Mulher morre após nadar em piscina de academia: entenda a suspeita de intoxicação química e o andamento da investigação

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Uma mulher morre após nadar em piscina de academia na Zona Leste de São Paulo, desencadeando uma investigação que apura possível intoxicação por produtos de limpeza usados na água. Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, praticava natação na C4 GYM ao lado do marido quando apresentou mal-estar que evoluiu para parada cardíaca. A ocorrência, registrada no sábado, concentra-se na dinâmica do suposto contato com substâncias químicas e nas condições de funcionamento do estabelecimento.
- Mulher morre após nadar em piscina de academia: cronologia do incidente
- Mulher morre após nadar em piscina de academia: perfil das vítimas e impacto familiar
- Mulher morre após nadar em piscina de academia: foco da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária
- Mulher morre após nadar em piscina de academia: responsabilidades do estabelecimento
- Mulher morre após nadar em piscina de academia: etapas previstas do inquérito
- Mulher morre após nadar em piscina de academia: despedida e próximos eventos
Mulher morre após nadar em piscina de academia: cronologia do incidente
Segundo o relato de familiares e o registro policial, Juliana e o esposo, Vinícius de Oliveira, frequentavam as aulas havia 11 meses. No dia do fato, o casal entrou na piscina por volta do horário habitual. Poucos minutos depois, ambos perceberam odor e sabor incomuns na água, indicando algo fora do padrão da rotina de treinos. A sensação de náusea e desconforto respiratório levou a dupla a comunicar imediatamente o professor responsável, que decidiu interromper as atividades e orientar a retirada de todos os alunos da área.
Depois de deixar a piscina, Juliana e Vinícius dirigiram-se por meios próprios ao Hospital Santa Helena, em Santo André. Durante o trajeto, os sintomas da professora se agravaram. Já na unidade de saúde, o quadro evoluiu rapidamente para parada cardíaca. As tentativas de reanimação não surtiram efeito, e o óbito foi confirmado. O marido foi internado em estado grave, permanecendo sob cuidados intensivos.
Mulher morre após nadar em piscina de academia: perfil das vítimas e impacto familiar
Juliana trabalhava como professora em uma escola particular no bairro Cidade Líder, também na Zona Leste da capital. Recentemente casada — a cerimônia ocorreu em dezembro de 2024 —, a jovem comprara um apartamento com Vinícius e planejava iniciar a formação de uma família. Além da prática de natação, cultivava interesse por ioga e participava de uma comunidade espírita. A trajetória profissional e os projetos pessoais da vítima intensificam a comoção de colegas, amigos e familiares.
Além do casal, outras três pessoas foram afetadas pela possível intoxicação. Um adolescente de 14 anos permanece internado em estado grave, enquanto duas vítimas receberam alta após atendimento. Ao todo, a Polícia Civil reconhece cinco pessoas atingidas, incluindo o caso fatal.
Mulher morre após nadar em piscina de academia: foco da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária
Responsável pelo inquérito, o 42º Distrito Policial, localizado no Parque São Lucas, trabalha com a hipótese de inalação de substâncias químicas empregadas na limpeza da piscina. Durante perícia preliminar, os investigadores encontraram um balde contendo cerca de 20 litros de uma mistura de produtos. A reação desse composto teria liberado vapores tóxicos suficientes para contaminar o ar do ambiente fechado.
O delegado Alexandre Bento ressaltou que, além da inalação, não se descarta a presença do produto na própria água. A apuração busca identificar quais substâncias compõem a mistura e quem foi responsável pela manipulação. Testemunhas ouvidas mencionaram que a tarefa poderia ter sido executada por um manobrista, informação que necessita de confirmação oficial.
No domingo, dia seguinte à ocorrência, agentes da Vigilância Sanitária interditaram a C4 GYM. O órgão constatou a ausência de alvará de funcionamento — documento exigido para a operação de estabelecimentos de saúde, esporte ou lazer. Equipes do Corpo de Bombeiros acompanharam a perícia e recolheram amostras de líquidos e equipamentos para análise técnica.
Mulher morre após nadar em piscina de academia: responsabilidades do estabelecimento
Em nota institucional, a direção da C4 GYM declarou pesar pelo acontecido e informou ter prestado atendimento imediato às vítimas, bem como colaborado com autoridades. O delegado responsável pelo caso, entretanto, relatou que o local foi fechado sem aviso às forças de segurança e somente teve acesso liberado mediante arrombamento para realização da perícia. A discrepância entre os comunicados e os relatos policiais integra o conjunto de pontos que serão verificados ao longo do inquérito.
Os investigadores procuram o professor que conduzia a aula e os gestores da academia para coletar depoimentos. As autoridades querem esclarecer se havia protocolos definidos para o uso de produtos de limpeza, quais funcionários tinham treinamento para manusear substâncias potencialmente perigosas e por que o evento não foi informado imediatamente após o incidente.
Mulher morre após nadar em piscina de academia: etapas previstas do inquérito
O procedimento policial inclui a análise das amostras recolhidas na área da piscina, o exame toxicológico das vítimas e o levantamento de documentação administrativa da empresa. Laudos periciais sobre a composição química dos produtos e o grau de toxicidade devem indicar a concentração de agentes irritantes ou corrosivos presentes no ambiente no momento do treino.
Paralelamente, a Vigilância Sanitária avaliará as condições estruturais da academia, verificando itens como ventilação, armazenamento de produtos e presença de sinais de segurança. O resultado desse relatório terá peso na definição de eventuais sanções administrativas. Dependendo das conclusões, os responsáveis podem responder por crimes de lesão corporal, homicídio culposo ou ambiental, a depender da tipificação apontada pelo Ministério Público após o encerramento da fase policial.
Mulher morre após nadar em piscina de academia: despedida e próximos eventos
O velório de Juliana está marcado para ocorrer no Velório Avelino, no Jardim Avelino, às 8h da segunda-feira seguinte à ocorrência, com sepultamento programado para 14h no Cemitério Quarta Parada. Familiares aguardam o resultado oficial das investigações para compreender integralmente as circunstâncias da morte.
A Polícia Civil prossegue na coleta de depoimentos e aguarda a finalização dos laudos periciais. Esses documentos serão determinantes para esclarecer se a mistura encontrada é compatível com a rotina de manutenção da piscina, se houve falha humana na dosagem dos produtos ou se existiam condições impróprias de ventilação que potencializaram o risco. As conclusões deverão orientar a adoção de medidas judiciais e administrativas.

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