Novo desenho animado de Chapolin revisita o herói, confirma viagens no tempo e apresenta família de super-quase-heróis

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O novo desenho animado de Chapolin, intitulado “Chapolin e os Colorados”, chegou ao catálogo da HBO Max em janeiro com a missão dupla de honrar o legado criado por Roberto Gómez Bolaños nos anos 1970 e, ao mesmo tempo, dialogar com um público que consome histórias em ritmo acelerado, repletas de referências pop e personagens mais complexos. A produção mexicana, classificada como livre, reúne dez episódios que finalmente esclarecem um ponto que intrigava os admiradores do herói: sua habilidade de atravessar épocas e lugares.
- Sinopse do novo desenho animado de Chapolin e como ele atualiza o herói
- Novo desenho animado de Chapolin confirma teoria dos fãs sobre viagens no tempo
- Produção de Chapolin e os Colorados une legado de Bolaños e visão contemporânea
- Recepção do público brasileiro ao novo desenho animado de Chapolin
- Personagens centrais e referências culturais em Chapolin e os Colorados
- Detalhes de distribuição e planos para a próxima temporada do novo desenho animado de Chapolin
Sinopse do novo desenho animado de Chapolin e como ele atualiza o herói
“Chapolin e os Colorados” preserva elementos icônicos, como as anteninhas de vinil que detectam inimigos, os ditados populares distorcidos e o caráter atrapalhado do protagonista. A grande novidade está na expansão do núcleo familiar. Fora dos combates contra vilões como Tripa Seca, o herói usa o nome civil Policarpo Colorado e vive em Cidade Caótica, cenário colorido que parodia a atmosfera sombria de Gotham City. Ali, ele tenta equilibrar a rotina doméstica, a educação dos filhos e a convivência com a própria mãe, revelando um cotidiano que jamais foi explorado na série live-action.
Cada membro da família Colorado descobre talentos particulares — não se trata de superpoderes convencionais, mas de habilidades que se complementam quando atuam em conjunto, lembrando a lógica do filme “Os Incríveis”. A avó, por exemplo, utiliza artifícios caseiros para impedir que curiosos encontrem o esconderijo do neto, enquanto a filha adolescente enfrenta as contradições do primeiro amor. Essas ampliações reforçam a representatividade feminina: agora as personagens mulheres participam ativamente da solução das enrascadas, em vez de apenas clamar por socorro.
Novo desenho animado de Chapolin confirma teoria dos fãs sobre viagens no tempo
Desde a década de 1970, pequenos indícios sugeriam que o Chapolin poderia se teletransportar. O assunto rendeu especulações em fóruns e podcasts, mas nunca houve uma resposta oficial. A nova animação encerra a dúvida ao introduzir o Professor Inventivo, cientista que mescla características do professor original e do Dr. Brown, de “De Volta para o Futuro”. Com o apoio desse aliado, o herói vermelhinho visita 1710 para enfrentar o temível pirata Alma Negra, retorna ao presente para disputar uma partida de futebol e ainda cruza diferentes dimensões, sempre acompanhado dos comparsas Matadouro, Lagartixa e Pança Louca.
Rodolfo Riva Palacio, cineasta e cofundador do estúdio Huevocartoon, explica que a equipe de roteiristas mergulhou em teorias de fãs para consolidar o conceito de viagem temporal. O resultado agrega novas camadas de aventura sem romper com o humor ingênuo que caracteriza o personagem.
Produção de Chapolin e os Colorados une legado de Bolaños e visão contemporânea
O projeto nasce sob a supervisão de Roberto Gómez Fernández, presidente do Grupo Chespirito e filho de Bolaños. A diretriz foi manter a universalidade que tornou o Chapolin reconhecível em toda a América Latina. O estúdio Huevocartoon, responsável pela animação, já possuía experiência com longas-metragens em CGI e séries televisivas, o que facilitou a adoção de um estilo visual vibrante, marcado por traços limpos e cores saturadas.
A nova produção chega cerca de dez anos depois de uma primeira tentativa animada e surfando na retomada de interesse gerada pela série biográfica “Chespirito: Sem Querer Querendo”. Ao explorar bastidores da vida de Bolaños, o programa impulsionou discussões nas redes sociais, reintroduzindo personagens clássicos a espectadores que não viveram a era dourada da televisão mexicana.
Recepção do público brasileiro ao novo desenho animado de Chapolin
O Brasil figura entre os maiores mercados de obras derivadas de Chespirito, razão pela qual a equipe se empenhou em adaptar trocadilhos para o português. Dubladores que participaram das séries originais foram convidados a reprisar vozes, e tradutores brasileiros contribuíram na transposição de piadas, buscando equivalentes locais para expressões que perderiam força se traduzidas literalmente.
As redes sociais receberam os episódios com entusiasmo nostálgico. Muitos espectadores destacam a manteção da marreta biônica e das entradas triunfais acompanhadas pelo tema musical característico. Outro ponto elogiado é o humor referencial: em determinada aventura, o casal Jack e Rose, de “Titanic”, aparece curtindo um parque aquático, detalhe que cria um elo com adultos que cresceram nos anos 1990.
Personagens centrais e referências culturais em Chapolin e os Colorados
A galeria de coadjuvantes inclui velhos conhecidos e novos perfis:
- Tripa Seca: chefão mafioso que recorre a golpes elaborados, sempre frustrados pelo herói.
- Alma Negra: pirata do século XVIII que introduz o arco temporal.
- Matadouro, Lagartixa e Pança Louca: capangas que alternam lealdade e trapalhadas.
- Professor Inventivo: mente científica responsável pela tecnologia de deslocamento temporal.
- Família Colorado: esposa, filhos, mãe e avó, cada um com personalidade delineada ao longo dos episódios.
As aventuras passeiam por componentes da cultura mexicana — desde a decoração de papel picado até referências à Lucha Libre — e estendem o mosaico latino-americano ao incluir expressões, pratos típicos e lendas regionais. Essa celebração cultural reforça a identidade do programa, que se apoia na paródia de super-heróis norte-americanos, mas exalta origens locais.
Detalhes de distribuição e planos para a próxima temporada do novo desenho animado de Chapolin
“Chapolin e os Colorados” é disponibilizado exclusivamente na HBO Max, com áudio original em espanhol e dublagens em português, inglês e outros idiomas. Cada capítulo possui duração aproximada de 22 minutos, alinhando-se ao formato padrão de animações seriadas.
Roberto Gómez Fernández já confirma a intenção de produzir uma segunda temporada. A fase inicial de roteiros está em desenvolvimento no estúdio Huevocartoon, que pretende introduzir novos antagonistas e aprofundar a dinâmica dos poderes familiares. A expectativa é que os episódios inéditos avancem na cronologia aberta pela confirmação das viagens temporais, permitindo visitas a períodos históricos distintos e a culturas além do eixo hispano-americano.
Enquanto a renovação não estreia, os dez episódios da primeira temporada permanecem como ponto de partida para quem deseja reencontrar o herói ou apresentá-lo a uma nova geração.

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