeiro segundo o cronograma mensal de desembolso da Previdência Social.
Tabela de contribuições reflete o teto de pensionista e aposentado do INSS ajustado
O reajuste de 3,9% não se limita aos benefícios. A tabela de contribuição previdenciária dos trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e dos empregados de empresas estatais também é atualizada, pois ela utiliza o mesmo teto como referência máxima para cálculo das alíquotas. As faixas salariais e alíquotas, já com a correção aplicada, ficam da seguinte forma:
Faixa 1: até R$ 1.621 – alíquota de 7,5%, sem parcela a deduzir.
Faixa 2: de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 – alíquota de 9%, com dedução de R$ 23,66.
Faixa 3: de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 – alíquota de 12%, com dedução de R$ 110,75.
Faixa 4: de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 – alíquota de 14%, com dedução de R$ 197,83.
A aplicação dessas faixas é progressiva, ou seja, cada parcela do salário que se encaixa em uma faixa sofre a alíquota respectiva. O mecanismo torna o desconto previdenciário proporcional à renda, respeitando o novo teto máximo de contribuição.
Procedimentos de consulta aos novos valores
Nas semanas que antecedem o depósito do reajuste, o INSS disponibilizará o extrato com os valores já atualizados. A consulta ocorre no site ou no aplicativo Meu INSS, ambos exigindo login e senha cadastrados no Portal Gov.br. Para segurados sem acesso à internet, o telefone 135 continua atendendo, mediante fornecimento do número de CPF e confirmação de dados cadastrais, medida que visa prevenir fraudes.
A apresentação do extrato antes do pagamento permite ao segurado conferir o cálculo, identificar o percentual aplicado e sanar eventuais dúvidas junto ao instituto ou à central telefônica.
Reajuste sem ganho real para benefícios acima do piso
O aumento de 3,9% preserva o poder de compra, mas não adiciona ganho real aos segurados que recebem acima do piso. Pelo segundo ano consecutivo, o índice aplicado reproduz apenas a variação do INPC, garantindo que as aposentadorias e pensões maiores do que o salário mínimo mantenham valor equivalente à inflação, mas sem aumento extra. Essa regra segue a política de correção que vincula o reajuste dos benefícios superiores ao mínimo à inflação medida no ano anterior, enquanto o salário mínimo pode crescer além dela conforme espaço fiscal.
A combinação de políticas resulta em dois ritmos de crescimento: um para o piso nacional, que continua tendo reposição inflacionária acrescida de aumento real quando há folga no teto de gastos, e outro para os benefícios acima dele, que apenas igualam a inflação.
Próximos passos após a divulgação do teto de pensionista e aposentado do INSS
Com o índice oficial já publicado pelo IBGE e a atualização confirmada pelo INSS, o ponto seguinte na agenda dos segurados é acompanhar a liberação do extrato com os valores corrigidos nas plataformas digitais ou pelo telefone 135. O calendário de depósitos inicia-se em 26 de janeiro para quem recebe o piso e em 2 de fevereiro para quem está acima dele, concluindo o ciclo de pagamentos em 6 de fevereiro de 2026.

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