Plano para Gaza pós-guerra pauta reunião Trump-Blair
Plano para Gaza pós-guerra pauta reunião Trump-Blair
Plano para Gaza pós-guerra pauta reunião Trump-Blair. O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair participou, nesta quarta-feira (10), de um encontro na Casa Branca com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir propostas de reconstrução e governança de Gaza após o conflito com Israel. O governo norte-americano afirma estar elaborando um “plano muito abrangente” para o “dia seguinte”, mas mantém os detalhes sob sigilo.
Reunião na Casa Branca reúne nomes de peso
Além de Blair, que atuou como enviado para o Oriente Médio entre 2007 e 2015, participaram o assessor especial Steve Witkoff — responsável pela formulação do projeto — e Jared Kushner, genro e ex-conselheiro de Trump, segundo o site Axios. Witkoff declarou à emissora Fox News que acredita ser possível encerrar a guerra “antes do fim deste ano” e descreveu o plano como “robusto e humanitário”.
Israel mantém operações e pede esvaziamento de Gaza City
Enquanto as negociações prosseguem em Washington, o Exército israelense reiterou que a evacuação de Gaza City é “inevitável” e advertiu a população a seguir para o sul do território. Tanques avançaram sobre o distrito de Ibad al-Rahman na noite de terça-feira (9); testemunhas relataram à Reuters explosões e destruição de residências.
Hospitais locais contabilizam dezenas de mortos nas últimas 24 horas em bombardeios e confrontos em Gaza City, Khan Younis e Jabalia. A ONU e organizações humanitárias alertam para o risco de desastre, lembrando que a região está em estado de fome declarado. Em comunicado, 14 dos 15 países do Conselho de Segurança — todos exceto os EUA — classificaram a crise alimentar como “fabricada pelo homem” e exigiram que Israel suspenda imediatamente as restrições à ajuda.
Impasse sobre Estado palestino e realocação de civis
Questionado por jornalistas, o chanceler israelense Gideon Saar afirmou que “não haverá” Estado palestino no plano em discussão. Em fevereiro, Trump chegou a sugerir a mudança definitiva de habitantes de Gaza para países vizinhos e a transformação da faixa em “Riviera do Oriente Médio” sob administração norte-americana.
Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.200 mortos e 251 sequestrados em Israel, a ofensiva israelense provocou 62.900 mortes em Gaza, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. A infraestrutura local colapsou, 90% das residências foram danificadas ou destruídas e a maioria dos 2,2 milhões de habitantes já foi deslocada várias vezes.
Pressão interna e externa por cessar-fogo
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta pressão internacional e protestos em Tel Aviv, onde dezenas de milhares pedem acordo para libertar cerca de 50 reféns restantes — apenas 20 estariam vivos. Israel rejeitou a mais recente proposta de trégua de 60 dias mediada por países da região, insistindo em um acordo que inclua todos os reféns e a capitulação do Hamas.
Relatórios de órgãos independentes, como o Integrated Food Security Phase Classification (IPC), reforçam temores de catástrofe humanitária caso o avanço militar prossiga sem garantias de ajuda.
As discussões lideradas por Trump e Blair seguem sem data para anúncio oficial. A expectativa é de que Washington apresente um documento detalhado nas próximas semanas, delineando segurança, reconstrução e administração civil em Gaza.
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Crédito da imagem: Getty Images

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