Por que gatos dormem tanto? Entenda a biologia felina
Por que gatos dormem tanto? Entenda a biologia felina
Por que gatos dormem tanto é uma pergunta comum entre tutores e pesquisadores. O hábito de cochilar várias horas por dia não é preguiça, mas uma estratégia de sobrevivência compartilhada por felinos domésticos e selvagens.
Por que gatos dormem tanto? Entenda a biologia felina
Felinos são caçadores de explosão: precisam de energia para saltos rápidos, perseguições curtas e ataques precisos. Essa demanda física intensa só é compensada com longos períodos de repouso. Enquanto humanos preferem um sono contínuo, gatos e leões distribuem o descanso em vários cochilos ao longo do dia, mantendo-se alertas a qualquer estímulo.
Na savana, leões podem dormir de 16 a 20 horas diárias, principalmente após a caça. Já um gato de apartamento costuma variar entre 12 e 18 horas, mesmo sem precisar capturar presas. A explicação está no instinto: o cérebro felino permanece em estado de vigilância, consumindo energia mesmo em repouso leve. O sono profundo, menor parte do ciclo, é vital para a regeneração celular e consolidação da memória.
O padrão fragmentado também reduz riscos. Dormir em pequenos intervalos permite que o animal desperte rapidamente diante de ameaças. Leões contam com a proteção do grupo; gatos domésticos procuram locais altos ou escondidos que transmitam segurança. Ambiente calmo e enriquecido ajuda a manter esse ciclo de forma saudável.
Além da energia muscular, o gasto mental pesa. Sentidos aguçados – audição apurada, visão noturna e olfato sensível – exigem pausa para “recarregar” o sistema nervoso. Por isso, filhotes em crescimento e gatos idosos chegam facilmente às 20 horas de sono diárias.
Estudos citados por especialistas da National Geographic confirmam que os felinos estão entre os mamíferos que mais dormem. A conservação de energia é um traço evolutivo da família Felidae, preservado mesmo nas casas mais confortáveis.
Para respeitar esse comportamento, ofereça brinquedos que estimulem a “caça” antes dos cochilos, arranhadores e camas em locais tranquilos. Assim, o animal equilibra atividade e descanso, reproduzindo o ciclo natural de seus ancestrais.
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Crédito da imagem: wirestock/Freepik

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