OpenAI investe na Merge Labs e reforça aposta em interface cérebro-computador

OpenAI investe na Merge Labs e reforça aposta em interface cérebro-computador
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Panorama do investimento da OpenAI em interface cérebro-computador

A OpenAI oficializou um novo passo na direção das interfaces cérebro-computador ao liderar uma rodada seed de US$ 250 milhões na Merge Labs, startup avaliada em US$ 850 milhões. De acordo com informação atribuída a fonte consultada pela imprensa internacional, o aporte feito pela OpenAI foi o maior cheque individual do levantamento. O movimento confirma a estratégia da organização de estender sua atuação para além do software, alcançando tecnologias que prometem permitir comunicação direta entre atividade neural e sistemas de inteligência artificial.

Motivações da OpenAI e o papel da interface cérebro-computador

Em nota pública, a OpenAI descreveu as BCIs como uma “nova fronteira” para comunicação, aprendizado e uso de tecnologia. O argumento central é que dispositivos com maior largura de banda poderão interpretar intenções humanas com mais precisão, adaptar-se a cada pessoa e operar de forma confiável, criando uso mais direto e centrado no usuário da inteligência artificial. Ao aportar na Merge Labs, a OpenAI pretende acelerar pesquisas que conectem biologia e IA e, ao mesmo tempo, garantir participação em um mercado que pode redefinir a forma como humanos interagem com máquinas.

Quem é a Merge Labs e como pretende conectar cérebro e IA

A Merge Labs se apresenta como um laboratório de pesquisa focado em aproximar sistemas biológicos da inteligência artificial. A empresa afirma que a experiência individual do mundo resulta da atividade coordenada de bilhões de neurônios e que, ao estabelecer ligação com esses neurônios em escala, seria possível restaurar funções perdidas, apoiar estados cerebrais mais saudáveis e ampliar a criatividade compartilhada entre humanos e IA. Seu diferencial declarado está na busca por métodos não invasivos: em vez de eletrodos implantados, a startup trabalha com moléculas capazes de se conectar a neurônios e com modalidades de ultrassom para transmitir e receber informações em regiões mais profundas do cérebro.

Como a parceria OpenAI – Merge Labs busca interfaces cérebro-computador sem cirurgia

O acordo assinado prevê que a OpenAI colabore no desenvolvimento de modelos científicos de base e ferramentas avançadas, reforçando a parte de interpretação de sinais cerebrais. A ideia é combinar hardware ainda em fase de pesquisa com algoritmos capazes de extrair significado de dados reconhecidamente limitados ou ruidosos, cenário comum em medições neurais. Essa cooperação alinha-se à visão da Merge Labs de que soluções não cirúrgicas, se combinadas a IA de ponta, podem entregar largura de banda suficiente para uso real no dia a dia, sem os riscos associados a implantes invasivos.

OpenAI, interface cérebro-computador e o cenário competitivo com a Neuralink

O investimento na Merge Labs coloca Sam Altman em rota de competição direta com Elon Musk, fundador da Neuralink. Enquanto a Merge Labs aposta em abordagens moleculares e ultrassônicas sem necessidade de cirurgia, a Neuralink persegue um chip implantável que exige inserção de fios ultrafinos no cérebro. A diferença de estratégia se reflete nas captações: em junho de 2025, a Neuralink anunciou Série E de US$ 650 milhões, alcançando avaliação de US$ 9 bilhões. Já a Merge Labs estreou no mercado de capital com um seed de US$ 250 milhões, mas sob promessa de menor barreira cirúrgica, o que pode acelerar adoção em público mais amplo caso a tecnologia se prove eficaz.

Cofundadores, estrutura societária e sinergias com outras empresas de Sam Altman

Além de Altman, a Merge Labs reúne nomes ligados a iniciativas anteriores do executivo. Alex Blania e Sandro Herbig, vindos da Tools for Humanity – organização por trás dos dispositivos de escaneamento ocular World orbs – estão entre os cofundadores e informaram que manterão suas funções na empresa anterior. Também integram o grupo Tyson Aflalo e Sumner Norman, da Forest Neurotech, e o pesquisador Mikhail Shapiro, do Caltech. Segundo porta-voz ouvido pela imprensa, todos os cofundadores ocupam assento no conselho da Merge Labs, enquanto Aflalo e Norman continuam associados à Forest Neurotech e Shapiro segue no ambiente acadêmico.

O histórico do OpenAI Startup Fund e os vínculos com Altman

O capital que sustenta a rodada foi direcionado principalmente pelo OpenAI Startup Fund, veículo que já investiu em outras empresas onde Altman possui participação ou assento no conselho. Entre elas estão Red Queen Bio, Rain AI e Harvey. Fora do fundo, a OpenAI mantém ainda acordos comerciais com companhias ligadas a Altman, como Helion Energy, focada em fusão nuclear, e Oklo, dedicada a fissão nuclear. O portfólio reforça a estratégia de financiar ecossistema diversificado capaz de alimentar a missão da OpenAI de desenvolver e implantar inteligência artificial avançada.

A visão de “merge” defendida por Sam Altman

Desde 2017, Altman sustenta publicamente a ideia de “merge”, conceito que descreve algum nível de fusão entre humanos e máquinas. Em texto divulgado naquele ano, ele projetou que o fenômeno poderia ocorrer entre 2025 e 2075, passando por etapas que incluem desde conexões diretas com o cérebro até interações profundas com sistemas de IA sem necessidade de implantes. Na argumentação do executivo, tal integração representaria cenário mais favorável à sobrevivência humana frente a uma eventual IA superinteligente, descrita como espécie separada e potencialmente em conflito com a humanidade. O aporte na Merge Labs funciona, portanto, como concretização de premissa defendida há quase uma década.

Impactos esperados na pesquisa neurotecnológica e na computação

A OpenAI ressaltou que áreas como bioengenharia, neurociência e engenharia de dispositivos podem se beneficiar de modelos de IA capazes de filtrar ruído e reconhecer padrões em sinais cerebrais. Interfaces de alta largura de banda, segundo a organização, necessitam justamente dessa camada algorítmica para interpretar intenções humanas em tempo real. Do lado da Merge Labs, há expectativa de que o avanço técnico permita restaurar habilidades e expandir expressão de ideias. Caso as metas sejam alcançadas, produtos derivados poderiam inaugurar novos paradigmas de computação, reduzindo dependência de teclados, telas ou mesmo comandos falados, substituindo-os por leitura e tradução de atividade neural.

Próximos passos na pesquisa de interface cérebro-computador apoiada pela OpenAI

Com o capital recebido, a Merge Labs concentra esforços no desenvolvimento de tecnologias moleculares e de ultrassom voltadas a captar sinais neurais em profundidade. Em paralelo, a OpenAI foca na criação de modelos que traduzam esses sinais em comandos úteis, mantendo a colaboração técnica descrita no acordo. O calendário público divulgado até o momento não inclui datas específicas de lançamento, mas o histórico indica que avanços concretos deverão ser demonstrados à medida que o laboratório transforme conceitos em produtos considerados úteis para o público.

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