Rio Open: duelo entre João Fonseca e Thiago Monteiro define último brasileiro na chave de simples

Rio Open: duelo entre João Fonseca e Thiago Monteiro define último brasileiro na chave de simples
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O Rio Open vive nesta terça-feira um momento decisivo para o tênis brasileiro. A partida noturna entre João Fonseca e Thiago Monteiro, agendada para as 19h na Quadra Guga Kuerten, coloca frente a frente duas gerações e determina quem continuará como único representante do país na chave de simples do torneio ATP 500 disputado no Jockey Club Brasileiro.

Índice

Rio Open: confronto de gerações entre Fonseca e Monteiro

O embate opõe o carioca João Fonseca, de 19 anos, atual número 38 do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), ao cearense Thiago Monteiro, de 31 anos, que hoje ocupa a 208ª posição. Apesar da diferença de colocação, Monteiro carrega no currículo o feito de ter alcançado o 61º lugar em 2022 e, por diversas temporadas, ter sido o tenista brasileiro mais bem ranqueado. O duelo, portanto, é marcado por simbolizar a transição de protagonismo do tênis nacional, com Fonseca despontando como principal nome do momento enquanto Monteiro busca retomar o próprio espaço.

Ambos já sentiram as condições de jogo do Rio Open. Fonseca estreou no torneio de duplas ao lado do mineiro Marcelo Melo e avançou após superar a parceria formada pelo argentino Ramón Burruchaga e o italiano Andrea Pellegrino. Monteiro, por sua vez, percorreu um caminho mais longo: disputou duas rodadas de qualifying – etapa reservada a jogadores posicionados abaixo dos cabeças de chave – para carimbar presença na chave principal de simples. Esse processo adicional evidencia a necessidade de ritmo de jogo do cearense, que busca recuperar terreno no circuito.

Rio Open: trajetórias distintas até a noite decisiva

A programação do torneio distribui partidas em diferentes quadras do complexo da Gávea, zona norte do Rio de Janeiro. Fonseca chega motivado pelo título de atleta nacional mais bem colocado na lista da ATP e pelo resultado positivo obtido já no primeiro compromisso de duplas. O carioca, considerado a principal esperança local, terá novamente o respaldo da torcida, elemento que pode influenciar emocionalmente um jogador de 19 anos em começo de carreira.

Monteiro, experiente em torneios internacionais, vem de duas vitórias no qualifying que serviram para ajustar o próprio jogo ao saibro carioca. Embora atualmente distante do top 100, o cearense demonstra familiaridade com partidas de pressão. Essa vivência pode neutralizar o ímpeto juvenil de Fonseca e tornar o confronto imprevisível, independentemente da diferença no ranking.

Rio Open: programação inclui o jovem Luís Guto Miguel

Logo após o duelo brasileiro, a quadra principal recebe outro nome nacional em ascensão. Luís Guto Miguel, goiano de 16 anos e terceiro colocado no ranking mundial juvenil, encara o lituano Vilius Gaubas, número 126 da ATP. Para o adolescente, esta é a primeira experiência em evento de nível 500 – terceira categoria mais relevante do circuito, abaixo dos Masters 1000 e dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open). Apesar de ocupar a posição 1.593 entre os profissionais, Miguel ganha oportunidade de medir forças com adversários habituados a competições de maior exigência técnica e física.

A inclusão de um tenista tão jovem na chave masculina principal reflete a política de convites do Rio Open, voltada a fomentar talentos locais. A experiência adquirida em partidas deste porte costuma acelerar o desenvolvimento competitivo de jogadores promissores, ainda que o resultado imediato nem sempre traduza o potencial futuro.

Campanha brasileira sofre três eliminações na estreia

O Brasil iniciou esta edição do Rio Open com seis atletas na chave principal de simples, porém três se despediram já na segunda-feira. O paulista Gustavo Heide, atual 258 do ranking, caiu diante do tcheco Vit Kopriva, 87º colocado, em sets diretos e duração inferior a duas horas. Na mesma sessão, o pernambucano João Lucas Reis, número 207, travou duelo equilibrado contra o alemão Yannick Hanfmann, 90º, mas foi superado também por 2 a 0. A partida de quase duas horas mostrou que a diferença de mais de 100 posições no ranking nem sempre resulta em domínio claro, embora o brasileiro não tenha concretizado chances para levar a disputa ao terceiro set.

O paulista Igor Marcondes protagonizou o confronto mais prolongado entre os jogos de segunda-feira. Atual 348 da ATP, saiu na frente contra o peruano Ignácio Buse, 91º, porém não manteve o ritmo e sofreu virada em três parciais, totalizando 2 h 48 min de quadra. Buse aguarda justamente o vencedor do embate Fonseca x Monteiro nas oitavas de final, o que adiciona peso ao confronto noturno: além de ser o último sobrevivente brasileiro, quem avançar terá menos tempo de descanso até a rodada seguinte.

Duplas mantêm esperança nacional no Rio Open

Fora da chave de simples, o país ainda busca resultados relevantes nas duplas. A parceria de Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann enfrenta, na Quadra 2, o belga Sander Gillé ao lado do holandês Sem Verbeek. A partida está prevista como o terceiro jogo da sessão noturna, com início estimado para 19h. Meligeni, 441º no ranking de duplistas, e Zormann, 153º, medem forças com uma dupla cuja soma de classificações sugere ligeiro favoritismo internacional, mas o fator casa pode equilibrar as ações.

Anteriormente, Fonseca e Melo já garantiram vaga na fase seguinte, sinalizando que o tênis brasileiro tem potencial de avanço no setor. O desempenho em duplas frequentemente compensa eventuais quedas na chave de simples, prolongando a participação de atletas locais no evento e mantendo o interesse do público.

Conforme o regulamento ATP 500, a rodada seguinte de simples ocorre 24 horas após a conclusão da etapa anterior. Dessa forma, o ganhador do jogo entre João Fonseca e Thiago Monteiro retorna à quadra ainda nesta semana para enfrentar Ignácio Buse nas oitavas de final, sequência que definirá se o Brasil continuará representado rumo às quartas de final do Rio Open.

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