Tempestade de inverno desafia resgate de avalanche na Califórnia e mobiliza equipes especializadas

Tempestade de inverno desafia resgate de avalanche na Califórnia e mobiliza equipes especializadas
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Resgate de avalanche na Califórnia mobilizou bombeiros, socorristas e meteorologistas em plena tempestade de inverno, garantindo a retirada com vida de seis esquiadores enquanto outros nove permanecem desaparecidos na região de Castle Peak, nas proximidades do Lake Tahoe.

Índice

1. Panorama do resgate de avalanche na Califórnia em meio à tempestade de inverno

O fato central envolve um grupo de 15 praticantes de esqui fora de pista que ficou soterrado por uma avalanche na área de Frog Lake, nos arredores de Soda Springs, ao norte do Donner Summit. A ocorrência foi registrada na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, justamente quando uma poderosa tempestade de inverno atingia as montanhas do norte do estado. Seis integrantes foram localizados com vida após horas de deslocamento em terreno coberto por neve densa e gelo. Dois deles precisaram ser transferidos para um hospital local, onde receberam cuidados médicos imediatos. Até o momento do último boletim oficial, nove pessoas continuavam sem contato.

2. Perfil das equipes e entidades envolvidas no resgate de avalanche na Califórnia

A coordenação da operação está sob responsabilidade do Gabinete do Xerife do Condado de Nevada, órgão que mobilizou unidades de busca e salvamento treinadas para ambientes de alta montanha. O Corpo de Bombeiros de Truckee atuou na triagem inicial dos sobreviventes, avaliando hipotermia, fraturas e sinais de exaustão. Do ponto de vista de suporte técnico, o Sierra Avalanche Center — localizado em Truckee — forneceu leituras de risco e previsões meteorológicas atualizadas. O centro é referência regional na emissão de alertas, e já havia sinalizado perigo elevado de deslizamentos para toda a Sierra Nevada Central.

Entre os atores diretos do incidente está a Blackbird Mountain Guides, empresa de esqui que organizou a travessia. A companhia notificou as autoridades assim que recebeu sinais de emergência emitidos pelos dispositivos de localização carregados pelos participantes. Esses aparelhos, configurados para transmitir coordenadas via satélite, foram essenciais para reduzir o raio de busca em um território extenso, sujeito a constantes movimentações de neve.

3. Como a avalanche foi reportada e os desafios logísticos para o resgate de avalanche na Califórnia

O primeiro alerta formal ocorreu por meio de uma ligação para o serviço de emergência 911. Paralelamente, localizadores pessoais dos esquiadores dispararam sinais eletrônicos que chegaram a centrais de monitoramento, reforçando a urgência do atendimento. Socorristas deslocaram-se em meio a rajadas de vento e visibilidade reduzida, fatores que atrasaram a chegada ao ponto exato da avalanche. A progressão foi feita em etapas, respeitando protocolos de segurança que evitam a formação de novas fraturas na camada de neve, circunstância capaz de desencadear deslizamentos secundários.

Quando os primeiros profissionais alcançaram o grupo, a remoção ocorreu com recursos específicos, como pás de baixa densidade, sondas para detecção de vítimas soterradas e equipamentos de tração para transpor encostas íngremes. Depois de extrair os seis sobreviventes, a equipe instalou um perímetro provisório para avaliação médica. Em seguida, iniciou o mapeamento de possíveis bolsões de ar onde os nove desaparecidos poderiam estar, tarefa que permanece em andamento.

4. Tempestade de inverno amplia riscos e complica operações

Segundo o Sierra Avalanche Center, o alerta de avalanche válido desde as 5 h de terça-feira previa “grandes deslizamentos” até o dia seguinte. A cidade de Soda Springs, próxima ao epicentro do incidente, registrou 76 cm de neve em apenas 24 horas, acumulado suficiente para sobrecarregar camadas frágeis preexistentes. Ventos em força de vendaval potencializaram a instabilidade, soprando neve solta para cornijas que cedem com facilidade.

A tempestade impactou também a logística de acesso. A Interestadual 80, principal via que atravessa a Sierra Nevada, sofreu interrupções temporárias em ambos os sentidos devido a derrapagens e acidentes. Longas filas de caminhões se formaram perto de Truckee, enquanto máquinas faziam a limpeza constante da pista. Diversas estações de esqui de Tahoe suspenderam atividades por não conseguirem operar teleféricos ou manter rotas internas seguras, ainda que muitas possuam programas próprios de mitigação de avalanches. Em contrapartida, regiões de backcountry como Castle Peak permanecem sem infraestrutura fixa de prevenção, o que agrava cada deslocamento de resgate.

5. Histórico de Castle Peak e o contexto de avalanches na Sierra Nevada

Com 2.777 metros de altitude, Castle Peak figura entre os pontos mais procurados por entusiastas de esqui fora de pista no norte da Califórnia. Apesar da popularidade, o maciço carrega histórico de incidentes fatais. A área deve o nome a proximidade com o Donner Summit, rota marcada pela trágica Donner Party de 1846-1847, grupo de pioneiros que enfrentou fome extrema e recorreu ao canibalismo após ficar isolado por tempestades de neve.

Somente em janeiro do mesmo ano, uma avalanche na mesma cordilheira vitimou um praticante de snowmobile, conforme registros das autoridades locais. Dados do National Avalanche Center indicam que, a cada inverno, entre 25 e 30 pessoas perdem a vida em avalanches em território norte-americano. Esses números reforçam a orientação para que praticantes busquem treinamento em avaliação de terreno, técnicas de resgate e uso de equipamentos de segurança — requisitos especialmente relevantes quando o objetivo é transitar além dos limites demarcados de estações comerciais.

6. Equipamentos, técnicas e particularidades do esqui fora de pista

A travessia organizada pela Blackbird Mountain Guides tinha duração de três dias e exigia que os participantes carregassem alimentação, roupas e material de sobrevivência suficiente para duas noites em cabanas da região de Frog Lake. Para percorrer até 6,4 km em desnível acentuado, os esquiadores utilizavam pranchas mais largas e pesadas que modelos convencionais, projetadas para flutuar em neve fofa e suportar fixações que liberam o calcanhar na subida.

Além disso, o grupo levava pás, sondas e receptores que permitem localizar sinais de dispositivos enterrados, itens padronizados em roteiros de backcountry. Esses recursos, entretanto, não substituem a análise constante de encostas, a identificação de camadas de neve instáveis e a leitura de boletins meteorológicos — práticas recomendadas como barreiras primárias contra acidentes.

7. Próximo passo: atualização oficial sobre o resgate de avalanche na Califórnia

O Gabinete do Xerife do Condado de Nevada agendou coletiva de imprensa para a manhã de quarta-feira a fim de divulgar novas informações sobre o progresso das buscas pelos nove desaparecidos. Até lá, equipes seguem monitorando as condições climáticas, que permanecem adversas, e realizando escavações pontuais em áreas identificadas como possíveis locais de soterramento.

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