Spotify libera visualização do que amigos ouvem e amplia recursos sociais no aplicativo

Spotify libera visualização do que amigos ouvem e dá mais um passo para transformar o aplicativo de streaming em um ambiente social completo. A partir desta atualização, usuários de iOS e Android podem acompanhar em tempo real as faixas ou podcasts reproduzidos por contatos diretamente na aba de mensagens, sem recorrer a links externos ou redes de terceiros.
- Spotify libera visualização do que amigos ouvem em dispositivos móveis
- Como ativar a Listening Activity e compartilhar o que está tocando
- Request to Jam: sessão colaborativa ao alcance de um toque
- Spotify libera visualização do que amigos ouvem e mantém foco em privacidade
- Impacto na retenção: por que o Spotify aposta em recursos sociais
- Spotify libera visualização do que amigos ouvem e anuncia mudanças para criadores
- Ferramentas de patrocínio e novo estúdio em Los Angeles
- Cronograma de liberação e próximos passos
Spotify libera visualização do que amigos ouvem em dispositivos móveis
A novidade coloca a Listening Activity, até então restrita principalmente à versão para desktop, no centro da experiência móvel. O recurso surge como destaque na guia de mensagens, exibindo no topo da conversa a capa, o título e o artista da faixa que o contato está escutando. A implementação faz parte de uma estratégia iniciada em agosto de 2025, quando o serviço de mensagens interno foi lançado, e que vem sendo expandida para ampliar a permanência e o engajamento dentro da própria plataforma.
Como ativar a Listening Activity e compartilhar o que está tocando
Para quem deseja tornar pública sua atividade de audição, o procedimento é simples e opcional. Primeiro, é preciso acessar as configurações de privacidade do aplicativo. Lá, a chave “atividade de audição” permite habilitar ou desabilitar o compartilhamento. Depois de ativada, cada reprodução passa a aparecer automaticamente na parte superior das conversas, funcionando como cartão de visita musical em tempo real. O usuário pode ainda definir quais contatos terão acesso às informações, garantindo controle granular sobre quem acompanha seus hábitos sonoros.
Além da visualização, botões de interação foram integrados. Um toque na faixa compartilhada lança a reprodução instantânea, abre opções para salvar na biblioteca pessoal, exibe o menu completo de ações ou permite reagir com emojis. Tudo ocorre dentro do mesmo ambiente, reforçando a intenção do Spotify de concentrar ações que, antes, exigiam copiar links e abrir outro app de conversa.
Request to Jam: sessão colaborativa ao alcance de um toque
Outra peça do pacote social é o Request to Jam. Disponível para quem assina o plano Premium, o botão Jam surge no canto superior direito da janela de mensagens. Ao ser pressionado, envia um convite ao interlocutor. O receptor que aceitar torna-se automaticamente anfitrião da Jam, e ambos passam a montar uma fila compartilhada, reproduzida de forma totalmente sincronizada. Sugestões surgem com base nas preferências cruzadas dos participantes, criando trilhas que refletem gostos em comum.
Usuários da modalidade gratuita não podem iniciar a Jam, mas participam normalmente quando convidados. Essa limitação garante exclusividade ao Premium sem impedir a experiência coletiva para quem está no plano sem custo. Tanto o acompanhamento de escuta quanto o Request to Jam estão liberados gradualmente nos mercados onde o Messages já funciona, com expansão ampla estimada para o início de fevereiro.
Spotify libera visualização do que amigos ouvem e mantém foco em privacidade
Embora a proposta seja social, o Spotify implementou camadas de proteção de dados. As mensagens são criptografadas em repouso e em trânsito, ainda que o serviço não utilize criptografia ponta a ponta. A política também restringe o acesso aos novos recursos a usuários com 16 anos ou mais. Além disso, só é possível trocar mensagens com pessoas que já tenham algum histórico dentro da plataforma, como criação conjunta de playlists, participação em sessões Jam ou utilização do recurso Blend. A regra reduz abordagens indesejadas e mantém o ecossistema circunscrito a relações previamente estabelecidas.
Para quem prefere manter suas faixas e podcasts em sigilo, a chave de privacidade oferece desligamento rápido do compartilhamento. Quando desativada, nenhuma informação de reprodução é transmitida, e a pessoa volta ao modo de audição particular, sem notificações visíveis aos amigos.
Impacto na retenção: por que o Spotify aposta em recursos sociais
Transformar o ato individual de escutar música em experiência coletiva traz benefícios diretos para a plataforma. Cada interação dentro do app reduz a necessidade de alternar para mensageiros externos, prolonga o tempo de permanência e aumenta a probabilidade de descoberta de novos conteúdos. Desde 2025, a empresa vem adicionando funções que ampliam o contato entre usuários — primeiro com o sistema de mensagens, depois com Jams e agora com a visualização de escuta em tempo real. A lógica por trás dessa expansão é clara: quanto mais dinâmica e social a navegação, maior a fidelização do assinante.
Spotify libera visualização do que amigos ouvem e anuncia mudanças para criadores
Paralelamente às inovações para o público final, o Spotify revisou as regras de monetização para produtores de podcasts em vídeo. Os critérios de entrada no programa ficaram menos rígidos: agora bastam 1.000 ouvintes engajados, 2.000 horas consumidas nos últimos 30 dias e três episódios publicados. Anteriormente, eram exigidos 2.000 ouvintes, 10.000 horas e 12 episódios. A alteração reduz barreiras e amplia o número de criadores aptos a gerar receita com anúncios exibidos a ouvintes dos planos gratuitos e com visualizações de assinantes Premium sem publicidade.
Segundo dados internos, as mudanças ocorrem após um investimento de mais de US$ 10 bilhões na vertical de podcasts nos últimos cinco anos, o que quase dobrou o consumo mensal de conteúdo em vídeo. Roman Wasenmuller, responsável global pela área, destaca que a reformulação busca “escalar engajamento e fortalecer a infraestrutura” do serviço.
Ferramentas de patrocínio e novo estúdio em Los Angeles
A partir de abril, criadores contarão com ferramentas aprimoradas de gerenciamento de patrocínios, otimizando a venda de inserções publicitárias. Além disso, o Spotify passará a permitir publicação e monetização de podcasts em vídeo vindos de plataformas terceiras como Acast, Audioboom e Libsyn, simplificando o fluxo entre hospedagem externa e monetização interna.
Outro anúncio relevante é o Spotify Sycamore Studios, em Los Angeles, que se tornará sede dos podcasts do The Ringer e estará disponível a criadores selecionados. O espaço reforça a intenção de consolidar a produção de conteúdo em vídeo dentro do ecossistema da empresa, oferecendo infraestrutura profissional a parceiros estratégicos.
Cronograma de liberação e próximos passos
Tanto a Listening Activity para dispositivos móveis quanto o Request to Jam estão em fase de distribuição escalonada nos países onde o Messages já foi ativado. A expectativa é alcançar todos os usuários elegíveis até o início de fevereiro. Paralelamente, as novas regras de monetização para podcasts em vídeo entram em vigor imediatamente, enquanto as ferramentas de patrocínio avançado chegam em abril.
Com esses movimentos, o serviço reforça a visão de unir streaming, interação social e produção de conteúdo em um mesmo ambiente, alinhando interesses de ouvintes, criadores e anunciantes.

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