Superlua de janeiro, chuva de meteoros Quadrântidas e mais: calendário astronômico 2026

Superlua de janeiro, chuva de meteoros Quadrântidas e mais: calendário astronômico 2026

Superlua e chuva de meteoros abrem o espetáculo celeste de 2026 logo nos primeiros dias de janeiro. Para observadores que adotam o horário de Brasília como referência, o mês reserva fenômenos sequenciais que incluem ainda o periélio de um cometa, a oposição de Júpiter e as quatro fases lunares tradicionais. Todas as ocasiões exigem atenção a pequenas variações regionais, recomendando-se o uso de aplicativos de céu como Star Walk, Stellarium ou SkySafari para confirmações locais.

Índice

Superlua inaugura o ano astronômico de 2026

Em 3 de janeiro ocorre a primeira Superlua do ano. A designação surge quando a Lua cheia coincide com o perigeu, o ponto em que o satélite se encontra mais próximo da Terra em sua órbita elíptica. Nessas circunstâncias, o disco lunar apresenta-se ligeiramente maior e mais luminoso do que o normal. Embora o efeito seja sutil, ele se torna perceptível sobretudo durante o nascer ou o pôr da Lua, quando o corpo celeste permanece baixo no horizonte e qualquer comparação visual com objetos terrestres reforça a impressão de tamanho.

O fenômeno de janeiro ganha relevância por abrir o calendário de Superluas de 2026. Mesmo sem diferenças drásticas de diâmetro aparente, o pequeno acréscimo no brilho atrai fotógrafos e entusiastas que buscam capturar detalhes da superfície lunar realçados pela proximidade momentânea.

Superlua e Quadrântidas: descarga dupla de brilho e estrelas cadentes

Na mesma madrugada de 3 de janeiro, ocorre o pico da chuva de meteoros Quadrântidas. Reconhecida por sua intensidade momentânea, essa chuva pode gerar dezenas de meteoros por hora, mas por curto intervalo. Para observadores brasileiros, a experiência tende a ser limitada: o radiante da Quadrântidas permanece baixo no horizonte norte antes do amanhecer, reduzindo o número de rastros luminosos visíveis.

Mesmo com essa restrição, a coincidência de Superlua e Quadrântidas oferece um cenário singular. Enquanto o disco lunar garante iluminação extra, a presença de meteoros acrescenta dinamismo ao céu. A observação de ambos os fenômenos exige atenção à concorrência entre a claridade da Lua cheia e a necessidade de escuridão para identificar meteoros mais tênues.

Como observar a Superlua em diferentes regiões do Brasil

A orientação principal para qualquer tentativa de registro da Superlua é checar o instante exato do nascer da Lua na cidade do observador. Pequenas diferenças de longitude alteram o horário percebido. Nos minutos posteriores à elevação do disco sobre o horizonte, a proximidade com referências terrestres — como prédios, montanhas ou árvores — amplia a impressão de tamanho, favorecendo fotografias e observação a olho nu.

Apps de mapeamento celeste ganham função estratégica. Eles indicam a altura angular da Lua, apontam o melhor azimute para visualização e atualizam em tempo real a variação de iluminação. Para quem reside em áreas de latitude mais ao sul do país, o espetáculo mantém características semelhantes, mas cada minuto conta para flagrar a fase de maior contraste entre o brilho lunar e o céu de fundo.

Cometa 24P/Schaumasse atinge o periélio em 8 de janeiro

O calendário segue dinâmico: cinco dias após a Superlua, o cometa 24P/Schaumasse alcança seu periélio em 8 de janeiro. A máxima aproximação ao Sol deve elevar o brilho do objeto à magnitude 7,7. Esse nível situa-se além do limite da visão desassistida, mas torna o cometa acessível a quem dispõe de telescópios ou binóculos potentes, desde que o local de observação apresente baixa poluição luminosa.

O 24P/Schaumasse estará visível em ambos os hemisférios, alcançando maior altura no céu para quem se encontra no Hemisfério Norte. Apesar disso, observadores no Brasil poderão buscá-lo nas horas anteriores ao amanhecer ou logo após o anoitecer, ajustando a busca com auxílio de softwares astronômicos. A combinação de magnitude, posição e janela de visibilidade transforma o periélio em oportunidade singular para acompanhar a evolução do brilho do cometa.

Júpiter em oposição ilumina a noite em 10 de janeiro

A sequência de eventos ganha reforço planetário em 10 de janeiro, quando Júpiter entra em oposição ao Sol, visto da Terra. Nesse alinhamento, o planeta gigante atinge o auge de luminosidade — magnitude −2,7 — e permanece visível desde o início da noite até o amanhecer. Posicionado na constelação de Gêmeos, pode ser facilmente identificado a olho nu como ponto celeste de brilho estável e intenso, superado apenas pela Lua e por Vênus em ocasiões específicas.

O momento é considerado ideal tanto para observação quanto para astrofotografia. Telescópios revelam detalhes das faixas atmosféricas jovianas e a dança de suas luas, enquanto binóculos permitem distinguir o disco e, em condições ideais, alguns satélites galileanos. Para localizar Júpiter rapidamente, o calendário recomenda utilizar o aplicativo Sky Tonight, ajustando a busca pelo corpo celeste na região leste do céu logo após o crepúsculo.

Fases da Lua completam o calendário de janeiro

Além da Superlua do dia 3, o mês apresenta o ciclo lunar habitual, distribuído em três datas adicionais. A Lua Minguante ocorre em 10 de janeiro às 07h02, sinalizando a transição do disco iluminado para a fase de iluminação cada vez menor. O ponto de invisibilidade máxima, a Lua Nova, chega em 18 de janeiro às 16h51. Finalmente, a Lua Crescente encerra a sequência em 26 de janeiro, às 01h47, preparando o satélite para a próxima Lua Cheia de fevereiro.

Essas fases influenciam a visibilidade de outros corpos celestes. Durante a Lua Nova, o céu torna-se naturalmente mais escuro, favorecendo a observação de objetos tênues, como galáxias, aglomerados e nebulosas. Já na fase crescente, a iluminação parcial da Lua oferece equilíbrio entre claridade e escuridão, permitindo registrar detalhes das crateras na região terminadora e, ao mesmo tempo, não ocultar por completo estrelas de menor brilho.

O calendário astronômico de janeiro de 2026 encerra-se com a Lua Crescente de 26 de janeiro às 01h47, marco que inicia a contagem regressiva para a próxima Lua Cheia e para os fenômenos previstos em fevereiro.

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