Ryan Gosling consolida fase cômica em “Devoradores de Estrelas” e sela transição do cinema indie ao blockbuster

Ryan Gosling volta às telas como protagonista de “Devoradores de Estrelas”, produção de grande estúdio que o coloca no papel de um cientista desajeitado encarregado de salvar o Sol, marcando mais um capítulo na virada de sua carreira rumo a heróis bem-humorados.

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Ryan Gosling embarca em “Devoradores de Estrelas” como herói atrapalhado

No novo longa, Ryan Gosling interpreta Ryland Grace, professor de ciências enviado a uma missão considerada suicida no espaço. A tarefa: descobrir como reativar a energia que mantém o Sol e, consequentemente, a vida na Terra. Durante a jornada, Grace encontra uma criatura rochosa que batiza de Rocky – trocadilho com “rock” –, e os dois formam uma parceria improvável. O encontro começa quando o humano, isolado em sua nave, dança para espantar a tensão; o extraterrestre replica os passos, selando uma amizade que sustenta o enredo.

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O filme, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 19, apresenta um equilíbrio entre momentos cômicos e passagens dramáticas reveladas em flashbacks. As recordações expõem traumas do passado de Grace, aprofundando motivações e dilemas sem abandonar o tom divertido que tem marcado as escolhas recentes do ator.

A guinada: do cinema independente aos grandes estúdios com Ryan Gosling

No início dos anos 2000, Ryan Gosling era listado predominantemente como ator do circuito independente norte-americano. Obras como “Half Nelson: Encurralados”, que lhe rendeu indicação ao Oscar de melhor ator em 2007, e “A Garota Ideal”, no qual contracenava com uma boneca de forma inusitada, consolidaram essa imagem. Nessas produções, ele era escolhido para viver personagens excêntricos, deslocados ou emocionalmente quebrados, características típicas da cena indie.

Para o próprio Gosling, a rota até os blockbusters foi gradual. O ator afirma ter começado em programas de televisão, migrado para longas independentes e, apenas depois, alcançado os projetos de maior orçamento. Segundo ele, esse percurso lhe deu tempo para se ajustar às novas escalas de produção.

“Drive”, “La La Land” e a construção do ícone Ryan Gosling

A virada efetiva na popularidade do ator ocorreu em 2011 com “Drive”. No thriller de ação, Gosling quase não fala, mas a postura lacônica e a famosa jaqueta branca transformaram o personagem – um dublê de Hollywood que pilota carros em escapadas noturnas – em figura cult. O longa abriu a porta para papeis de maior visibilidade comercial.

Cinco anos depois, “La La Land: Cantando Estações” consolidou esse processo. Ao lado de Emma Stone, parceira de cena desde trabalhos anteriores, Gosling viveu um casal de artistas em Los Angeles. O musical lhe rendeu segunda indicação ao Oscar de melhor ator e o ensinou a sapatear, além de fixar sua imagem como galã capaz de cantar e dançar.

Humor à frente: “Barbie” e “O Dublê” reforçam o timing cômico de Ryan Gosling

Mesmo depois de “La La Land”, o maior salto em alcance popular viria com “Barbie”. Em 2023, interpretando Ken, Gosling cantou “I’m Just Ken” enquanto exibia passos de dança e boa dose de autodepreciação. A performance entrou para a cultura pop e levou o ator ao palco do Oscar vestindo terno rosa, ovacionado pela elite de Hollywood.

Já em 2024, ele estrelou “O Dublê”, comédia de ação centrada em um profissional do cinema que enfrenta conspirações mirabolantes para salvar a própria carreira. Os dois filmes reforçaram o fascínio atual de Gosling por personagens heroicos, porém, atrapalhados. A tendência é retomada em “Devoradores de Estrelas”, agora combinando humor com ficção científica espacial.

Produção de “Devoradores de Estrelas”: escolhas estratégicas de elenco e equipe

Além de atuar, Ryan Gosling assina como produtor do longa. A decisão, que ele considera evolução natural de sua trajetória, permitiu que escolhesse a equipe responsável pela adaptação do romance de Andy Weir, publicado originalmente em 2021 e lançado no Brasil pela editora Suma. O ator justificou o envolvimento extra afirmando que “montar o time” é crucial quando se adapta uma obra literária com base de fãs.

A direção ficou com Phil Lord e Christopher Miller, conhecidos por animações de humor acelerado. Para materializar Rocky, a criatura de pedra que contracena com Gosling, os realizadores recorreram a um animatrônico complementado por efeitos visuais. Ainda assim, contrataram o ator James Ortiz para atuar fisicamente no set, garantindo que o protagonista reagisse a uma presença real, e não a um objeto estático.

Comparações inevitáveis com clássicos: de E.T. ao novo alienígena Rocky

A interação entre Grace e Rocky inspirou paralelos imediatos com “E.T. – O Extraterrestre”, de Steven Spielberg. Em uma cena, os personagens aproximam os punhos – ou, no caso de Rocky, algo semelhante a um punho – evocando o famoso toque de dedos de Elliott e E.T. Lord e Miller reconhecem a reminiscência, explicando que o filme de 1982 foi a primeira obra a fazê-los chorar e que evitar ecos diretos seria praticamente impossível.

Rocky, porém, difere do alienígena clássico por adotar comportamento mais agitado, comparável ao de um animal de estimação ágil. Para alcançar esse efeito, os diretores pediram a Ortiz que interpretasse com um ar de superioridade impaciente, lembrando um cliente exigente em um restaurante, e não alguém que implora carinho. O resultado seria um companheiro cômico, mas com personalidade própria.

Linha do tempo de lançamentos e expectativas para a estreia

“Devoradores de Estrelas” desembarca nos cinemas na quinta-feira, 19, com classificação indicativa de 14 anos. O elenco inclui Ken Leung e Sandra Hüller, além de Gosling. Produzida nos Estados Unidos, a obra é anunciada como atração de 2026 dentro do calendário dos estúdios, reforçando a aposta na permanência do ator no universo dos blockbusters de alto orçamento.

Com o novo projeto, Ryan Gosling consolida a escolha por personagens cômicos que dialogam com grandes plateias, sem romper totalmente com a profundidade dramática que marcou seus primeiros anos de carreira. Agora, pedra e humano precisam, literalmente, reacender um Sol em risco – missão que se reflete no desafio profissional de manter viva a curiosidade do público a cada novo papel.

A próxima etapa para os espectadores é acompanhar o desempenho de “Devoradores de Estrelas” a partir desta quinta-feira nos complexos de cinema, quando a jornada de Ryland Grace e Rocky finalmente entra em órbita comercial.

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