Produção de petróleo da Petrobras atinge recorde em 2025 e supera projeções internas

Produção de petróleo da Petrobras atinge recorde em 2025 e supera projeções internas
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Produção de petróleo da Petrobras encerrou 2025 em patamar inédito de 2,40 milhões de barris por dia (bpd), desempenho 11 % superior ao de 2024 e acima do limite máximo previsto no plano corporativo 2025-2029. A companhia detalhou os resultados nesta sexta-feira (16), informando que todas as métricas de produção – óleo, gás natural, volumes comerciais e totais – ultrapassaram as metas internas e estabeleceram novos recordes anuais.

Índice

Crescimento da produção de petróleo da Petrobras ultrapassa 11 % em 2025

O principal indicador divulgado foi a produção própria de petróleo cru. Ao alcançar 2,40 milhões de bpd, a estatal registrou expansão anual de 11 %, superando em 0,5 ponto percentual o teto da meta, que aceitava variação positiva de até 4 %. Esse avanço demonstra, segundo a empresa, o sucesso operacional de projetos que entraram em fase plena de extração ao longo do ano e a maturidade de campos já em produção.

O crescimento de dois dígitos consolida 2025 como o melhor ano da série histórica da Petrobras, com nível de óleo produzido nunca antes atingido em mais de sete décadas de atividades. De acordo com o relatório corporativo, o incremento derivou da combinação entre novas plataformas instaladas, ganho de eficiência nos ativos existentes e elevada produtividade dos poços, sobretudo nas áreas do pré-sal.

Metas internas superadas pela produção de petróleo da Petrobras

Além do volume de óleo, a companhia monitora metas específicas que integram seu Plano de Negócios 2025-2029. Para cada métrica, há uma banda de tolerância que vai do ponto central ao limite superior, fixado em +4 %. Nos resultados anunciados, três indicadores distintos ficaram acima desse teto:

• Produção de petróleo: 0,5 p.p. acima do limite máximo.
• Produção total de óleo e gás natural: 2,8 p.p. acima.
• Produção comercial de óleo e gás natural: 0,9 p.p. acima.

O número mais expressivo foi registrado na soma de óleo e gás natural – chamada produção total – que chegou a 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O avanço, também de 11 % em doze meses, refletiu a entrada em operação de equipamentos capazes de processar simultaneamente grandes volumes de hidrocarbonetos, bem como a redução de paradas não programadas ao longo de 2025.

Produção total de óleo e gás natural estabelece novos recordes

Quando se considera somente o volume comercial – parcela efetivamente disponível para venda –, o patamar encerrou 2025 em 2,62 milhões de boed. Mesmo esse segmento, mais restrito, ultrapassou a meta corporativa, evidenciando que a performance não se restringiu ao óleo cru, mas também à extração e ao tratamento de gás natural.

O resultado reforçou uma sequência de recordes anuais. Desde a criação da empresa, não havia registro de marcas tão elevadas nas três frentes: produção de óleo, produção total e produção comercial. A estatal atribuiu o desempenho a ganhos de confiabilidade operacional, melhora nos indicadores de eficiência das unidades e rápida curva de aprendizado das equipes em novas plataformas.

Pré-sal responde por 82 % e impulsiona a produção de petróleo da Petrobras

O relatório indica que o pré-sal segue como o grande motor de crescimento. Em 2025, esse conjunto de reservatórios representou 82 % da produção total da companhia. As estatísticas apontam recordes tanto na produção própria (2,45 milhões de boed) quanto na produção operada (3,70 milhões de boed) em áreas sob responsabilidade da estatal.

No pré-sal da Bacia de Santos, dois navios-plataforma flutuantes destacaram-se:

• FPSO Almirante Tamandaré: instalado no campo de Búzios, alcançou média de 240 mil bpd nos meses de novembro e dezembro, tornando-se a unidade de maior produção no país.
• FPSO Alexandre de Gusmão: entrou em operação no campo de Mero, ampliando a capacidade instalada da Petrobras na província.

Outras unidades também colaboraram para o incremento: FPSO Marechal Duque de Caxias (campo de Mero), FPSO Maria Quitéria (campo de Jubarte), FPSO Anita Garibaldi e FPSO Anna Nery (campos de Marlim e Voador). A companhia salientou que o ramp-up – fase de elevação controlada da produção – ocorreu de forma segura e dentro do planejado.

FPSOs no campo de Búzios elevam eficiência e sustentam expansão

O campo de Búzios, localizado na porção sul da Bacia de Santos, atingiu um marco simbólico ao registrar 1 milhão de barris de óleo por dia de produção operada com apenas seis plataformas. O dado evidencia a alta produtividade dos poços da região e a eficiência das unidades flutuantes (FPSOs) em operação.

A trajetória de crescimento tende a prosseguir com a entrada da P-78, sétima plataforma do ativo, que iniciou as atividades em 31 de dezembro. Embora os volumes dessa unidade ainda não estejam refletidos no balanço de 2025, a Petrobras indicou que o novo FPSO dará continuidade ao aumento de capacidade ao longo de 2026, reforçando a importância estratégica de Búzios no portfólio da empresa.

Integração operacional e segurança marcam estratégia da companhia

Nos comunicados referentes ao desempenho, a estatal destacou que os resultados derivam de “esforço integrado” de toda a força de trabalho. Segundo a companhia, a coordenação entre equipes de engenharia, perfuração, produção e manutenção viabilizou a rápida adaptação dos sistemas a novos volumes, sem comprometer padrões de saúde, segurança e meio ambiente.

A nota corporativa frisou quatro pilares considerados essenciais para o ano recorde:

• Atenção total às pessoas: foco em treinamento e capacitação da mão de obra.
• Respeito ao meio ambiente: adoção de práticas alinhadas à legislação ambiental.
• Segurança operacional: manutenção de protocolos rigorosos em todas as instalações.
• Confiabilidade dos ativos: investimentos em inspeção e manutenção preditiva.

Essas diretrizes foram apontadas como fundamentais para minimizar paradas, reduzir falhas e manter níveis de produção superiores aos projetados no plano plurianual.

Próximos passos após o recorde de produção de petróleo da Petrobras

Com a meta excedida em 2025, a atenção volta-se agora para o desdobramento do Plano de Negócios 2025-2029. A companhia espera que a entrada gradual de novas plataformas, como a P-78 em Búzios, alicerce a continuidade do crescimento em 2026, mantendo o compromisso com segurança, eficiência e sustentabilidade em todas as operações.

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