Nova espécie de vespa preservada no âmbar há 105 milhões de anos revela detalhes inéditos do Cretáceo

Nova espécie de vespa preservada no âmbar há 105 milhões de anos revela detalhes inéditos do Cretáceo
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Numa descoberta que amplia o registro fóssil do período Cretáceo, pesquisadores do Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME) identificaram uma nova espécie de vespa preservada no âmbar, batizada de Cretevania orgonomecorum, mantida intacta por cerca de 105 milhões de anos.

Índice

Contexto da descoberta da nova espécie de vespa preservada no âmbar

O fóssil foi recuperado em El Soplao, jazida situada na Comunidade Autónoma da Cantábria, ao norte da Espanha. O local é reconhecido mundialmente pela abundância de resina fossilizada oriunda de antigas coníferas. Segundo os cientistas, a resina que escorreu de árvores pré-históricas encapsulou o inseto durante o Cretáceo Inferior, funcionando como uma cápsula do tempo que manteve estruturas externas e, potencialmente, traços internos do animal.

O período em questão, há aproximadamente 105 milhões de anos, corresponde a uma fase de expansão de florestas densas na Península Ibérica. Esse cenário ambiental favoreceu tanto a produção quanto a rápida polimerização da resina, condição essencial para o alto grau de preservação observado.

Características que tornam a nova espécie de vespa preservada no âmbar singular

A nova espécie de vespa preservada no âmbar chama atenção por apresentar dimensões superiores às registradas em outros fósseis do mesmo gênero. Enquanto exemplares de Cretevania costumam ser diminutos, C. orgonomecorum exibe um corpo consideravelmente robusto, abdômen alongado e patas traseiras reforçadas, sugerindo alta mobilidade em meio à vegetação cretácea.

As asas, conservadas com transparência quase total, mostram um intricado padrão de nervuras. Esse traçado aerodinâmico fornece aos especialistas indicadores sobre a mecânica de voo dos insetos parasitoides daquele período. A robustez geral também aponta para adaptações ao ecossistema florestal denso que cobria a região durante a era dos dinossauros.

El Soplao: a jazida que protegeu a nova espécie de vespa preservada no âmbar

El Soplao figura entre os depósitos de âmbar mais importantes da Europa. A singularidade do sítio está relacionada à composição química da resina local, que favoreceu a manutenção de tecidos moles, algo raro em fósseis sedimentares. De acordo com o IGME, a rápida envoltura em resina bloqueou processos de decomposição e limitou a infiltração de água ou oxigênio, dois fatores que degradam material orgânico.

Além da nova espécie de vespa, a jazida já forneceu insetos, fragmentos de plantas e até grãos de pólen, permitindo reconstruir interações ecológicas passadas. Cada pedaço de âmbar transforma-se, portanto, em um microecossistema que registra fauna e flora em três dimensões.

Métodos de análise aplicados à nova espécie de vespa preservada no âmbar

A equipe do IGME utilizou técnicas de limpeza e polimento delicados para remover impurezas da superfície do âmbar sem danificar o conteúdo interno. Graças ao estado quase intacto, os cientistas descartaram métodos invasivos e optaram por inspeções ópticas de alta resolução.

Os próximos passos incluem tomografia computadorizada de uso paleontológico. Essa abordagem gera seções digitais ultrafinas capazes de revelar musculatura, aparelho digestivo e possíveis vestígios de conteúdo alimentar dentro do abdômen, tudo sem comprometer a integridade da peça fóssil. Com as imagens volumétricas, será possível comparar C. orgonomecorum a exemplares modernos e mapear mudanças morfológicas ao longo de mais de 100 milhões de anos.

Implicações evolutivas trazidas pela nova espécie de vespa preservada no âmbar

O registro em âmbar representa uma das ferramentas mais precisas para medir a cronologia evolutiva de insetos. A descoberta dessa nova espécie de vespa preservada no âmbar amplia o entendimento sobre rotas migratórias, diversidade morfológica e adaptações ecológicas de parasitoides durante o Cretáceo.

Como a presença da espécie na Europa indica distribuição mais ampla do que se supunha para o grupo Cretevania, os dados obtidos podem ajudar a refinar modelos que explicam como as linhagens de vespas sobrevivem a eventos de extinção e dão origem às formas viventes atuais.

Os pesquisadores planejam conduzir novos exames por tomografia de alta definição para gerar um modelo 3D completo do animal, etapa que permitirá comparar detalhes internos da Cretevania orgonomecorum com aqueles observados em vespas modernas.

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